"A Romaria contemplou momentos de celebração, visitas a lugares que fazem parte da história da devoção mariana em Aparecida do Norte e atividades no Caminho do Rosário, como a oração popular do Santo Terço, motivados pelas belas estações cristocêntricas, representadas pelo caminho, margeando a Estação de Ferro". Foram visitados, entre outros, espaços do Santuário Nacional, entre eles a Capela da Ressurreição, os Mosaicos, a Sala das Promessas, a Capela das Velas, o Museu Histórico
Pe.
Gerson Schmidt* Foi sendo peregrino, entre 1974 e 1974, que o cantor e compositor brasileiro Renato Teixeira compôs uma música, embalado pela Romaria ao Santuário de Aparecida do Norte.
O autor, vendo a fé popular do povo brasileiro, sentou-se no chão e escreveu rapidamente num papel a letra da musical que seria um hino do romeiro, cantarolado na boca de muitos devotos: “Me disseram, porém, que eu viesse aqui, pra pedir de romaria e prece a paz nos desaventos, como eu não sei rezar, só queria mostrar, meu olhar, meu olhar, meu olhar...
Sou caipira, pirapora, Nossa Senhora de Aparecida, ilumina a mina escuro funda o trem da minha vida”.
Nesta cantiga, o compositor valoriza imagens da vida simples como “laço”, “caipira”, “nó”, “gibeira”, “jiló”.
Renato encaminhou a música para a gaúcha cantora Elis Regina em 1977, ainda em fita cassete, que se encantou imediatamente e a lançou, tornando-se uma das músicas mais regravadas da música popular brasileira.
A expressão “ilumina a mina escura funda o trem da minha vida”, linguagem mineira, aproxima a realidade existencial de um peregrino confuso e que vem suplicar luzes para a Mãe, padroeira do Brasil para “o trem de sua vida”.
Mesmo se não sabe rezar ou pedir como convém, o peregrino quer junto à mãe só mostrar o seu “olhar”.
Basta um olhar para Àquela que tanto amou o Verbo encarnado em seu seio.
É ao tom dessa cantiga popular que chegamos como Arquidiocese de Porto Alegre, em peregrinação tradicional, ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, de 21 a 23 de agosto, com 320 romeiros dos diversos recantos das paróquias da imensa Arquidiocese, com a participação de 14 sacerdotes, Dom Odair Gonsalves dos Santos e Dom Bertilo Morsch, bispos auxiliares e, nesse ano, presença especial de Dom Jaime Cardeal Spengler, como guia principal da Romaria.
Os padres da Arquidiocese de Porto Alegre, que peregrinaram como guias espirituais, foram Frei Orestes Alexandre Serra, Pe.
Luis Carlos Pedroso da Silva, Pe.
Lucas Mendes, Pe.
Luciano Massulo, Pe.
Leandro Miguel Chiarello, Pe.
Gelson Ferreira, Pe.
Vanderlei Bock, Pe.
Miguel Orlando Faleiro, Pe.
Blásio Jacobi, Pe.
Gerson Schmidt, Pe.
Marcelo Rodrigues Aguiar, Pe.
Remi Maldaner e Pe.
Romeu Maldaner (irmãos gêmeos).
A Romaria contemplou momentos de celebração, visitas a lugares que fazem parte da história da devoção mariana em Aparecida do Norte e atividades no Caminho do Rosário, como a oração popular do Santo Terço, motivados pelas belas estações cristocêntricas, representadas pelo caminho, margeando a Estação de Ferro, no ecoar longínquo do apito na via férrea.
Como peregrinos, não como turistas, visitamos diferentes espaços do Santuário Nacional, entre eles a Capela da Ressurreição, os Mosaicos, a Sala das Promessas, a Capela das Velas, o Museu Histórico.
O roteiro também contemplou a Passarela da Fé e a Basílica Histórica, no Centro Histórico de Aparecida, rodeado de incontáveis lojas de artigos religiosos e camelôs. “Peregrinos da Esperança”, realizamos o passeio de barco nas águas onde a imagem de Virgem Conceição Aparecida “apareceu”, sendo pescada pelos humildes pescadores.
