Do Clero Diocesano da Beira (centro de Moçambique), especialista em direito e novas tecnologias, o Padre Bonifácio Conde fez estas declarações reagindo à recente decisão anunciada pelo Ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, na passada quinta-feira, em Maputo, relacionada à preparação de uma legislação para regular o uso ético e responsável da Inteligência Artificial nas escolas.
Rogério Maduca – Beira, Moçambique Segundo o sacerdote, esta iniciativa é oportuna e vai ao encontro do apelo do Papa Leão XIV na sua Encíclica Magnifica Humanitas.
E defende que a nova legislação deve colocar no centro a proteção da pessoa humana, proteger a integridade de toda comunidade educativa.
O especialista receia que o uso não responsável da Inteligência Artificial possa dar lugar ao surgimento de novas formas de dependência, manipulação e exclusão, ampliando as assimetrias já existentes na educação, por isso, apela à imposição de limites.
O Padre Bonifácio defendeu ainda que durante a elaboração da lei, a consulta não se limite aos especialistas em informática, é necessário envolver os especialistas em ética, educadores e a sociedade civil.
Outro aspecto importante ressaltado pelo nosso entrevistado é evitar copiar leis de países cuja realidade educativa é distinta da realidade moçambicana. [ Audio Embed Oiça qui a reportagem e partilhe]