Encontro Nacional da Comunicação que marca história - Vatican News via Acervo Católico

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Encontro Nacional da Comunicação que marca história - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O 9º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom) foi realizado entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, localizado no Santuário Nacional de Aparecida (SP). Sob o tema central "Evangelização em Movimento: a dimensão pastoral da comunicação", esta edição consolidou-se como a maior da história do evento, reunindo cerca de 1.500 agentes de comunicação de todos os 19 Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Pe. Gerson Schmidt* Eram caravanas e carros que vinham de todos os recantos do Brasil, oriundos dos 19 regionais do país, enviados pela maior Conferência Episcopal do mundo, com 498 bispos ali representados pelos seus representantes da Pastoral da Comunicação, conhecidos particular e carinhosamente no país por "pasconeiros” e “pasconeiras”, para o 9º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação, de 24 a 26 de julho, junto ao salão de eventos da Basílica de Nossa Senhora Aparecida. Eu era um dos 39 que vinham como agentes de comunicação eclesial do Regional Sul3, que abarca 19 dioceses do Estado do Rio Grande do Sul. Maior delegação da região do RS num encontro nacional. O país com dimensões de um continente, reuniu ao redor do grande Santuário Nacional da Mãe Aparecida, padroeira de nossa nação, diversos sotaques, realidades diferentes, experiências diversas de comunicação no mesmo desejo de aprofundar o tema “Evangelização em Movimento, a dimensão pastoral da comunicação”. Ana Corazza escrevia assim no site oficial da Pascom Brasil: “Entre os participantes estão aqueles que comunicam por meio da escrita, da fotografia, do vídeo, das transmissões e das redes sociais. Estão também aqueles que atuam nos bastidores, organizando, acolhendo, articulando equipes e tornando possível que a comunicação aconteça todos os dias”. Comparando o caminho da PASCOM com uma cadeira de 4 pernas para não cair, quatro eixos integram o trabalho geral da comunicação: espiritualidade, formação, articulação e produção. O salão principal de eventos, que também é palco da Assembleia anual dos bispos do Brasil, reuniu 1.500 participantes, o maior evento da Comunicação eclesial já corrido no país em toda a história, num maior número também de padres e bispos presentes, com seus representantes leigos atuantes na PASCOM (Pastoral da comunicação), a maioria jovens de muito entusiasmo e animação. Mas não se trata simplesmente de 1,5 mil participantes. Junto com cada inscrição e participação, existe muito mais do que um nome em uma lista: existe uma comunidade representada, uma equipe pastoral, uma diocese, uma experiência de Igreja sinodal que chega para ser partilhada. A casa estava cheia, ou melhor, a “tenda da Pascom” estava repleta e aberta para todos os pasconeiros do imenso Brasil. Uso o termo “Tenda” porque é nova imagem da Igreja nas atuais Diretrizes da Ação Evangelizadora da CNBB, em vigor de 2026 a 2032, como símbolo de acolhida, transitoriedade, peregrinação, sinodalidade e abertura ao outro que chega sem barreiras e portas cerradas. A tenda é diferente da imagem, antes utilizada nas Diretrizes, da "Casa". A tenda não é estática, mas provisória, não definitiva, mas um hospital de campanha, como dizia Papa Francisco. É montada pra depois ser desmanchada e se seguir adiante no longo caminho a percorrer. Nós não temos aqui morada definitiva, duradoura. Nossa esperança não está centrada no paraíso terrestre. É nessa ideia de dinamicidade e movimento, peregrinação daqueles que trabalham no setor da comunicação, que se construiu a temática do encontro nacional dos pasconeiros, padres e bispos referenciais dos regionais. O evento se realiza de dois em dois anos, mas que, a partir de 2026, será espaçada para três anos, para refletir nas bases, dioceses e regionais os ricos temas abordados no Encontro Nacional. O próximo será em 2028, no Rio de Janeiro. É notada a participação maciça dos jovens que na sua maioria compõe a equipe da Pastoral de Comunicação de nossas paróquias e regionais. Creio que 90% dos participantes era público jovem, inclusive de padres assessores nas dioceses, cada vez em maior número nesses encontros, pois se dão conta do mundo digital e virtual arrasta multidões e formatam consciências, para melhor ou para pior. Nesse belíssimo e maravilhoso encontro no Brasil, com renomados especialistas em comunicação nacional, creio que se realiza, em parte, o alerta do Papa São Paulo VI, na Exortação Apostólica Evangelii Nunciandi, que aponta a identidade da Igreja como sendo