Angola. Sexta-feira Santa marcada pela cruz que renova a esperança e chama à reconciliação - Vatican News via Acervo Católico

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Angola. Sexta-feira Santa marcada pela cruz que renova a esperança e chama à reconciliação - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O silêncio, o jejum e a oração marcam a Sexta-feira Santa, dia em que os cristãos em todo o mundo reflectem sobre a crucificação de Jesus Cristo, considerada o momento central da fé cristã. Este acontecimento representa a aliança definitiva e a reconciliação entre Deus e a humanidade, revelando o amor supremo manifestado na entrega total de Cristo na cruz.

Anastácio Sasembele – Luanda, Angola Neste dia singular, o único do ano em que não se celebra a Eucaristia, a Igreja convida os fiéis a centrarem-se na adoração da cruz e na meditação profunda sobre o mistério da paixão. Em Angola, à semelhança de outras partes do mundo, os fiéis participaram na Via-sacra, procissões que reconstituem o caminho de Jesus até ao Calvário, revivendo simbolicamente os momentos do seu sofrimento e entrega. Durante as laudes desta sexta-feira, na Catedral de Luanda, o bispo auxiliar Dom Fernando Francisco destacou o sentido profundo da cruz de Cristo, afirmando que ela não deve ser vista apenas como um símbolo de dor, mas como um acontecimento que interpela a vida de cada pessoa. Segundo o prelado, “a cruz entra na história de cada homem e de cada mulher de forma concreta”, desafiando os fiéis à reflexão, à conversão e à vivência de valores como o amor, o perdão e a solidariedade. Por sua vez, Moisés Luís Senha, leigo e docente de ética na Universidade Católica de Angola, sublinhou que é através do mistério da cruz que brota a esperança cristã. Inspirando-se nos ensinamentos do Papa Bento XVI, afirmou que a cruz não é o fim, mas o caminho para a salvação, pois nela se manifesta o amor redentor de Deus que renova a vida e fortalece a esperança de todos os crentes. Já o filósofo Albino Pakisi considerou a Sexta-feira Santa como uma oportunidade sublime para o perdão e para a promoção da paz no mundo. Num contexto marcado por desafios sociais e conflitos, defendeu que a mensagem da cruz deve levar à reconciliação entre os homens e à construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Ao evocar o Papa Leão XIV, reforçou a importância de traduzir a fé em gestos concretos de amor e compromisso com o bem comum. Deste modo, a Sexta-feira Santa afirma-se não apenas como memória da paixão e morte de Cristo, mas como um convite actual à transformação interior. A cruz, longe de representar derrota, surge como sinal de esperança e de vida nova, recordando aos fiéis que o sofrimento, quando vivido com fé, pode tornar-se caminho de redenção e de renovação espiritual.  

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