Ataque ocorreu em 2 de novembro, na região de Zaporizhzhia, no sudeste do país. Escola servia como abrigo e ponto de distribuição de alimentos e assistência à população. Entre as vítimas estão dois socorristas e quatro policiais.
Vatican News Ataque ocorreu em 2 de novembro, na região de Zaporizhzhia, no sudeste do país.
Escola servia como abrigo e ponto de distribuição de alimentos e assistência à população.
Entre as vítimas estão dois socorristas e quatro policiais.
Um bombardeio das forças russas contra uma escola utilizada como centro de distribuição de ajuda humanitária deixou pelo menos 29 mortos na segunda-feira, 2 de novembro, na localidade de Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia.
O ataque também deixou cinco feridos, segundo informações divulgadas pelos serviços de emergência ucranianos.
Há 48 desaparecidos, anunciou nesta terça-feira Mykhailo Semikin, chefe da administração regional de Zaporizhzhia.
O número de vítimas aumentou ao longo das operações de resgate.
Inicialmente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia informado 18 mortos.
Posteriormente, os serviços de emergência elevaram o balanço para 24 e, em atualizações seguintes, para pelo menos 29 vítimas fatais. A escola não estava realizando atividades letivas, pois a localidade fica próxima à linha de frente dos combates.
O edifício era utilizado como abrigo e ponto de distribuição semanal de assistência humanitária, onde moradores que permaneceram na região recebiam alimentos e outros suprimentos essenciais.
Segundo Zelensky, as forças russas realizaram uma primeira série de ataques com bombas aéreas guiadas.
Depois, lançaram novos explosivos contra o abrigo onde as pessoas haviam procurado proteção.
O presidente ucraniano classificou a ação como um ataque particularmente cruel contra a população civil.
Socorristas e policiais entre as vítimas A tragédia também atingiu as equipes mobilizadas para atender às vítimas.
Entre os mortos estão dois integrantes dos serviços de emergência e quatro policiais, que chegaram ao local após os primeiros bombardeios.
De acordo com as autoridades ucranianas, os socorristas e policiais procuraram abrigo diante do risco de novos ataques.
Entretanto, uma segunda onda de bombardeios atingiu novamente a área, destruindo parte das instalações da escola, o ginásio esportivo e uma construção anexa.
Outros dois socorristas ficaram feridos e receberam atendimento hospitalar.
As operações de busca e resgate enfrentaram dificuldades devido à continuidade dos ataques com drones nas proximidades.
Zelensky denuncia ataque contra civis Volodymyr Zelensky condenou o bombardeio e afirmou que as forças russas sabiam que o local era utilizado regularmente para a distribuição de ajuda humanitária.
Segundo o presidente, a população se reunia todas as semanas naquele espaço para receber assistência.
Ele também relacionou o ataque ao fracasso das tentativas de ampliar medidas humanitárias e de desescalada do conflito.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, também condenou a ofensiva, classificando-a como um ataque bárbaro e cínico.
Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que suas forças tinham como alvo unidades militares ucranianas nas proximidades de Komyshuvakha e de outras localidades da região.
Moscou declarou que até 25 militares ucranianos teriam sido mortos.
Essa versão não foi corroborada de maneira independente pelas informações disponíveis.
A população civil continua pagando o preço da guerra O ataque ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com a segurança dos civis na Ucrânia.
Em regiões próximas à linha de frente, escolas, hospitais, abrigos e estruturas de assistência humanitária enfrentam riscos constantes em razão dos bombardeios.
A tragédia de Komyshuvakha evidencia também a vulnerabilidade dos trabalhadores humanitários e das equipes de emergência, que frequentemente precisam atuar em condições extremamente perigosas para salvar vidas.
Enquanto prosseguem as operações de resgate e a identificação das vítimas, a população ucraniana continua enfrentando as consequências de uma guerra que já provocou milhares de mortes, deslocamentos forçados e a destruição de infraestruturas essenciais.