Card. Ryś sobre "Um caminho de esperança": não pode passar sem deixar uma marca

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Card. Ryś sobre "Um caminho de esperança": não pode passar sem deixar uma marca
Fonte: VATICANO

É um convite muito importante ao diálogo com o judaísmo e com a religião muçulmana. Assim, o cardeal Grzegorz Ryś falou sobre a nota conjunta “Um caminho de esperança”, publicada em 16 de setembro por três Dicastérios do Vaticano. O arcebispo de Cracóvia destacou que o documento vaticano convida não apenas a falar sobre o diálogo, mas também a educar para o diálogo, inclusive nos seminários e nas instituições de ensino.

Wojciech Rogacin – Cidade do Vaticano Em um vídeo publicado nas redes sociais da Arquidiocese de Cracóvia, o cardeal Grzegorz Ryś convidou os fiéis a estudar o novo documento “Um caminho de esperança”, publicado em 16 de setembro por três Dicastérios do Vaticano: o Dicastério para a Doutrina da Fé, o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

O documento foi publicado em 16 de setembro, por ocasião do 60º aniversário da declaração conciliar Nostra aetate, e foi assinado pelos prefeitos dos três Dicastérios vaticanos: o Dicastério para a Doutrina da Fé, o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso. [ Photo Embed: Comemoração do 60º aniversário da declaração Nostra aetate, em 28 de outubro de 2025.] A relação com o judaísmo é particular   O arcebispo de Cracóvia destacou especialmente as questões relacionadas às relações entre cristãos e judeus presentes na nota.

O documento “afirma claramente que nossa relação com o judaísmo é única, que temos grande necessidade de diálogo com o judaísmo, com o judaísmo de hoje”.

Precisamos dele “para as atividades exegéticas voltadas à compreensão da Bíblia, mas também para aquelas litúrgicas – algo muito importante –, para compreender os sinais litúrgicos que vivemos e por meio dos quais o Senhor ressuscitado e vivo se revela a nós”, afirmou o cardeal Ryś. [ In Evidence ] Um diálogo importante com os muçulmanos   O cardeal também destacou as passagens de “Um caminho de esperança” referentes ao diálogo com a religião muçulmana. “O documento alerta fortemente contra a islamofobia e afirma que é necessário distinguir claramente entre as manifestações daquilo que simplesmente chamamos de terrorismo e violência, mesmo quando fazem referência à religião, e a religião vivida por pessoas de fé que professam Deus, querem servi-Lo e O seguem”, ressaltou o arcebispo de Cracóvia.

Ele acrescentou que nem mesmo o contexto político do conflito no Oriente Médio conseguiu interromper o diálogo com judeus e muçulmanos, iniciado há 60 anos com a declaração Nostra aetate.

Por fim, o cardeal destacou que o diálogo não significa renunciar à própria identidade.

Ao contrário, pressupõe a própria identidade. [ In Evidence ] Educar para o diálogo   O arcebispo de Cracóvia convidou não apenas a falar sobre o diálogo, mas também a começar a vivê-lo e a educar para ele nos seminários, na formação permanente dos sacerdotes, nas instituições de ensino e na sociedade. “Exorto vivamente vocês a lerem este texto e a fazerem todo o possível para que ele não passe despercebido em nossa Igreja e não seja lido sem uma análise aprofundada”, recomendou aos fiéis o cardeal Grzegorz Ryś. [ Photo Embed: Leão XIV durante oração ecumênica na antiga Niceia - viagem à Turquia em 28 de novembro de 2025.]

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