Bispos de recente nomeação conhecem instrumentos de apoio à missão da Igreja universal

  • Home
  • -
  • Notícias
  • -
  • Bispos de recente nomeação conhecem instrumentos de apoio à missão da Igreja universal
Bispos de recente nomeação conhecem instrumentos de apoio à missão da Igreja universal
Fonte: VATICANO

Óbolo de São Pedro, Pontifícias Obras Missionárias, Propaganda Fide e Colégios Romanos foram temas que pautaram os trabalhos na tarde de terça-feira do curso de formação oferecido aos bispos de recente nomeação.

Os bispos de recente nomeação, reunidos em Roma para participar dos cursos de formação preparado pelos Dicastérios da Santa Sé, tiveram a oportunidade de receber informações pertinentes sobre uma série de realidades, bem como de instrumentos que lhes são oferecidos para viver e manifestar plenamente sua solicitude episcopal pela missão da Igreja universal, no vínculo de comunhão que une cada Sucessor dos Apóstolos ao Sucessor de Pedro, o Bispo de Roma.

Os trabalhos da sessão da tarde de ontem, terça-feira, 8 de setembro, foram realizados no Salão Nobre da Pontifícia Universidade Urbaniana.

Participaram conjuntamente tanto os bispos inscritos no curso organizado pelo Dicastério para a Evangelização (Seção para a Primeira Evangelização e as Novas Igrejas Particulares) quanto os bispos participantes do curso de formação semelhante organizado pelo Dicastério para os Bispos. [ In Evidence ] Em suas intervenções, os relatores fizeram questão de destacar como as instituições e as obras apresentadas têm suas raízes na história milenar da Igreja.

O Óbolo de São Pedro e a viúva do Evangelho   Abriu a reflexão o arcebispo Filippo Iannone, prefeito do Dicastério para os Bispos, que percorreu a história do Óbolo de São Pedro, “oferta voluntária que os fiéis fazem diretamente ao Papa”, cujo nome “recorda a ‘pequena oferta’ da viúva do Evangelho (Mc 12,41-44), sinal de generosidade feita com o coração, e não de acordo com a abundância”.

Criado oficialmente pelo rei Offa da Mércia, no século VII, como Denarius Sancti Petri, tornou-se na Idade Média um “tributo fiscal regular... frequentemente contestado por causa dos abusos”, até ser extinto com a Reforma Protestante.

Pio IX o relançou depois de 1870, com a encíclica Saepe Venerabilis, como “oferta voluntária dos fiéis de todo o mundo”.

Dom Iannone citou João Paulo II (“o Óbolo constitui uma verdadeira participação na ação evangelizadora”) e Bento XVI (“é a expressão mais típica da participação de todos os fiéis nas iniciativas de bem do Bispo de Roma”).

Desde o motu proprio de Francisco, de 26 de dezembro de 2020, o Óbolo continua sob a responsabilidade da Secretaria de Estado, mas é administrado pela Administração do Patrimônio da Sé Apostólica (APSA), sob o controle da Secretaria para a Economia, “a fim de garantir maior transparência”.

Sobre o cânon 1271, “novo na legislação canônica” do Código de 1983, o arcebispo Iannone esclareceu que “a norma não pretende impor um tributo.

Limita-se a recordar aos bispos uma obrigação ligada ao próprio ofício”.

E citou seu texto: “Os bispos, em razão do vínculo de unidade e de caridade, segundo as possibilidades de sua própria diocese, contribuam para prover os meios de que a Sé Apostólica, de acordo com as condições dos tempos, necessita, para poder prestar adequadamente seu serviço à Igreja universal”.

Os fundos e os Colégios Romanos na longa história da Propaganda Fide   O arcebispo Samuele Sangalli, secretário adjunto para a Administração do Dicastério missionário, retomou a descrição do valor do Óbolo de São Pedro e do cânon 1271 para apresentar “outros três temas, que se situam no mesmo horizonte”: as Pontifícias Obras Missionárias (sobre as quais falaria posteriormente o padre Tadeusz Nowak), o Fundo Ecclesiae Sanctae, com a Coleta Pro Afris, e o apoio aos Colégios Romanos de formação.