O Parque dos Três Pescadores, local relacionado ao encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 1717, no Porto de Itaguaçu.
O passeio de barco contempla o primeiro milagre da pesca, quando o “mar não estava pra peixe”.
Em seguida, houve a visita à Igreja de São Geraldo, ligada ao chamado Segundo Milagre das Velas e à história da imagem de Nossa Senhora Aparecida. [ Photo Embed: Momento da visita com imagem de Nossa Senhora Aparecida] História da imagem de Nossa Senhora Aparecida É bem visível a cruz colocada como marco de encontro da imagem, que margeia as encostas do Rio Paraíba e como primeiro ponto de referência na história.
Segundo a narrativa dos guias da embarcação que conduzia o povo gaúcho, foi na direção da cruz que, na madrugada do dia 17 de outubro de 1717, a imagem foi pescada em uma canoa.
As pessoas tinham costume de jogarem imagens de santos em água corrente quando elas se quebravam, pois entendiam que era pecado queimar a imagem ou jogar no lixo.
Então, jogavam nalgum rio para que o material se dissolvesse, num sinal de respeito e devoção.
Essa é uma das prováveis origens da imagem, como veio parar na atualidade na maior Basílica Mariana do mundo.
É uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, provavelmente esculpida pelo Frei Agostinho de Jesus, que era um frei beneditino, morador em Santana da Parnaíba, escultor de imagens de terracota, também com as mesmas características técnicas e artísticas da que foi encontrada no rio.
A imagem original é a que fica no nicho dourado, na Basílica Nova.
Pescada o corpo da imagem de Maria, nas águas do Rio, por três pescadores (João Alves, Felipe Cardoso e Domingos Garcia).
Contrariando a vontade do pai e do tio que queriam que João Alves devolvesse a imagem para o rio, decidiu guardá-la no fundo da canoa.
E eles seguiram em frente para voltar embora pra casa, pois já haviam navegado 11 quilômetros sem sucesso na pescaria.
Os peixes haviam sumido, e há dias eles estavam sofrendo com a escassez de peixes.
Depois da pesca do corpo da santa, bem na curva do rio, configura-se o local onde os pescadores encontraram a cabeça da mesma imagem.
Eles ficaram impressionados por conta da distância que eles encontraram o corpo da cabeça, aproximadamente 300 metros de distância.
E ali na curva do rio, mede-se em torno de nove metros de profundidade.
O rio varia entre 2 a 12 metros no trecho.
Algumas perguntas pairam sobretudo a quem pela primeira vez chega em Aparecida: Como é que se pode pescar a cabeça da mesma imagem?
E tendo sido esculpida de barro, como ela não se desfez?
Começou-se desde então a venerar e chamar aquela imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida porque “apareceu” nas margens do Paraíba.
Certo que os pescadores interpretaram que o que aconteceu não foi uma mera coincidência, foi um milagre, um sinal de Deus.
Assim narrava o guia da embarcação, explicando a história do surgimento da imagem: “O sinal de que Maria estava ali olhando por eles.
Estavam precisando dos peixes, passava pela nossa região o conde de Açumar, que era o novo governador da capitania de São Vicente.
E durante a estadia dele aqui na nossa região, os pescadores foram convocados para saírem em busca de peixes para poder alimentá-lo.
Seria servido um banquete em homenagem ao novo governador aqui da capitania.
Então os pescadores ficaram apavorados e desesperados.
Não tinham peixes nem pra eles.
Como iriam alimentar o conde e toda a sua comitiva?
A única coisa que estava ao alcance desses pescadores era a fé, era a crença na providência divina.
E foi acreditando nela, que, ao lançar as suas redes aqui na direção da Basílica Nova, maior santuário mariano do mundo e para nós ponto de referência da história, os três foram surpreendidos com uma grande quantidade de peixes.
