Em Uganda, religiosas levam esperança às crianças com deficiências graves

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Em Uganda, religiosas levam esperança às crianças com deficiências graves
Fonte: VATICANO

Em Rushoroza, sudoeste de Uganda, as Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho relançaram um programa educacional para crianças com deficiências graves: oferecem ensino aos pequenos, apoio às famílias e atividades de inclusão. A iniciativa contribui para reduzir o preconceito e melhorar a qualidade de vida de mais de 100 crianças e suas comunidades.

Ir.

Stella Watsema - Vatican News Rushoroza Kabale, no sudoeste de Uganda, é uma aldeia montanhosa, isolada e fria, onde as famílias perderam a esperança pelos filhos com deficiências graves.

Durante anos, as crianças da região não puderam frequentar a escola regular e pareciam destinadas a ficar sem instrução para toda a vida.

Mas a esperança surgiu quando as Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho de Mbarara, comovidas com a condição dos pequenos do povoado, começaram a trabalhar em conjunto com a Escola Primária de Santa Maria Teresa de Rushoroza, na diocese de Kabale.

Na escola, criaram um espaço para crianças com necessidades especiais.

Trata-se de uma iniciativa que mudou a vida dos pequenos com deficiência e das suas famílias.

A Irmã Elizabeth Kabarani estava na linha da frente para orientar o projeto.

As Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho As Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho (OLGC), uma congregação religiosa local com sede em Mbarara, servem ativamente a comunidade de Kabale.

O serviço se concentra na educação, na orientação familiar, no aconselhamento e no bem-estar social.

Trata-se de uma instituição religiosa que nasceu das religiosas canadenses de Nossa Senhora do Bom Conselho de Chicoutimi.

Portanto, era natural que as Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho de Mbarara continuassem o ministério na Escola Primária de Santa Maria Teresa, iniciado originalmente pelas canadenses em 1912.

O setor para pessoas com necessidades especiais foi criado em 1939.

Quando as religiosas canadenses partiram, também o setor escolar para pessoas com deficiência sofreu as consequências.

Algumas crenças culturais negativas agravaram a situação.

Em certas comunidades rurais, algumas deficiências são consideradas uma maldição ou um azar no seio da família.

Por isso, era imperativo que as Irmãs de Uganda de Nossa Senhora do Bom Conselho retomassem a missão, prestando assistência às crianças com deficiências graves mais marginalizadas da comunidade de Rushoroza.

Renascimento da missão Atualmente, as Irmãs de Nossa Senhora do Bom Conselho de Mbarara acolhem 108 crianças com deficiência, tanto meninos como meninas, na Escola Primária de Santa Maria Teresa.

Como parte do trabalho de sensibilização, as religiosas realizam frequentemente visitas familiares e incentivam as famílias com crianças que têm deficiências graves a recorrer aos serviços escolares que lhes são destinados.

As visitas familiares ajudaram as religiosas a identificar as famílias com crianças deficientes que precisavam de apoio. [ Photo Embed: Ir.

Elizabeth Kabarwani examina uma menina da escola primária de Santa Maria Teresa, em Kabale, Uganda] Mãos à obra A própria Irmã Elizabeth é uma profissional com formação em educação especial e é também vice-diretora da escola.

Coadjuvada pelos colaboradores, a primeira tarefa consistia em avaliar as crianças antes de as admitir na escola.

Lançaram também uma campanha de sensibilização na comunidade e com as famílias.

A ideia era promover a sensibilização e a aceitação das crianças com deficiência, não só entre os coetâneos na escola, mas inclusive entre as famílias e no seio da comunidade.

A sensibilização criou um ambiente de aprendizagem favorável tanto para as crianças com deficiências graves como para as outras crianças da escola.

Com os colaboradores, a Irmã Elizabeth continua a implementar também um programa de nutrição e alimentação para reduzir a subalimentação entre as crianças.

As mulheres ou as famílias com crianças carenciadas recebem orientação sobre o modo de preparar refeições equilibradas para os pequenos a preços acessíveis.

A resposta da comunidade A resposta e a atitude da comunidade local melhoram gradualmente, tornando-se mais positivas.

As famílias foram orientadas a se reunir e a formar grupos de apoio, que se ajudam mutuamente, aprendendo uns com os outros.

Também plantam legumes para ajudar a complementar a alimentação dos filhos.

Os grupos de apoio chegaram a lançar um projeto de criação de suínos para o próprio sustento e para fortalecer a economia das famílias. [ Photo Embed: O projeto para apoiar a economia de uma família com uma criança com deficiência grave] Todas essas iniciativas corroboraram a confiança na comunidade.

Cuida-se também da vida espiritual das crianças com deficiência.

Elas frequentam as aulas de catequese e, desde então, começaram a receber os Sacramentos.

As religiosas não assistem apenas às famílias católicas, mas também as não católicas.

Muita coisa mudou e continua em transformação graças ao trabalho corajoso das religiosas.

E a imagem negativa em relação às crianças com deficiências graves diminuiu de maneira considerável.

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