"The Brazilian Tropical Violins", formado por jovens músicos brasileiros sob regência da violinista Suray Soren da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, voltou à Sala Paulo VI nesta quarta-feira (21/01) durante a Audiência Geral com Leão XIV. Em 2017, o grupo já havia se apresentado para o Papa Francisco na mesma ocasião. Além da Itália, os brasileiros já se apresentaram na Alemanha, Holanda, Inglaterra, Portugal, França, República Tcheca e Áustria.
Andressa Collet - Vatican News Ao saudar os fiéis de língua portuguesa na Audiência Geral desta quarta-feira (21/01), o Papa retomou a catequese do dia quando deu seguimento à reflexão sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum do Concílio Vaticano II, em específico, sobre a divina Revelação, quando Deus revela-se em Cristo através de uma "humanidade integral". Graças à relação com o Senhor e a plenitude do dom divino, somos salvos pela pessoa de Jesus, com gestos e ações concretas, culminando na sua morte e ressurreição. A humanidade de Cristo, reforçou Leão XIV, deve ajudar todos a buscar a paz e a comunhão mútua, assim como procura fazer todo ano um grupo de jovens músicos brasileiros na Europa. O projeto internacional de música dos brasileiros "The Brazilian Tropical Violins", citado pelo Papa na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, esteve presente na Audiência Geral para finalizar a 10° edição do projeto que todo mês de janeiro faz uma turnê entre dois países: a Alemanha e uma outra nação europeia. No ano passado foi na Espanha, mas os músicos já se apresentaram também na Holanda, Inglaterra, Portugal, França, República Tcheca e Áustria. Segundo o perfil oficial nas redes sociais, as apresentações em solo alemão foram nos dias 9, 10 e 12 de janeiro. Neste 2026 o grupo retornou à Itália, após 9 anos, e se apresentou em Milão no dia 15, em Florença no dia 18 e nesta quarta-feira (21/01), então, encerrou o projeto na Sala Paulo VI, no Vaticano, com uma performance durante a Audiência Geral para Leão XIV, assim como aconteceu em 2017 para o Papa Francisco. Os músicos são regidos por Suray Soren, violinista na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e idealizadora do método Suzuki Tropical, com música brasileira no repertório, que estimula o desenvolvimento do potencial humano ao trabalhar as habilidades cognitivas, motoras e sensoriais das crianças, bem como o fortalecimento dos vínculos familiares e sua integração social. No repertório do grupo deste ano, tanto na Alemanha como na Itália, estavam músicas como Brasileirinho, de Waldir Azevedo, um dos choros mais famosos do Brasil; Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu; Qui Nem Jiló, de Luiz Gonzaga; Hino dos Vitoriosos; Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, Baião e Manhã de Carnaval, de Luiz Bonfá; Bachianas Brasileiras, de Villa-Lobos; Carinhoso, de Pixinguinha. Bicentenário das relações entre Brasil e Santa Sé No âmbito da programação promovida pela Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, por ocasião da celebração dos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, autoridades civis e eclesiásticas brasileiras também estiveram presentes na Audiência Geral desta quarta-feira (21/01). Os projetos que integram as celebrações que serão realizadas durante o ano buscam evidenciar a relevância dos laços que fundamentam a relação bilateral, a dimensão histórica e cultural, sublinhando a importância da cooperação bilateral diante dos desafios globais contemporâneos, a partir da convergência de posições entre o Brasil e a Santa Sé em temas relevantes da agenda internacional, como a sustentabilidade ambiental, o cuidado com pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade e a valorização do patrimônio cultural e artístico associado à presença histórica da Igreja Católica no país. As comemorações são organizadas pelo Ministério das Relações Exteriores, por intermédio da Embaixada do Brasil junto à Santa Sé e do Instituto Guimarães Rosa (IGR), em parceria com o Ministério da Cultura, contando ainda com o apoio do Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A programação contempla exposições, apresentações musicais e audiovisuais, seminários acadêmicos e o lançamento de publicações comemorativas.