Peixes que eles só pescaram depois de terem encontrado as duas partes da imagem.
E o fato aqui ocorrido ficou conhecido como o primeiro milagre, o milagre da pesca.
E nós vamos aproveitar esse momento que nós estamos diante de um lugar abençoado, santo e vamos rezar pelas graças aos quais vocês vieram pedir a Maria.
E agradecer também aquelas que vocês alcançaram e vieram aparecido, de tão longe, né, pra poder agradecer essa graça alcançada.
Vamos pedir pelas vocações sacerdotais, religiosas.
Agosto é mês das vocações”, concluía em forma de prece, voltando-se à imagem da Virgem Maria na proa do barco, como sinal de guia da embarcação e desbravadora das águas. [ Photo Embed: Missa presidida pelo cardeal arcebispo de Porto Alegre Jaime Spengler] Cardeal preside Santa Missa na cripta do Santuário Foi numa das capelas na cripta do Santuário Nacional que Dom Jaime Cardeal Spengler presidiu a Santa Missa aos 320 romeiros de sua diocese.
Lembrou que a Igreja nascente sobreviveu nas catacumbas de Roma, que era significativa a celebração reservada dos gaúchos em Aparecida.
Como um pai frente aos filhos, Spengler enfatizou: “Nós, aqui nos encontramos como romeiros: romeiros na casa da Mãe!
Viemos de longe, com o coração cheio de fé e esperança.
Esperança de avançarmos no caminho iniciado de promoção dos processos de iniciação à vida cristã, de organização pastoral e de implantação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, com desejo sincero de crescer na comunhão e participação na vida de nossas comunidades”. Na homilia, Dom Jaime pregou sobre a liturgia do 21º domingo do Tempo Comum.
Abaixo descrevemos a palavra completa do Cardeal: “Não é raro perdermos uma chave!
Também não é raro precisar do auxílio de alguém para encontrar uma chave que não sabemos onde deixamos.
Também não é raro a situação de alguém precisar de um chaveiro para abrir uma fechadura, porque a chave foi perdida. Chaves são importantes e necessárias; elas fazem parte de nossa vida no dia a dia.
No texto do Santo Evangelho de hoje, Jesus revela que entregará as chaves do Reino dos Céus a Pedro e que fará dele a pedra fundamental da Igreja.
Trata-se de uma missão toda própria, marcada por responsabilidade e desafios.
Ser o responsável por chaves implica presteza, prontidão, disponibilidade, espírito de serviço, pois a qualquer momento pode se manifestar uma necessidade, a todo instante há pessoas precisando entrar e sair. O Papa Leão é o sucessor de Pedro!
Ele é, por assim dizer, hoje, o guardião das chaves.
É ele que insistentemente abre as portas para que a Igreja não perca jamais o espírito missionário.
Nisto se expressa o mandato de Jesus a seus discípulos de todos os tempos: “Ide pelo mundo...E me anunciai o Evangelho a todos...”. É ele que também nos recorda a necessidade sempre atual de ter a porta fechada para toda forma de mundanismo espiritual, de vaidades, de orgulho ou soberba, a toda forma de fundamentalismo que contradiz o Evangelho e o magistério da Igreja, cuja referência é a voz do Sucessor de Pedro – o Papa! As chaves exprimem duas ações fundamentais: abrir e fechar!
Ações que perpassam nossas escolhas e decisões cotidianas.
Jesus tem bem presente tal realidade.
Já a primeira leitura fazia referência ao poder das chaves: Eliacin receberá a chave da casa de Davi!
E no Evangelho, Jesus diz que concederá a Pedro o poder de obrigar e deixar livre, ou seja, o poder de decisão na comunidade – ou seja a última palavra.
Pedro é, por assim dizer, o prefeito da cidade de Deus aqui na terra, ou seja, da comunidade de fé. Estas indicações são valiosas para todos nós!
Estamos empenhados em implantar as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil em nossas realidades locais.
