Ataque russo atinge universidade em Kiev, mata uma pessoa e deixa estudantes feridos

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Ataque russo atinge universidade em Kiev, mata uma pessoa e deixa estudantes feridos
Fonte: VATICANO

Bombardeio com mísseis balísticos atingiu o campus da Universidade Estatal de Comércio e Economia e áreas residenciais da capital ucraniana na noite de 26 de outubro. Pelo menos dez pessoas ficaram feridas, a maioria estudantes, segundo as autoridades locais.

Vatican News Um ataque russo com mísseis balísticos atingiu, na noite de segunda-feira, 26 de outubro, as instalações de uma universidade em Kiev, capital da Ucrânia, além de edifícios residenciais e outras estruturas civis.

O balanço divulgado pelas autoridades ucranianas nesta terça-feira, 27 de outubro, indica pelo menos uma pessoa morta e dez feridas.

A maioria dos feridos seria formada por estudantes que viviam em uma residência universitária atingida pela ofensiva.

O alvo educacional identificado foi a Universidade Estatal de Comércio e Economia (SUTE, na sigla em inglês), uma das grandes instituições de ensino superior da capital, com mais de 15 mil estudantes.

Segundo os relatos divulgados, o ataque danificou edifícios universitários e alojamentos estudantis.

A extensão total dos estragos e a possibilidade de haver outras vítimas ainda estavam sendo avaliadas pelas equipes de emergência.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que dez pessoas ficaram feridas, nove das quais foram hospitalizadas, algumas em estado grave.

Entre os locais atingidos estavam também uma estação de metrô, edifícios residenciais e duas unidades de saúde, cujas janelas foram destruídas pela onda de choque.

Os ataques provocaram ainda incêndios e interrupções no fornecimento de energia em áreas da cidade.

Zelensky denuncia ataque contra áreas civis   O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, condenou a ofensiva e afirmou que os mísseis atingiram áreas densamente povoadas, incluindo o campus universitário, o Parque Kyoto, as proximidades de uma estação de metrô e edifícios residenciais.

Segundo ele, não havia instalações militares nas imediações dos locais atingidos.

Zelensky classificou o episódio como um ataque direto à cidade e à sua infraestrutura.

O presidente voltou a pedir aos parceiros internacionais que acelerem o fornecimento de sistemas de defesa antiaérea e de armamentos capazes de interceptar mísseis balísticos.

Em suas declarações, advertiu que os atrasos na entrega desses equipamentos dificultam a proteção da população e deixam as cidades ucranianas expostas a novos bombardeios.

A ofensiva contra Kiev ocorre em meio à intensificação dos ataques russos com drones e mísseis contra diferentes regiões da Ucrânia.

Além das vítimas e dos danos materiais, os bombardeios comprometem serviços essenciais, ameaçam hospitais e residências e obrigam a população a viver sob constantes alertas de ataques aéreos.

Estudantes entre as vítimas da guerra   O ataque à universidade evidencia o impacto da guerra sobre os jovens e sobre o direito à educação.

Os alojamentos estudantis, que deveriam oferecer segurança e condições para a formação acadêmica, tornaram-se também espaços vulneráveis à violência dos bombardeios.

A destruição de estruturas universitárias não representa apenas uma perda material.

Ela ameaça a continuidade das aulas, prejudica a formação profissional e aprofunda a insegurança de milhares de estudantes que tentam manter seus projetos de vida em meio ao conflito.

Enquanto as equipes de emergência prosseguiam com os trabalhos nos locais atingidos, a ofensiva voltava a colocar em evidência a urgência de proteger a população civil.

A morte de mais uma pessoa e os ferimentos sofridos por estudantes e outros moradores recordam o custo humano de uma guerra que continua atingindo espaços fundamentais para a vida cotidiana.

A proteção de universidades, hospitais e residências é essencial para preservar a população civil.

Em Kiev, como em outras cidades ucranianas, a possibilidade de estudar, receber atendimento médico e viver em segurança permanece condicionada a uma realidade marcada por ataques recorrentes e pela incerteza sobre o futuro.

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