missionária no seu nascituro, embrião e constituição, e que a Igreja "se sentiria culpável diante do seu Senhor se não usasse estes poderosos meios de Comunicação Social”. Prefeito do Dicastério da Comunicação   Após a abertura oficial feita pela coordenadora nacional Janaína Gonçalves, reeleita na ocasião para o cargo para mais quatro anos, em Assembleia na véspera, escutar a fala do jornalista, atual Prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, no cargo escolhido pelo Papa Francisco desde 2018 como o primeiro leigo a liderar um dicastério da Cúria Romana, já tinha valido toda a viagem do Sul do Brasil para Aparecida. Faz jus ao cargo até novembro quando Maria Montserrat Alvarado, próxima prefeita, assumirá o cargo, nomeada pelo Papa Leão XIV em 2 de junho de 2026, com posse marcada para 1º de novembro de 2026. Ruffini falava assim, num português com um sotaque tipicamente italiano: "O título deste nosso encontro nos lembra a todos a fonte da nossa vocação de comunicadores. Nos recorda que, como Maria, somos todos chamados. E o que nos é pedido é ser sempre, através de toda forma de comunicação, discípulos missionários em movimento. Isto é, em caminho. E ao sublinhar a raiz profunda do nosso chamado, ele nos indica também uma direção, uma meta. Diz que não podemos parar. Não podemos ficar atrás em relação ao nosso tempo. Assim nos conduz à substância comunional da nossa rede de comunicadores — aquilo que nos torna uma rede que se torna maior do que nossas impulsos individuais”. Lembrou que a comunicação nos abre a um tempo de muitos rostos: o pessoal, o pastoral, o institucional, o jornalístico, o cultural e a encontramos na arte, no cinema, nas séries de televisão, na literatura, na música em suas diversas formas. Mas, lembrou algo de essencial: “A raiz é uma só e é divina: 'No princípio era o Verbo'. No princípio era a comunicação entre Deus mesmo. Entre Deus mesmo. A Igreja é uma rede antes que a rede fosse a web. O que nos une e nos transcende não vem de nós, mas de Deus. Não somos nós a origem, a origem da nossa comunicação. Não somos nós o protagonista. O que comunicamos, mesmo quando narramos fatos, notícias, mesmo quando projetamos e usamos, projetamos e usamos a tecnologia para isso, temos uma chave que nos transcende e ilumina cada coisa". Utilizando os recursos da Inteligência Artificial, assim o aplicativo traduzia em texto a fala do Prefeito do Dicastério da Comunicação da Santa Sé, quando se referia à comunicação de Cristo: "Comunicá-lo e fazê-lo viver já agora e fazê-lo juntos, fazendo rede. Não com retórica vazia, não com slogans, não com frases feitas, não como uma empresa que raciocina em termos de cotas de mercado a conquistar e defender, indiferente, talvez, à verdade e à dignidade das pessoas. Não! Nosso caminho é outro! Mas exige uma conversão pessoal e estrutural no modo de comunicar, daquilo que narramos e em como o fazemos. Nenhum carisma, por importante que seja, tem valor sem o amor. Se somos uma pastoral da comunicação e sem o amor que a tece, sem a dimensão holística da nossa comunicação, seríamos, como nos ensinou São Paulo, como um bronze que ressoa, um ruído sem significado. E o nosso movimento não moveria as consciências. Vivemos um tempo que corre veloz. Existem, porém, diferentes tipos de movimentos: há o movimento do caminho, a agitação estéril de quem se move permanecendo parado e a pressa de quem, correndo, perde o sentido da sua corrida. Se, como sugeria o escritor Saint-Exupéry, é o tempo perdido com a sua rosa que a torna importante, deveríamos estar conscientes de que nem sempre a velocidade nos faz economizar tempo. Ao contrário: às vezes nos faz perdê-lo quando não nos deixa ver o essencial. Em um de seus contos, fala-se de um grupo de carregadores que se recusaram a correr demais, mesmo quando seu patrão lhes prometeu uma paga exorbitante caso aceitassem acelerar cada vez mais. O patrão, incrédulo, perguntou-lhes o porquê. Eles lhe deram a seguinte resposta extraordinária: 'Precisamos dar às nossas almas o tempo de nos alcançar'. Aqui está a diferença entre o tempo cronológico, quantitativo, linear — que se mede em segundos, minutos, horas, anos — e o tempo como ocasião, que não se mede, mas se aproveita; como um instante que vale a vida, e é importante saber aproveitá-lo. Por isso, é necessária uma reflexão sobre como tornar, hoje, na hora presente, nossa comunicação mais participativa, mais missionária, sinal visível da comunhão que nos une e da caridade que tudo explica". Essa fala do Jornalista Paolo agradava a todos e abrilhantava a abertura, na sexta-feira, do evento bem preparado. Lembrava ainda o Papa Francisco que dizia que o mundo não precisa de repetidores sonâmbulos do que já existe, mas de pessoas capazes de ajudar o mundo a virar a página, porque nós, como nos recorda a Segunda Carta de Pedro, 'esperamos novos céus e uma nova terra onde habita a justiça'(2Pdr 3,13-14)”. O italiano que se empolgava com tal vibração da juventude brasileira, sobretudo nos cânticos gestuais dos momentos de intervalo, alertava que não poderíamos entrar no jogo da mídia normal e arrematou: “Nossa comunicação não tem nada a ver com uma interpretação burocrática de nossa missão, porque não somos burocratas, mas discípulos missionários. E tão pouco com o marketing religioso, porque não vendemos nenhum produto. O marketing diz: 'Conquiste'. Jesus diz: 'Sirva'.  