Para isso, somos incentivados a nos exercitar na conversa no espírito, escutando-nos uns aos outros: todos, todos, todos.
Neste caminho, a partir do que se recolhe neste processo de conversa no espírito e de escuta, alguns são chamados a elaborar propostas pastorais, atentos aos sinais dos tempos e à realidade local.
Ao final, um é chamado a dar a última palavra!
Em temos globais, este último é o sucessor de Pedro.
Em nível local, é o Bispo – com atenção àquilo que o Evangelho inspira, o Papa orienta e a realidade local necessita. Nós, aqui nos encontramos como romeiros: romeiros na casa da Mãe!
Viemos de longe, com o coração cheio de fé e esperança.
Esperança de avançarmos no caminho iniciado de promoção dos processos de iniciação à vida cristã, de organização pastoral e de implantação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, com desejo sincero de crescer na comunhão e participação na vida de nossas comunidades.
Fé em Jesus, o Messias, o Filho do Deus vivo, pois “tudo é dele, por ele e para ele”.
E assim, dispostos, bem-dispostos a, com o auxílio da graça, e em comunhão com o sucessor de Pedro, ser no mundo missionários/as, ou seja, viver a nossa vocação de batizados, de ser sal da terra e luz do mundo.
Assim seja!” [ Photo Embed: Sacerdotes e bispos que participaram da peregrinação] Dom Mário prega aos Romeiros no Santuário Nacional Já clareava o novo dia de 22 de Agosto, romeiros de todas as partes se avizinhavam ao redor da Basílica de Nossa Senhora Aparecida, declarada Padroeira do Brasil em 16 de julho de 1930, por meio de um decreto do Papa Pio XI.
De longe ouvia-se os sinos a bimbalhar e conclamar os peregrinos para a missa das 6h da manhã.
A Basílica, que pode abrigar até 70 mil pessoas, já se encontrava quase repleta de romeiros.
Da mesma forma, foi a missa das 8h, já com outros fieis que se alternavam no grandiloquente e majestoso Santuário.
A missa foi, nesse horário, presidida pelo Arcebispo Metropolitano Dom Mario Antônio da Silva.
O anfitrião, na casa da Mãe Aparecida, saudou os irmãos bispos, o cardeal Dom Jaime, presidente da Conferência Episcopal, a CNBB, e presidente do CELAM, que é o Conselho Latino-Americano para nós bispos e toda a Igreja na América Latina e Caribe, Dom Bertilo e Dom Adair, bispos auxiliares de Porto Alegre.
Saudou de modo particular os leigos, cujo quarto domingo de agosto no Brasil são lembrados: “Saudação carinhosa hoje a todos os cristãos leigos e leigas, neste mês vocacional e neste domingo de todos os cristãos leigos e leigas, inclusive, as vocações consagradas, inclusive, ministros e cerimonialistas, também cerimoniários.
Saudação aos irmãos e irmãs do serviço”.
Deu ênfase ao primeiro encontro nacional dos coroinhas e acólitos ao Santuário de Aparecida, atuando em grande número na celebração. “A celebração de hoje nos convida a caminhar com Jesus, não só sabendo quem ele é, mas aderindo ao seu Evangelho e com Ele caminhando.
Primeira leitura, o profeta Isaías nos faz entender que na dinastia de Davi precisava de algo na administração mais favorável ao povo.
Por isso Isaías, com a autoridade que tinha, com a influência que tinha, sem ser interesseiro, vai dizer a Sobena, que era o administrador: você vai ser despedido.
No contexto do texto que ouvimos, Sobena tem a imagem do desonesto, do orgulhoso, daquele que quer autopromoção, daquele que só pensa no seu grupinho.
Você conhece alguém assim?
Essa é a imagem de Sobena.
E ele vai perder a administração.
Quem irá no lugar dele?
O autor sagrado diz que Eliacim, que é a imagem do administrador servidor, fiel, honesto e que vai ter uma incumbência sem igual.
