Quarenta dias após o assassinato de Dom Osório Citora Afonso, a Arquidiocese de Nampula reuniu familiares, fiéis, sacerdotes e missionários numa missa de sufrágio celebrada na Sé Catedral. Na homilia, o padre Simone Adriano afirmou que a Igreja continua a acreditar na ressurreição, rejeita a vingança e renova o compromisso com a verdade e a justiça, enquanto o caso permanece sob investigação.
Cremildo Alexandre – Nampula, Moçambique A Arquidiocese de Nampula assinalou, na sexta-feira (24), os 40 dias do assassinato de Dom Osório Citora Afonso, Bispo de Quelimane e Administrador Apostólico da Arquidiocese da Beira, com uma missa familiar celebrada na Sé Catedral. Na homilia, o padre Simone Adriano recordou que a morte violenta de Dom Osório deixou uma profunda ferida na Igreja e na sociedade, mas sublinhou que "a última palavra não pertence à violência, ao ódio nem à morte, mas sim a Deus, Senhor da vida". Destacou ainda o testemunho de simplicidade, dedicação pastoral e amor pelos mais pobres deixado pelo prelado, afirmando que a melhor forma de honrar a sua memória é continuar a missão de evangelização, promover a paz, defender a dignidade humana e permanecer firme na busca da verdade. O sacerdote explicou que os 40 dias, à luz da Sagrada Escritura, representam um tempo de purificação, renovação e compromisso. Por isso, convidou os fiéis a transformar a dor em oração, a saudade em testemunho de fé e a rejeitar qualquer sentimento de vingança. "Perdoar não significa esquecer nem renunciar à justiça. Significa confiar em Deus e impedir que o ódio encontre espaço no coração dos homens", afirmou. A celebração reuniu familiares, fiéis, religiosas, sacerdotes, incluindo alguns provenientes da Diocese de Quelimane, num momento marcado pela oração, saudade e esperança cristã. Passados 40 dias do assassinato, continuam a ser aguardados os pronunciamentos oficiais sobre a causa da morte, enquanto prosseguem as investigações conduzidas pelas autoridades competentes.