O Fundo Ecclesiae Sanctae, explicou o arcebispo Sangalli, “é consequência de um processo de elaboração e análise que durou cerca de 17 anos, tendo sua origem no Concílio Vaticano II e no Motu Proprio homônimo de aplicação de Sua Santidade Paulo VI”, de 6 de agosto de 1966, pensado para envolver “o episcopado mundial... no envio anual de uma contribuição específica ao Dicastério”.

O Fundo financia bolsas de estudo para a Universidade Urbaniana e seus cinco Colégios, além do envio de livros aos seminários maiores.

Quanto à Coleta Pontifícia Pro Afris, “foi instituída por Leão XIII, em 1890, para apoiar aqueles que trabalhavam pela libertação dos escravos na África”.

Posteriormente, foi confirmada por Paulo VI, em 1976, “ampliando sua destinação para a libertação de todas as formas de escravidão”.

Atualmente, financia os cursos do I.C.O.F. destinados a agentes de pastoral que sofreram “traumas físicos, psicológicos e espirituais” em zonas de guerra ou em situações de tráfico de pessoas.

O arcebispo Sangalli dedicou especial atenção aos Colégios Romanos, herdeiros da Congregação de Propaganda Fide (1622): o Pontifício Colégio Urbano (1627), que celebrará no próximo ano seu quarto centenário, acolhe “cerca de 170 seminaristas” da África, Ásia, Oceania e dos Vicariatos Apostólicos latino-americanos; os Colégios São Pedro (1946) e São Paulo (1965) acolhem cada um “entre 150 e 200 sacerdotes”; o Colégio Mater Ecclesiae (1979), em Castel Gandolfo, recebe “cerca de 130 jovens religiosas”; e o Colégio São José, no Gianicolo desde 2006, acolhe todos os anos reitores e formadores de “425 seminários menores, 135 seminários propedêuticos e 270 seminários maiores” para seus cursos de formação.

A Universidade Urbaniana conta com 97 instituições afiliadas em 40 países.

O secretário adjunto do Dicastério missionário concluiu: “Precisamos do apoio de todas as Igrejas locais, para que esses Colégios possam garantir o serviço para o qual foram instituídos”. [ In Evidence ] O “segredo” das Pontifícias Obras Missionárias   Na qualidade de coordenador ad interim das Pontifícias Obras Missionárias (POM), o padre Nowak iniciou sua intervenção com uma afirmação carregada de humor, observando que “as Pontifícias Obras Missionárias são talvez o segredo mais bem guardado da Igreja Católica”, uma vez que até mesmo muitos bispos e sacerdotes “não sabem realmente quem somos”.

Em sua intervenção, o padre Nowak apresentou brevemente o perfil e a origem das quatro Pontifícias Obras: a Pontifícia União Missionária, definida por Paulo VI como “a alma” das quatro POM; a Obra de São Pedro Apóstolo, que apoia seminários e noviciados; a Obra da Santa Infância, cujo lema é “As crianças ajudam as crianças”; e a Obra da Propagação da Fé (POPF), fundada pela Bem-Aventurada Pauline Jaricot em Lyon, em 1822.

Padre Nowak, secretário-geral da POPF, definiu essa Obra como “uma parceira, e não uma benfeitora ou financiadora” das Igrejas locais.

Ele também destacou a ampla gama de subsídios ordinários e extraordinários distribuídos todos os anos pela POPF para apoiar a missão das Igrejas particulares, ressaltando os critérios de transparência e sustentabilidade garantidos pelos procedimentos de concessão dos recursos. *Agência Fides

Ajude a manter o site no ar

Uma pequena doação de R$ 1,00 garante que esse conteúdo continue disponível

PayPal

Deseja acompanhar a Liturgia diária?

Receba o conteúdo sempre atualizado e disponível offline.

Siga-nos

Acervo Católico

© 2024 - 2026 Acervo Católico. Todos os direitos reservados.