O autor sagrado diz que será pai para os habitantes.
Não só vai receber a túnica, não só vai receber o poder, mas vai cuidar de todos.
Pai para os habitantes.
Não vai cuidar só da sua família, ou só dos seus interesses, vai cuidar de todos os habitantes.
Por isso, Eliacim recebe nos ombros o poder das chaves.
E esse poder das chaves é para administrar toda a casa de Judá de maneira honesta, correta, de acordo com a vontade de Deus.
Eliacim é prefiguração, pois o verdadeiro administrador das chaves para Israel, será o Salvador de toda a humanidade, Jesus Cristo.
E esse poder das chaves do Reino do Céu, conforme o Evangelho de hoje, é Pedro, que recebe do próprio Jesus”, pregou em bom tom, movimentando-se por todo o presbitério redondo para as quatro direções dos braços da Basílica arquitetada em forma de cruz.
E continuou assim o Arcebispo Dom Mario, em sua homilia dominical: “E Jesus faz uma primeira pergunta: quem sou eu?
Estão lá os discípulos bem atentos.
Quem sou eu para o povo, para a multidão?
Chovem respostas, olha rapidinho, chovem respostas.
E os discípulos respondem: alguns dizem que és João Batista, Elias, Jeremias...
Na concepção do povo da época, em situações difíceis, como estavam vivendo, Deus suscitaria alguém como um dos profetas para libertar o povo, para vir em socorro do povo.
João Batista teria ressuscitado, Elias teria retornado, Jeremias estaria atuando novamente?
Eles não tinham dificuldade de ver Jesus e relacionar com um dos profetas.
Até que Jesus se saiu bem, né?
Até que Jesus se saiu bem nessa pergunta.
Mas Jesus não para por aí.
E aí ele chama os discípulos mais pertinho: vem cá.
Acho que até fala mais baixinho: E pra vocês, quem sou eu?
E pra vocês, que estão me seguindo e me acompanhando, quem sou?
Silêncio.
Não chovem respostas.
E os discípulos: É fácil dizer quem é Jesus para todo mundo, mas quem é Jesus pra mim?
Quem é Jesus pra você?
A gente precisa pensar um pouco.
Não é verdade?
Precisa pensar um pouco.
Ah, Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.
Jesus continua dialogando com Pedro, dizendo: Pedro, tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.
Jesus declara que a partir dos discípulos a Igreja vai ser edificada.
Os textos bíblicos nos fazem entender que Jesus é a pedra angular, é a pedra necessária, fundamento de tudo, mas o alicerce são os apóstolos, a começar por Pedro.
E por isso Pedro recebe o poder das chaves.
As chaves: ligar, desligar, fechar, abrir.
O que significa isso?
Significa que Pedro tem a missão de ensinar e conduzir, de acolher e proteger.
Significa que Pedro vai fazer tudo o que Deus quer.
Pedro vai realizar aquilo que Jesus prometeu.
É esse o poder das chaves que recebe.
No restante, altos e baixos na vida do apóstolo, como cada um de nós também tem, ele vai dar a vida por estas chaves, por este serviço que ele recebeu, porque ele não acolheu isso como poder pelo poder, mas como uma autoridade para se tornar serviço e, se necessário, entregar a própria vida por isso.
Nós já sabemos o que aconteceu com Pedro: respondeu e foi coerente no momento final.
Agora cabe a nós: quem é Jesus para você?
Quem é Jesus para mim?
E não basta responder com as nossas palavras; elas ajudam.
É preciso responder com a nossa vida, isso mesmo, com a nossa vida” No final de sua pregação incentivou a vocação dos cristãos leigos e leigas. “Quem são os leigos e leigas?
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil e nossos bispos, sob a presidência de Dom Jaime, que aprovamos em abril deste ano, dizem assim: a missão própria dos cristãos leigos e leigas é atuar no mundo transformador nos muitos espaços onde a vida acontece.
