Em Angola, o Presidente da República João Lourenço acompanha os preparativos da visita do Papa Leão XIV, enquanto o Núncio apostólico e o Bispo de Viana destacam a importância do evento e apelam aos fiéis à preparação espiritual.
Anastácio Sasembele – Luanda, Angola Cresce a expectativa em torno da visita do Papa Leão XIV a Angola, prevista para decorrer de 18 a 21 de abril do corrente ano. Os fiéis intensificam as orações e várias comissões organizativas criadas para o evento aprimoram e ultimam os preparativos, dada a dimensão da visita. O Presidente da República, João Lourenço, reuniu-se na última quarta-feira (4/3) com a Comissão multissectorial encarregue de preparar a visita apostólica, que será a terceira de um Papa ao país. O encontro serviu para avaliar o estado de preparação da deslocação papal e trabalhar nos principais detalhes da presença do Sumo Pontífice em Angola. Durante a reunião, a Comissão multissectorial apresentou o ponto de situação sobre os preparativos, abordando aspectos protocolares, logísticos e organizativos necessários para garantir o sucesso do evento. A Comissão do governo angolano responsável pela organização da visita é coordenada pela ministra de Estado para a Área Social e integra Ministros de diferentes sectores, quadros da Administração Central do Estado e os governadores das províncias de Luanda, Icolo e Bengo e Lunda-Sul, regiões que irão acolher actividades da visita papal. Para o Núncio Apostólico em Angola e São Tomé e Príncipe, Dom Kryspin Dubiel, a deslocação do Papa Leão XIV reveste-se de grande significado espiritual, religioso e social, não apenas para a Igreja Católica, mas também para todo o povo angolano. O representante diplomático da Santa Sé apelou à comunidade cristã católica e a todos os angolanos para que se preparem “com empenho, fé e sentido de responsabilidade” para este acontecimento de grande relevância. Dom Kryspin Dubiel destacou ainda que a visita papal deve ser encarada como uma oportunidade privilegiada para redescobrir e reforçar os valores éticos, morais e cristãos que historicamente orientam a sociedade angolana. Esta será a terceira visita de um Papa a Angola, depois das históricas deslocações de Papa João Paulo II, em 1992, num período marcado pela busca da paz, e de Papa Bento XVI, em 2009, cuja presença reforçou a reconciliação nacional e o compromisso com a justiça social após o fim do conflito armado. Por sua vez, o Bispo de Viana, Dom Emílio Sumbelelo, cuja diocese acolherá a Missa pontifical no domingo, 19 de abril, realçou a prontidão espiritual e organizativa dos fiéis para receber o Santo Padre. Angola é um país de maioria cristã, com forte presença da Igreja Católica, que desempenha um papel fundamental nos domínios da educação, da saúde, da promoção da paz, da reconciliação nacional e da assistência social. A presença do Papa no país constitui, por isso, um sinal de reconhecimento do percurso da Igreja angolana e do contributo do povo angolano para a vivência da fé cristã em África.