Audiência Geral: Papa encoraja alunos da Polônia a frequentar aulas de Religião

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Audiência Geral: Papa encoraja alunos da Polônia a frequentar aulas de Religião
Fonte: VATICANO

Durante a saudação aos fiéis de língua polonesa, Leão XIV falou da importância de participar das aulas de Religião e da catequese que ajudam a "ampliar os horizontes, aprofundar o conhecimento de Deus e do mundo, bem como preparar para receber os Sacramentos e participar da vida da comunidade". O incentivo do Vaticano parte em meio às mudanças no ensino de Religião no país, que incluiu a disciplina na primeira ou na última aula do dia, "marginalizando" o estudo, segundo a Igreja local.

[ Audio Embed Ouça a reportagem com a voz do Papa e compartilhe] Pe. Łukasz Bankowski e Andressa Collet - Vatican News O Papa Leão XIV, durante a saudação aos peregrinos de língua polonesa na Audiência Geral desta quarta-feira (02/09), recordou que o ínicio do ano letivo na Polônia começou neste dia 1º de setembro, marcando "mais uma etapa no percurso de aquisição de conhecimentos e na educação das novas gerações, graças à colaboração entre pais, escola e Igreja".

O Pontífice também falou da importância de participar das aulas, em especial, aquelas de Religião: [ Que a frequência às aulas de Religião e à catequese possa ampliar os horizontes, aprofundar o conhecimento de Deus e do mundo, bem como preparar para receber os Sacramentos e participar da vida da comunidade.

A todos, minha bênção! ] Mudanças no ensino de Religião geram protestos  Com o início do novo ano letivo na Polônia, também entraram em vigor mudanças relacionadas ao ensino de religião.

O Ministério da Educação Nacional limitou a duração das aulas a uma hora por semana e determinou que, com algumas exceções, as aulas de religião devem ocorrer na primeira ou na última hora do dia letivo.

De acordo com uma pesquisa do Instituto de Estatística da Igreja Católica, 76% dos alunos na Polônia frequentam as aulas de religião.

Pais, catequistas e bispos apontam que as novas regras dificultam a participação.

Em declaração ao Vatican News, Arkadiusz Kuznacki, de Wschowa, pai de dois filhos que cursam a primeira série do Ensino Fundamental e a terceira série do Ensino Médio, compartilhou uma angústia vivida em família ao afirmar: “para nossos filhos, está ficando difícil participar das aulas de religião”, porque há vários anos vem sendo observada uma restrição à disciplina de Religião no currículo escolar.

No ano passado, a aula da filha era na última hora de escola e depois de uma hora livre: “na prática, é um horário que faz com que as crianças não frequentem a aula de religião”, explicou o pai.

A catequese, refletiu ainda ele, também ajuda os jovens a refletir sobre as informações relacionadas à fé, sobretudo em relação àquelas que encontram na Internet.

Os pais transmitem a fé aos filhos, mas, como o pai observou, os catequistas possuem formação teológica para apresentar de forma sistemática o ensinamento da Igreja. [ Photo Embed: Registro de uma aula de Religião na Polônia] Situação afeta alunos que se deslocam diariamente Aneta Rayzacher-Majewska, professora de Religião há 23 anos, comentou que as aulas são um espaço onde os alunos podem fazer perguntas difíceis, refletir sobre as ideias a respeito de Deus e da Igreja e conhecer as raízes cristãs da cultura.

Ela avaliou de forma crítica a inclusão da religião na primeira ou na última aula do dia.

Às vezes, isso significa chegar à escola às 7h ou permanecer depois do término das outras aulas.

Isso afeta especialmente os alunos que moram distantes da escola e precisam se deslocar diariamente. “Às vezes, isso os obriga, de fato, a se retirar das aulas de religião”, afirmou ela.

Segundo a professora, os pais podem, dessa forma, se ver diante de uma decisão contrária às suas convicções.

Bispos: mudanças são prejudiciais a alunos e pais “As decisões do Ministério da Educação Nacional relativas às aulas de religião são prejudiciais”, escreveu, no início do ano letivo, o bispo Wojciech Osial, presidente da Comissão para a Educação Católica da Conferência Episcopal Polonesa. “Não concordamos com a marginalização das aulas de religião”, ressaltou ele.

Em entrevista ao Vatican News, o bispo destacou que, mesmo que apenas um aluno em uma turma não frequente as aulas de religião, as aulas para os demais devem ocorrer antes ou depois das demais disciplinas.

O bispo Osial relatou que, nas negociações com o ministério, foi proposta outra solução: uma escolha entre religião e ética, de modo que cada aluno participe de uma dessas disciplinas. “Hoje, sobretudo quando observamos uma crise de valores entre os jovens, tal solução beneficiaria tanto os crentes quanto os não crentes”, afirmou dom Osial.

O bispo Marek Mendyk, ex-presidente da Comissão para a Educação Católica da Conferência Episcopal Polonesa, destacou que: “há tentativas a todo custo, mesmo que envolvam engano e violação das leis de retirar a religião da escola, de transformar a escola em uma instituição laica”.

Ele esclareceu que essa abordagem ignora a natureza fundamental da escola: “a escola não é laica; a escola é pública e todos têm direito a ela”. [ Photo Embed: As mudanças são sinal de "marginalização" das aulas de Religião, segundo Igreja local]

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