Na saudação aos peregrinos de língua espanhola, durante a Audiência Geral desta quarta-feira (29/04), o Papa expressou "dor e preocupação" pelo recente atentado na Colômbia, que deixou 21 mortos e 56 feridos: "expresso minha proximidade em oração às vítimas e a seus familiares, e exorto a todos a rejeitar qualquer forma de violência e a optar decididamente pelo caminho da paz".
Andressa Collet - Vatican News O Papa Leão XIV, na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (29/04), dedicou a catequese à sua recente viagem apostólica à África, quando visitou quatro países em 10 dias, numa oportunidade para conhecer as realidades difíceis e dolorosas da Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. São nações que também estão de justiça social e direitos humanos, e o Pontífice levou a mensagem forte de paz, assim como voltou a fazer na manhã desta quarta-feira, ao se dirigir à situação vivida na Colômbia. Leão XIV, ao saudar os peregrinos de língua espanhola, numa Praça São Pedro com 25 mil pessoas, exortou a pedirmos "ao Senhor que toque o coração e a mente de todos, para que o seu Evangelho possa se encarnar na nossa vida". E o Pontífice continuou: Os atentados na Colômbia, em véspera de eleições A Colômbia tem enfrentado uma série de atentados nas últimas semanas. Desde sexta-feira (24/04), segundo a agência de notícias AFP, foram registradas 31 ações da guerrilha em três regiões do sudoeste do país, de acordo com dados de uma porta-voz das Forças Militares. Entre eles, a detonação de uma bomba no sábado (25/04), em uma rodovia que deixou 21 mortos e 56 feridos, segundo o balanço mais recente do governo. As imagens da AFP registraram pessoas ao redor dos corpos das vítimas, veículos destruídos e buracos em uma estrada do departamento de Cauca, onde ocorreu a explosão. As autoridades atribuíram o atentado às facções dissidentes da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) que não aderiram ao acordo de paz de 2016. O grupo é comandado por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado da Colômbia, que se financia principalmente com o tráfico de cocaína. O governo colombiano, então, anunciou nesta terça-feira (28/04) que um suspeito do ataque à bomba foi preso. Ele é apontado pela Polícia Nacional como peça-chave do narcotráfico no sudoeste do país, já teria coordenado 40 ataques terroristas e teria estreita ligação com as Farc. A "onda terrorista" é uma resposta a operações militares na região, assegurou o ministro Sánchez à Blu Radio, qualificando estas ações como "crimes de guerra". O presidente Gustavo Petro tachou os guerrilheiros de "terroristas" e ordenou que a força pública redobre operações contra o grupo. A pouco mais de um mês para as eleições presidenciais na Colômbia, os principais candidatos presidenciais também condenaram os atos de violência. O país vai às urnas no dia 31 de maio, em uma eleição que tem a segurança como um dos temas centrais.