Diocese de Petrópolis: 80 anos de evangelização e pastoreio - Vatican News via Acervo Católico

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Diocese de Petrópolis: 80 anos de evangelização e pastoreio - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

Em 3 de janeiro de 1948, o Papa Pio XII, nomeia o Padre Manuel Pedro da Cunha Cintra, como primeiro bispo da Diocese de Petrópolis, que até então era Reitor do Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga e Visitador Apostólico dos Seminários do Brasil.

Padre Rafael Augusto Linhares Pinto Neste ano de 2026 a Diocese de Petrópolis completa seus 80 anos de fundação, momento de gratidão pelos benefícios que o Bom Deus tem derramado em todo território diocesano. Momento também de revisitar a própria história, pessoas, pastorais, movimentos, bispos, presbíteros e diáconos, que pegando no arado, não olharam para trás, mas com os olhos na meta perseveraram na missão evangelizadora e no pastoreio da porção do povo de Deus a eles confiada. A Diocese de Petrópolis tem sua sede na cidade de Petrópolis, cidade serrana plantada em meio a mata atlântica do Rio de Janeiro. Conhecida pela sua beleza natural, temperatura agradável, história e cultura, e como cidade imperial, pois foi a cidade escolhida como residência de verão da família Real Brasileira. Mas, a diocese não se resume somente a cidade de Petrópolis, ela é composta por outras sete cidades: Magé, Guapimirim, Teresópolis, São José do Vale do Rio Preto, Areal, e uma pequena porção dos municípios de Três Rios e Paraíba do Sul. Antes desse território ter sido transformado numa Igreja diocesana particular, ele fazia parte do território da Arquidiocese de Niterói e da Diocese de Barra do Piraí. Sendo criada pelo Papa Pio XII, com a Bula “Pastoralis qua urgemur”, de 13 de abril de 1946, a diocese recebeu a jurisdição pastoral sobre cinco cidades: Petrópolis, Teresópolis, Magé, Duque de Caxias, e uma pequena porção de Três Rios e Paraíba do Sul. Assim, nascia a Diocese de Petrópolis, ainda sem um Bispo a sua frente, mas com muitos braços desejos por trabalhar pela evangelização, e pés ansiosos por percorrer este tão grande território diocesano. Em 3 de janeiro de 1948, o Papa Pio XII, nomeia o Padre Manuel Pedro da Cunha Cintra, como primeiro bispo da Diocese de Petrópolis, que até então era Reitor do Seminário Central da Imaculada Conceição do Ipiranga e Visitador Apostólico dos Seminários do Brasil. Recebendo a Ordenação Episcopal em São Paulo no dia 28 de março de 1948, tomou posse na Diocese de Petrópolis no dia 25 de abril, começando o seu ministérios episcopal aos pés da imagem de Nossa Senhora do Amor Divino, a quem confiava a sua missão e um pedido muito especial, que era a construção do Seminário Diocesano, que em 25 de março de 1949 teve a sua pedra fundamental colocada e a sua inauguração foi feita em 15 de agosto de 1956, que recebeu como padroeira aquela que intercedera por tão grande graça diocesana. O seminário recebe o nome da Mãe do Sumo e eterno Sacerdote Jesus Cristo, porque seria o ventre gerador de muitos outros sacerdotes para a Igreja. Dom Manuel foi Padre Conciliar, no Concilio Vaticano II, e teve uma grande participação na reflexão e composição da “Lumem Gentium” e em especial no capítulo 8, que traz o ensinamento mariológico da Igreja. Dom Manuel era um grande devoto da Virgem Maria, e por isso fazia questão de promover a devoção e incentivar a leitura do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, livro esse que ele fazia questão de distribuir aos seminaristas. Também em 1953 teve a iniciativa, juntamente com colaboradores, de fundar a Universidade Católica de Petrópolis, preocupação que tinha pela boa formação dos fiéis, promoção da ciência e cultura na sociedade. Em 23 de março de 1966 o