Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, o Papa manifesta suas condolências às famílias das vítimas do acidente ocorrido em Urda, na província de Toledo. A colisão entre dois trens de alta velocidade deixou ao menos 68 mortos e mais de uma centena de feridos.
Thulio Fonseca - Vatican News O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas e aos familiares do grave acidente ferroviário ocorrido nesta quarta-feira, 28 de outubro, em Urda, na província espanhola de Toledo.
Em telegrama enviado nesta quinta-feira, 29 de outubro, ao arcebispo de Toledo, dom Francisco Cerro Chaves, e assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, o Pontífice afirma estar “profundamente consternado” com a tragédia e oferece sufrágios pelo eterno descanso dos falecidos. “O Santo Padre faz chegar suas sentidas condolências aos familiares dos falecidos, juntamente com suas expressões de consolo, viva solicitude e desejos de pronto restabelecimento dos feridos”, afirma a mensagem.
Leão XIV dirige ainda palavras de encorajamento aos membros das equipes de emergência e resgate, exortando-os a perseverarem nos trabalhos de socorro e assistência.
A todos os envolvidos, o Papa concede sua Bênção Apostólica “como sinal de esperança no Senhor Ressuscitado”.
Ao menos 68 mortos O acidente ocorreu por volta das 8h53 de quarta-feira, quando dois trens de alta velocidade que circulavam na linha entre Madri e Sevilha se envolveram em uma colisão nas proximidades de Urda.
Um dos comboios era um AVE da Renfe e o outro pertencia à companhia Iryo.
Segundo o Governo de Castilla-La Mancha, viajavam nos dois trens cerca de 544 pessoas: 393 no AVE e 151 no Iryo.
O balanço provisório divulgado pelas autoridades indica ao menos 68 mortos, dos quais 44 viajavam no trem da Iryo e 24 no AVE.
Mais de uma centena de pessoas ficaram feridas, com vítimas encaminhadas para hospitais de Toledo, Ciudad Real, Alcázar de San Juan e Albacete, além de alguns pacientes transferidos para Madri.
As operações prosseguem nesta quinta-feira, 29 de outubro.
Grandes guindastes trabalham na retirada de partes dos vagões e dos destroços, enquanto as equipes forenses continuam o processo de identificação das vítimas.
A circulação de trens de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia permanece interrompida.
As causas do acidente continuam sob investigação.
Operação de emergência Logo após a colisão, o Governo regional ativou o Plano Territorial de Emergência de Castilla-La Mancha, o PLATECAM, posteriormente elevado ao nível 2, com a mobilização da Unidade Militar de Emergências.
Participam das operações agentes da Guarda Civil, bombeiros, equipes de proteção civil, Cruz Vermelha e numerosos recursos sanitários.
A Renfe também ativou seu gabinete de crise e o Plano de Assistência às Vítimas de Acidentes Ferroviários e seus Familiares.
A companhia disponibilizou ainda um serviço de atendimento às vítimas e famílias e anunciou um plano alternativo de transporte para o corredor Madri-Andaluzia enquanto permanecer suspensa a circulação de alta velocidade.
Três dias de luto O governo espanhol decretou três dias de luto oficial, de 29 a 31 de outubro, pelas vítimas da tragédia.
Após visitar Urda e participar de uma reunião de coordenação das operações de emergência, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que a Espanha está de luto e manifestou a solidariedade do país às vítimas e seus familiares.