Olha que interessante: onde a vida acontece, na família, no trabalho, na economia, na educação, na cultura, nas artes, nas ciências, na política, na comunicação e no cuidado da casa.
Dizem ainda: de modo especial, por meio dos cristãos leigos e leigas, a Igreja tem respondido com criatividade e fidelidade aos desafios de um mundo em constante mudança.
Inspirados pelo Espírito, muitos cristãos leigos e leigas assumem com generosidade as pastorais, os diversos ministérios, as coordenações de comunidades, exercendo sua missão a partir do batismo, que lhes confere um lugar próprio na Igreja e fortalece o senso de comunhão com a Igreja local, com a sua diocese e com a sua paróquia, com a sua comunidade e com a Igreja em todo o mundo.
Queridos cristãos leigos e leigas, quero, em comunhão com os bispos, padres e diáconos de vida consagrada, agradecer e parabenizar vocês por serem sal da terra e luz do mundo na nossa igreja e no nosso mundo”.
Dirigiu uma palavra carinhosa e especial aos coroinhas: “Coroinhas, acólitos, meninos e meninas, jovens e moças, que felicidade por essa Primeira Romaria Nacional ao Santuário.
Deus recompense o gesto, a dedicação de todos vocês também dos familiares, sobretudo para a missão, para se tornar colaborador”. [ Photo Embed: Momento da peregrinação] Gaúchos testemunham sua peregrinação à Casa da Mãe “É uma emoção muito grande, estar na casa da Mãe Aparecida.
O coração transborda, de fé e alegria.
Voltamos para nosso com uma paz no coração.
Agradecemos a todos os envolvidos, na organização da viagem.
Que Deus abençoe a todos!”, testemunhou o casal Edison e Terezinha Konflanz Duarte, da cidade de Camaquã. Igualmente a camaquense Jussara Stachlewski, agradecendo todos os organizadores, declarou ser “um momento único na vida de cada Romeiro.
Deus abençoe a todos até uma próxima ocasião”.
Jussara foi recentemente destacada numa Reportagem da Rede Globo do Rio de Janeiro por sua confecção artesanal de rapaduras, em sua Cidade de Camaquã. O casal , Betania e Frederico Longaray Fonseca da Paróquia São João Batista-Camaquã-RS, em sua primeira romaria, testificaram: “Nossa primeira romaria à Aparecida foi incrível e inesquecível.
Cheia de momentos de fé e paz de espírito.
Sentimento que só o Senhor Deus, em sua infinita bondade, pode nos abençoar.
Foi realmente especial”.
Claudia Kucharski Fyszer, da Diocese de Santa Cruz do Sul, da Paróquia Nossa Senhora de Czestochowa - cidade de Dom Feliciano, ficou emocionada com sua primaria Romaria à Aparecida: “Minha primeira Romaria a Aparecida foi uma experiência muito especial e emocionante.
Estar tão perto de Nossa Senhora e viver esse momento de fé junto de tantas pessoas renovou meu coração e me trouxe muita gratidão”.
Madalena Maria Flach, da Cidade de Erechim, disse ser “sempre uma alegria de estar na casa da Mãe Aparecida.
Emoção muito grande.
Que seu manto azul do Céu ilumine nosso Caminho”. “Esta peregrinação foi um caminho de transformação e fortalecimento de nossa fé.
Levaremos a Mãe Aparecida sempre em nossos corações.
Após a visita à sua casa, ficou renovado esse propósito na humildade, gratidão e esperança”, comentou o casal polonês Elis e Ivan Latosinki. Enilda Oliveira foi categórica e agradeceu a Deus e a todos por ter um sonho realizado: “Se existe céu é como aquele santuário”.
Nossa peregrinação, de fato, foi um recorte do céu, sob o manto protetor e cor de anil da Virgem Aparecida. *Pe.
Gerson Schmidt - Jornalista e Mestre em Comunicação.
Colaborador do Vaticannews, assistente Eclesiástico da Rádio Aliança FM – Porto Alegre