Havana anunciou que, nos próximos dias, alguns detentos serão libertados, entre eles aqueles que já cumpriram uma parte significativa da pena. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que “houve recentes conversas sobre a libertação”
Vatican News O governo de Cuba anunciou a libertação “nos próximos dias” de 51 prisioneiros, apresentando a decisão como um gesto realizado “no espírito de boa vontade e de estreitas e fluídas relações entre o Estado Cubano e o Vaticano”. O comunicado, ligado também às iniciativas em vista das celebrações da Semana Santa, foi divulgado pelo Ministério dos Assuntos Estrangeiros de Havana. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, respondendo às perguntas de alguns jornalistas, confirmou que “houve recentes interlocuções acerca da libertação de prisioneiros”. Sigilo sobre os detentos a serem libertados Segundo as autoridades cubanas, os detentos que serão beneficiados pela medida já cumpriram uma parte significativa da sua pena e mantiveram uma boa conduta durante a detenção. “Esta decisão soberana é uma prática padrão no nosso sistema de justiça penal”, lê-se na declaração. No entanto, não foram tornados públicos os nomes das pessoas envolvidas, nem a natureza dos crimes pelos quais tinham sido condenadas. Os casos anteriores A medida insere-se num quadro mais amplo de relações historicamente complexas, mas constantes, entre o governo cubano e a Santa Sé. Nos últimos anos, a Santa Sé desempenhou frequentemente um papel de mediação, favorecendo iniciativas humanitárias e momentos de diálogo entre Havana e a comunidade internacional. Já no passado, um número de detentos foi libertado na sequência de um apelo feito nesse sentido durante o ano jubilar. A difícil situação de Cuba As libertações ocorrem em uma fase delicada para Cuba, marcada por uma difícil situação econômica, tensões com os Estados Unidos e crescentes pressões internacionais sobre o tema das liberdades civis.