Leão XIV: mártires de Pratulin, testemunhas da unidade até o sangue

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Leão XIV: mártires de Pratulin, testemunhas da unidade até o sangue
Fonte: VATICANO

Leão XIV recordou nesta quarta-feira o beato Vicente Lewoniuk e os seus 12 companheiros de Pratulin, na Polônia. Eram católicos de rito bizantino (greco-católicos). Foram mortos pelos soldados do czar no século XIX porque não quiseram abjurar de sua fé e permaneceram na Igreja Católica para estar em comunhão com o Sucessor de São Pedro.

Wojciech Rogacin – Cidade do Vaticano «Há trinta anos, São João Paulo II beatificou Vicente Lewoniuk e os 12 Companheiros, mártires.

Eles defenderam a pertença à Igreja Católica e a unidade com o Sucessor de São Pedro até ao derramamento de sangue, permanecendo fiéis à própria tradição oriental», afirmou Leão XIV na saudação aos poloneses durante a Audiência Geral. «À sua intercessão confio a causa da unidade dos discípulos de Cristo e dos católicos atualmente perseguidos por causa da sua fé», acrescentou o Papa.

Símbolo da unidade da Igreja   A Igreja Católica de rito bizantino nasceu nos territórios da República da Polônia após a união concluída em 1596 em Brest, às margens do rio Bug — daí a denominação de fiéis que também são chamados de uniatas.

Naquela época, uma parte da Igreja Ortodoxa uniu-se à Igreja Católica.

Os fiéis conservaram o rito oriental, mas reconheceram a autoridade do Papa e a fé católica.

No século XIX, os greco-católicos da Polônia oriental, então sob domínio russo, foram obrigados pelas autoridades czaristas a converter-se à Ortodoxia.

Alguns foram mortos por se recusarem a abandonar a fé católica; outros foram deportados para a Sibéria ou perseguidos de outras formas.

Wincenty Lewoniuk e os seus 12 companheiros foram mortos pelos soldados czaristas em 24 de janeiro de 1874, em Pratulin, na Polônia.

Eles se apresentaram diante de sua igreja greco-católica para impedir que ela fosse tomada pelas autoridades czaristas e transformada em uma igreja ortodoxa.

O comandante das tropas czaristas ordenou que se atirasse contra as pessoas indefesas, ajoelhadas na neve.

Os mártires de Pratulin tornaram-se um símbolo da preservação da fé católica e da unidade da Igreja sob a guia do Sucessor de São Pedro.

João Paulo II e o caminho rumo à plena unidade da família dos discípulos de Cristo   As palavras de Leão XIV estão em sintonia com a mensagem transmitida por São João Paulo II durante a Santa Missa de beatificação celebrada no Vaticano há 30 anos, em 6 de outubro de 1996. «Vicente Lewoniuk e os seus 12 companheiros, hoje elevados à glória dos altares, com o seu exemplo e a sua intercessão, convidam todos nós a prosseguir corajosamente o caminho rumo à plena unidade de toda a família dos discípulos de Cristo, no espírito das orientações ecumênicas do Concílio Vaticano II», havia afirmado São João Paulo II.

Na Basílica Vaticana repousam os restos mortais de São Josafá Kuncewicz, um dos grandes defensores da união.

Ele tinha 16 anos quando foi proclamada a União de Brest.

Depois de 43 anos como bispo católico de rito bizantino da diocese de Polatsk, sofreu o martírio em Vitebsk, pelas mãos de ortodoxos, por ter procurado promover a unidade da Igreja.

Seu corpo permaneceu durante 210 anos em Biała Podlaska, não muito distante de Pratulin.

Desde 1949, repousa na Basílica de São Pedro, no Vaticano, próximo ao túmulo de São João XXIII.

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