Cultura da Vida é um espaço de aprofundamento de temas relacionados à dignidade da vida humana e à missão da família como guardiã da vida com Marlon Derosa e sua esposa Ana Carolina Derosa, professores de pós-graduação em Bioética e fundadores do Instituto e Editora Pius com sede em Joinville, Santa Catarina. Marlon e Ana são casados há 9 anos, têm 4 filhos. São atuantes na Pastoral Familiar. Neste 36° encontro, normalizar a cultura da vida é uma prioridade para a Igreja.
Vatican News Olá, amigos da Rádio Vaticano.
Aqui quem fala é Marlon e Ana Derosa para mais um Espaço Cultura da Vida.
Hoje, queremos propor a renovação de um compromisso para todo cristão: a promoção da cultura da vida! [ Audio Embed Ouça e compartilhe] No programa anterior, falamos sobre como vem ocorrendo um processo de normalização do aborto e da desumanização da vida.
Com o uso de termos técnicos ou pouco claros, vem sendo feita uma verdadeira manipulação da linguagem.
Isso faz com que a cultura do descarte e a cultura do aborto se torne normal.
Por isso falamos em “normalização”.
Ou seja, tornar normal essa cultura do descartável. Essa normalização do aborto e da eliminação da vida em qualquer estágio, tenta fazer parecer que um aborto não passe de um pequeno procedimento banal, enquanto sabemos que na realidade, elimina uma vida inocente.
E se pudéssemos normalizar a cultura da vida?
Este é o nosso convite de hoje.
É preciso buscar alternativas positivas para afirmarmos o valor da vida da concepção até a morte natural, em todos os contextos.
No Brasil, de 1º a 7 de outubro teremos a Semana da Vida e no dia 8, o Dia do Nascituro.
A Semana da Vida foi criada pela CNBB, em 2005, para que seja um momento importantíssimo para chamar atenção a todos os membros da Igreja e também da sociedade sobre a importância de defender e valorizar a vida humana.
É convocar as dioceses e paróquias de todo o Brasil para desenvolverem atividades voltadas à defesa e à promoção da vida.
Neste ano de 2026, o tema é “O Sentido da Vida” e o lema é “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10,10). Neste sentido, as comunidades são estimuladas a realizarem celebrações e gestos simbólicos como toques dos sinos, vigílias, visitas solidárias, apoio a iniciativas de acolhimento de gestantes, mobilizações públicas como caminhadas ou carreatas, encontros em grupos para valorização e formação sobre os temas relacionados à defesa e à promoção da vida humana, tanto na Igreja, nas paróquias e comunidades, como na sociedade como um todo, em colégios, institutos ou universidades. Na Encíclica Evangelium Vitae, o Papa São João Paulo II destacou que é necessário um grande esforço para uma nova cultura da vida, e que temos que lembrar que os promotores da cultura da morte possuem forças e recursos muito poderosos.
Apesar disso, devemos estar confiantes, porque somos “sustentados e fortalecidos pela confiança de quem sabe que o Evangelho da vida (...)” e o “Reino de Deus, cresce e dá frutos abundantes” (Evangelium Vitae, 100).
A Igreja tem dedicado sempre grandes esforços para promover a cultura da vida.
Em 2025, com a publicação do documento “A Vida é sempre um bem”, pede-se um renovado empenho “para que o valor da vida seja compreendido e acolhido pelas novas gerações” (p. 7); e assim, o Dicastério dos Leigos, da Família e da Vida, convidou a todos os membros da igreja, bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos, “a trabalhar para desenvolver uma Pastoral da Vida Humana orgânica e estruturada capaz de formar adequadamente agentes pastorais, educadores, professores, pais, jovens e crianças no respeito pelo valor da vida.” Ou seja, uma ação pastoral orgânica, que se integra às ações pastorais já existentes e envolve a todos. A Igreja explica que esta pastoral orgânica “deve envolver todos os “órgãos” que compõem o Corpo da Igreja, todos os seus fiéis, pastores e leigos.“ Se você atua em qualquer pastoral ou movimento, perceba que existe um chamado para defender a vida humana e proclamar esta cultura que é de solidariedade e defesa do maior de todos os direitos: o direito à vida.
Todos nós somos chamados a nos envolvermos com este tema.
Não há exceção.
Não há alguém que possa dizer, dentro da Igreja, que este tema “não é para mim”.
Dentro da realidade de cada um, conforme o seu contexto, você é chamado a inserir uma mensagem clara de valorização e promoção da vida humana sempre que for possível.
Nas palavras do Cardeal Kevin J.
Farrell: “Na defesa e promoção da vida humana, dom de Deus, reside o futuro da Igreja e da humanidade.“ Este foi o espaço Cultura da Vida desta semana.
Até a próxima!