Associação Guadalupe: acolher gestantes em situação de vulnerabilidade

  • Home
  • -
  • Notícias
  • -
  • Associação Guadalupe: acolher gestantes em situação de vulnerabilidade
Associação Guadalupe: acolher gestantes em situação de vulnerabilidade
Fonte: VATICANO

A Associação Guadalupe, em São José dos Campos-SP, atua em defesa da vida das crianças não nascidas, acolhendo gestantes em situação de vulnerabilidade. Mães que sofrem pressão para abortar, que são abandonadas, violentadas ou sofrem angústias e inseguranças, encontram um local de escuta e apoio, com o acompanhamento de profissionais e voluntários. O sonho é de alcançar todas que precisam, inspiradas no “sim” de Nossa Senhora.

Vatican News No dia 08 de outubro, a Igreja no Brasil celebra o dia do Nascituro – aquele que há de nascer – para despertar nas consciências o valor da vida humana desde a concepção.

A data marca o encerramento da Semana Nacional da Vida, que este ano tem como tema: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10, 10).

Para Mariângela Consoli de Oliveira, esses dados são acompanhados de um compromisso concreto, transformado em obra em 2013, quando fundou a Associação Guadalupe, que hoje atua na diocese de São José dos Campos-SP, acolhendo gestantes em situação de vulnerabilidade.

Um lugar seguro para viver a gestação A notícia de uma gravidez costuma ser um momento de alegria, descobertas e expectativas pelo novo que está por vir.

Mas algumas mulheres experimentaram o oposto, por falta de condições financeiras, pressão da família, ameaças ou outros motivos pessoais, considerando que seria melhor interromper a gravidez.

Foi olhando para esta realidade, pensando em como acolher as gestantes que passam por momentos difíceis e seus filhos ainda não nascidos, que Mariângela encontrou a motivação para fundar a Associação Guadalupe: “Queria que a Guadalupe fosse esse lugar seguro, onde mãe e bebê pudessem viver a gestação com mais tranquilidade”.

A inspiração veio do exemplo de Nossa Senhora: “Sou muito devota da Virgem de Guadalupe e sempre me tocou a maternidade de Maria: ao dizer sim ao anjo, ela acolheu Jesus, mesmo sem saber tudo o que viria pela frente”, disse a fundadora. [ Photo Embed: Mariângela Consoli e Nossa Senhora de Guadalupe, sua inspiração] Motivos para continuar: dizer “sim” à vida Patrícia da Silva Fabrício viveu essa experiência, ao descobrir sua quinta gravidez aos 43 anos.

No sétimo mês de gestação, ela conheceu a associação em um momento de angústia: "Eu não aceitava minha filha, porque eu sou mãe solo, não tenho ninguém.

Minha mãe faleceu, minha irmã faleceu e eu não tenho família, aí eu não aceitei minha filha, eu queria muito abortar." Ao ser atendida na associação, Patrícia encontrou suporte: “A equipe me apoiou, falou comigo, falou que não era pra fazer isso, porque era um anjo”.

Além da colhida inicial, ela agradece o acompanhamento constante e a atenção em relação à situação da família como um todo.

Em meio às suas crises de ansiedade, ela sabe onde procurar ajuda: “Eles estão comigo, eles não vão nos abandonar nunca”.

Hoje, a filha que Patrícia planejou em abortar há dois anos, e ela relembra o apoio da associação com gratidão: “Se não fosse isso na minha vida, eu não teria hoje minha filha no meu colo, no meu braço.

E minha filha é a coisa mais linda.

Linda, é muito linda, muito linda.

E eu agradeço muito a equipe e a Guadalupe.” [Foto Incorporada: Patrícia da Silva Fabrício, mãe que foi assistida pela Associação Guadalupe] Cuidado integral Para as mães que chegaram até a Associação, como foi o caso de Patrícia, desde o início Mariângela percebeu que a acolhida inicial e a orientação não eram suficientes.

Segundo ela, "esse acolhimento precisa continuar depois.

Por isso, criamos uma rede de apoio que inclui acompanhamento de saúde, psicológico, apoio material, proteção, capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo", ajudando as mães a terem segurança, autonomia e esperança.

Em 2018, a associação recebeu um terreno doado pela prefeitura, que, unida à doação de benfeitores, tornou possível a construção de uma sede própria, inaugurada em 2022, com salas de atendimento, refeitório, brinquedoteca, bazar e capela, onde é celebrada Missa de segunda a sexta.

Também foi construído um abrigo, para que as mães que sofrem de violência ou abandono pudessem morar pelo tempo necessário para dar à luz em segurança e receberem acompanhamento mais próximo.

Em 2026, motivo de alegria para a associação foi a ampliação do abrigo, que passou de oito para dez quartos, atendendo à crescente demanda de gestantes que precisam desse suporte. [ Photo Embed: Sala de ultrassom para atendimento das gestantes] Compromisso compartilhado para superar os desafios A Associação Guadalupe, ao longo de sua história, soma mais 2.000 mil gestantes acompanhadas e 27.000 atendimentos, além de 6.000 cestas básicas e 1.700 enxovais entregues.

Isso é possível graças aos profissionais, colaboradores e voluntários que uniram o seu “sim” ao da fundadora. “Cada pessoa contribui com seus conhecimentos, seu tempo e sua dedicação para que a Guadalupe possa acolher bem as mães e as crianças”, disse Mariângela, que considera o trabalho em equipe essencial para manter as atividades, em meio a uma relação de respeito, diálogo e confiança.

Para ela, “todos são importantes para a missão da Associação, e é esse compromisso compartilhado que nos fortalece diante dos desafios. [ Photo Embed: Oficina de artesanato para mães assistidas pela associação] Sonhos para o futuro Com o desejo de poder atender todas as mães que passam por dificuldades na gestação, Mariângela diz: “Quero que mais mães encontrem um lugar seguro, cuidado e condições para seguir em frente.

Nosso propósito é cuidar das vidas, a da mãe e a da criança, e fortalecer a família.

Vejo a diferença que essa rede de acolhimento faz na vida de uma mulher.

Hoje, partilhamos que o maior desafio é a falta de recursos financeiros obtidos, contando com as doações de quem conhece o trabalho e procura fazer parcerias que garantam a continuidade.

Mas isso não a desanima: “Para levar esse trabalho a outros lugares, sonho em conquistar os recursos financeiros necessários para financiar novas unidades da Associação Guadalupe”.

Ser presença, acolher, ouvir e dar o apoio necessário à dignidade das mães e dos bebês é o modo como a Associação Guadalupe vive o apelo do Papa Leão XIV quando, em discurso aos membros do parlamento espanhol, disse que a defesa da vida humana "é uma meta de civilização.

Toda a vida humana deve ser reconhecida e guardada desde a sua concepção até ao seu ocaso natural, em cada circunstância da sua existência".

Ajude a manter o site no ar

Uma pequena doação de R$ 1,00 garante que esse conteúdo continue disponível

PayPal

Deseja acompanhar a Liturgia diária?

Receba o conteúdo sempre atualizado e disponível offline.

Siga-nos

Acervo Católico

© 2024 - 2026 Acervo Católico. Todos os direitos reservados.