Em Londres, o prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso discursou na tarde de sábado, 17 de outubro, no encontro na Catedral de Westminster sobre o tema: "As religiões como artífices de paz no espírito de Assis". Ele repercorreu o magistério sobre a paz e o papel da fé desde o Concílio Vaticano II até o Papa Leão, marcado pelo histórico dia 27 de outubro de 1986, na cidade de São Francisco.
Alessandro Di Bussolo – Vatican News Que a unidade entre nós, fiéis de diferentes religiões, "manifestada em Assis, cresça cada vez mais e se torne um farol de esperança para o mundo".
Com essa esperança, o prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, cardeal George Jacob Koovakad, concluiu sua participação no encontro inter-religioso realizado na Catedral de Westminster, em Londres, sobre o tema, "As religiões como artífices de paz no espírito de Assis", na tarde de sábado, 17 de outubro.
O encontro foi organizado pela Conferência Episcopal da Inglaterra e do País de Gales, em vista do 40º aniversário do primeiro encontro em Assis entre líderes religiosos e o Papa São João Paulo II (27 de outubro de 1986), bem como o aniversário de 800 anos da morte de São Francisco de Assis.
Toda religião está ligada aos valores da paz O cardeal indiano, que está na capital britânica desde 13 de outubro e permanecerá lá até o dia 22 para participar de uma série de eventos ecumênicos e inter-religiosos, lembrou em seu discurso que, entre as várias etimologias da palavra "religião", aquela talvez mais próxima de nossa sensibilidade seja "ligar", "unir".
Toda religião, portanto, em seu sentido mais literal e fundamental, "está ligada ao Divino ou a uma realidade transcendente.
Consequentemente, está ligada aos valores da paz, do amor e da justiça", virtudes que constituem "o núcleo essencial de toda religião e o próprio fundamento de nossas crenças".
Espera-se, portanto, segundo Koovakad, que, em todo o mundo, as religiões, "ao se tornarem instrumentos de paz, harmonia e bem comum, deem maior visibilidade às atividades voltadas à promoção da paz e às iniciativas de construção da paz, no espírito de Assis".
É precisamente dessa forma "que a aspiração fundamental ao Bem, inerente a todas as religiões, pode ser realizada".
São Paulo VI, o diálogo como caminho para a paz mundial Em seu discurso, o prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso traçou o caminho da Igreja rumo a uma relação de amizade social e colaboração com outras religiões, a partir do Concílio Vaticano II, com o objetivo de "promover a compreensão recíproca, o acolhimento e a colaboração nas situações da vida cotidiana dos fiéis".
Começando por São Paulo VI, que almejava fazer do diálogo inter-religioso "não apenas uma dimensão fundamental da missão católica, mas também um caminho essencial para a paz mundial", e que em 1968 exortou todas as "pessoas de boa vontade" a celebrarem o "Dia Mundial da Paz" todo dia 1º de janeiro.