Leão XIV enviou uma carta de agradecimento pelos mais de 6 anos no cargo como decano do Colégio Cardinalício, exercidos "com grande distinção". O Pontífice recordou um pouco da "longa trajetória" do cardeal Giovanni Battista Re, "um dos servidores da Santa Sé mais conhecidos e estimados" e apreciado pelo "testemunho sacerdotal nas celebrações eucarísticas presididas, mais recentemente por ocasião das exéquias do Papa Francisco".
[ Audio Embed Ouça a reportagem e compartilhe] Andressa Collet - Vatican News Neste domingo, 11 de outubro, o Papa tanto anunciou a necessidade de passar por uma cirurgia, como escreveu uma carta de reconhecimento ao cardeal Giovanni Battista Re pelos mais de 6 anos como decano do Colégio Cardinalício, eleito em 2020 e reconduzido por Francisco em 2025.
Na missiva, divulgada nesta segunda-feira (12/10) pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Leão XIV agradeceu pelo "serviço prestado", um "testemunho edificante de amor à Igreja e ao Papa". Leia a íntegra da carta do Papa Leão XIV Leão XIV, então, repassou um pouco da "longa trajetória" da sua missão junto à Santa Sé, iniciada na Cúria Romana quando ainda era um jovem sacerdote até se tornar um "colaborador de confiança" dos Pontífices, em especial de João Paulo II, que o nomeou assessor da Secretaria de Estado, depois secretário da Congregação para os Bispos e, posteriormente, substituto para Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.
No Jubileu do ano 2000, recordou Leão XIV, esteve ao lado do Papa polonês, coordenando "com eficácia" os vários departamentos e acompanhando as viagens apostóilcas pela Itália e o mundo.
Como prefeito da Congregação para os Bispos, sendo nomeado cardeal e "enriquecido por inúmeras relações pessoais", continuou o Papa, "acredito não errar ao afirmar que o Senhor, Eminência, foi e continua sendo um dos servidores da Santa Sé mais conhecidos e estimados".
O purpurado, natural de Borno (Brescia), na Itália, sempre teve um "estilo aberto, cordial e franco", bem como uma "capacidade de lidar com situações e problemas com sabedoria e concretude, sempre fiel aos ensinamentos da Igreja e com grande amor pelo Sucessor de Pedro". No Conclave de 2013, que elegeu o Papa Francisco, Re era cardeal eleitor, mas desempenhou as funções que cabiam ao então decano Sodano, ausente da Capela Sistina por ter ultrapassado o limite de 80 anos.
Já na função de decano, em 2025, Re presidiu a celebração das exéquias do próprio Jorge Mario Bergoglio e a posterior Missa pro eligendo Pontifice, ou seja, a Eucaristia celebrada na manhã do início do Conclave que culminou na eleição de Robert Prevost: muitos "apreciaram o seu testemunho sacerdotal nas celebrações eucarísticas presididas, mais recentemente por ocasião das exéquias do Papa Francisco", recordou Leão XIV, que assegurou orações ao decano emérito. "Querido e venerado irmão, todos nós sempre admiramos no senhor o vigor da fé e do zelo no ministério, tão bem combinados com as qualidades de diligência herdadas das suas raízes familiares e da amada Val Camonica.
Mas o lema que o senhor escolheu no momento da eleição para o episcopado, 'Virtus ex alto', atesta o quanto o senhor sempre soube invocar e receber força do Senhor e da Sua Graça, e isso aumenta, naqueles que o conhecem, a estima e a gratidão." [ Read Also ] O cardeal Tagle sucede o cardeal Re O cardeal Giovanni Battista Re, de 92 anos, será sucedido pelo cardeal filipino Luis Antonio G.
Tagle, de 69 anos, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização na Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares.
A nomeação para um dos cargos de maior destaque da hierarquia eclesiástica é recente, da última sexta-feira, 9 de outubro. A principal função do decano é convocar um eventual futuro Conclave em caso de Sé vacante e presidi-lo caso tenha menos de 80 anos.