Padre José Fernandes Veloso foi nomeado como Bispo Auxiliar de Petrópolis, sendo ordenado no dia 22 de maio do mesmo ano, e em 1981, foi nomeado Bispo Coadjutor com direito a sucessão. Dom Manuel esteve no governo da Diocese até 29 de fevereiro de 1984, quando teve sua renúncia aceita pelo Santo Padre o Papa João Paulo II. Dom José Veloso o sucede após sua renúncia, passa a governar a diocese dando continuidade à obra evangelizadora e o pastoreio desta parcela do rebanho de Deus. Dom José Veloso foi um grande defensor da fé, era um homem além do seu tempo, atendo aos benefícios e prejuízos que a tecnologia, a ciência, a filosofia e teologia trariam para o futuro. Esteve muito atendo às questões teológicas de sua época, e buscava defender a fé dos equívocos e ambiguidades, para que não houvesse prejuízo ao rebanho em sua experiência de Fé. Dom José Veloso governou a diocese até 13 de janeiro de 1996, quando tomou posse Dom José Carlos de Lima Vaz, um homem que exerceu o seu pastoreio muito próximo ao povo diocesano, conduziu a diocese nos caminhos da evangelização, dando liberdade e incentivando os novos movimentos de evangelização que surgira na época. Governou a diocese até 12 de maio de 2004, quando sua renúncia foi aceita pelo Santo Padre. Na mesma data foi eleito como o 4º Bispo diocesano, Dom Filippo Santoro, que até então era Bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que tomou posse em 11 de julho de 2004, governou a diocese com espírito inflamado pelo anúncio da beleza e da verdade, que é Cristo. Dom Filippo implantou um plano pastoral de conjunto, com foco no encontro com Cristo, unidade e organização, e ação missionária na sociedade, que possuía três palavras chaves: Santidade, comunhão e missão. Assim, governou a diocese por 7 anos, quando foi nomeado pelo Papa Bento XVI em 1º de novembro de 2011, Arcebispo de Taranto, na Itália. Após a saída de Dom Filippo, a Diocese de Petrópolis ficou vacante de 5 de janeiro de 2012 até 10 de outubro do mesmo ano, quando sua Santidade, o Papa Bento XVI, nomeou Dom Gregório Paixão, OSB, que até então era bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador, na Bahia. Dom Gregório tomou posse no dia 16 de dezembro do mesmo ano. Teve como missão fundamental a organização das pastorais e movimentos, e proximidade com o povo de Deus e o clero. Teve a preocupação de governar com seu clero, sempre buscando um caminho de comunhão e conciliação. Dom Gregório esteve a frente do pastoreio da diocese durante 11 anos, até que sua Santidade, o Papa Francisco, o nomeou como Arcebispo de Fortaleza em 11 de outubro de 2023. A diocese ficou vacante do dia 15 de dezembro até 31 de janeiro de 2024, quando Dom Joel Portella Amado foi nomeado como 6º Bispo Diocesano de Petrópolis, tomando posse em 09 de março de 2024, e governando-a até então, buscando, como Padre Sinodal, aplicar com fidelidade e caridade as diretrizes da Igreja, num caminho de comunhão, solidariedade e ação evangelizadora, revitalizando o protagonismo de cada fiel, leigos e consagrados, que tem Cristo como o Bom Pastor. Dom Joel, convida cada fiel neste ano jubilar, em que a Diocese de Petrópolis comemora 80 anos de evangelização e pastoreio, e diz: “Duas palavras marcam a celebração dos 80 anos da Diocese de Petrópolis: gratidão e compromisso. Gratidão por cada pessoa que, ao longo dessa história, contribuiu para chegarmos até aqui. Compromisso em continuar vivendo e anunciando o Evangelho em tempos bem diferentes daqueles do início da nossa caminhada. Olhar para o passado nos traz responsabilidade no presente e nos impulsiona a construir o futuro, Que Deus abençoe nossa comunidade diocesana e nos conceda a graça de viver, cada vez mais, a nossa missão evangelizadora”.

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