O marketing constrói pirâmides de poder; Jesus as derruba. O Reino de Deus anunciado por Jesus não se impõe pela força, não se vende com técnicas persuasivas, não se constrói com estratégias de conquista. Testemunha-se. Vive-se”. Seguiu-se, posteriormente, uma mesa redonda com os bispos da Comissão, dom Valdir José de Castro, dom Amilton Manoel da Silva e dom Edilson Soares Nobre. Duas conferências marcaram o sábado: o padre Josileudo Queiroz, influenciador de consciências com milhões de seguidores nas redes sociais, abordou o tema “Presença cristã nas redes: postar para engajar ou evangelizar?” e a jornalista Heloísa Fischer falou sobre “Igreja, comunicação da crise climática e esperança ativa: a Pascom como amálgama”. Padre Josileudo Queiroz   O padre midiático dizia claramente: “Queridos, a evangelização precisa estar onde o povo está. E, hoje, o povo está no Instagram, no TikTok, no YouTube, no Facebook, no WhatsApp e em tantos outros lugares". Lembrou a Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais do Papa Francisco, do ano de 2023: “As discussões são cada vez mais polarizadas. E na ausência de confiança e de uma visão compartilhada do que torna a vida digna, os debates públicos correm o risco de ser polêmicos e inconclusivos. O digital não é neutro. Ele condiciona as decisões e modela a liberdade”. Finalizou sua rica fala contanto um fato que ocorreu na sua paróquia. "Eu atendo na minha paróquia toda quarta-feira para confissão, direção espiritual, aconselhamento e, como sou também do tribunal eclesiástico, assessoria jurídica. Às vezes eu começo às 9h30 da manhã e só vou para casa depois que atendo todas as pessoas. Já saí de lá às 4 horas da tarde, direto atendendo. Mas, nesse dia, foi especial. Eu estava atendendo e, de onde sento para fazer tudo isso, vejo por onde as pessoas entram — porque fica só um dos portões da igreja aberto, para concentrar a entrada no mesmo local. E eu vi aquela senhora que entrou toda de branco, cheia de colares no pescoço. Claro que identifiquei logo que não era católica, mas fiquei na minha. Ela sentou. Quem tinha chegado antes dela foi atendido; quem chegava depois, ela deixava passar. Eu só sei que ela foi a última que atendi, já era quase 2 horas da tarde. Aquela senhora chegou e disse assim: 'Padre, o senhor pode me ouvir?' ‘Claro, pode se sentar.'E ela sentou. Era quase 2 horas da tarde. Ela falou, falou, falou, chorou, chorou, riu... Não me perguntou nada: só falava e chorava. Isso, sem exagero da minha palavra, foi por quase uma hora. Eu só escutava. Enquanto ela falava, eu, no meu coração, estava rezando por ela. Quando ela terminou, disse assim: 'Muito obrigada, padre. O senhor deve ter percebido que eu não sou da sua religião'. 'Percebi, disse'. 'Pois é. Eu sou umbandista. E eu estava passando aqui em frente à sua igreja — palavras dela — e os meus orixás disseram: 'Vá falar com o homem de branco'. Eu nem conhecia o senhor, mas quando entrei, alguém me disse: 'Olha, é o padre'. O senhor não me julgou. O senhor não me condenou. O senhor simplesmente me acolheu. Eu queria dizer algo mais para o senhor: muito obrigada. O senhor pode me fazer outro favor?' - 'Posso.' - 'Pode me dar um abraço?' Aí, no estilo cearense, né? Eu disse: 'Até dois!' - 'Não, só precisa de um.' Aquela senhora me deu um abraço apertado, segurou nos meus dois ombros e disse: 'Hoje o senhor salvou a minha vida. Porque eu estava indo para casa para tirar a minha vida. Muito obrigada, padre'. Padre Josileudo concluiu que foi um dos momentos mais importantes de sua missão como padre, e não aconteceu no mundo virtual, onde evangeliza. A juventude em peso no encontro queria tirar fotos com o sacerdote midiático, comprar seu novo livro e obter um autógrafo. Já a tarde do sábado, era dedicada às oficinas sobre diversas temáticas levando os agentes da PASCOM a pensar a comunicação eclesial na prática. O segundo dia do Encontro Nacional foi concluído com a Missa, no Santuário Nacional, transmitida pela Rede Aparecida de Televisão, presidida por Dom Amilton Manoel da Silva, C.P., passionista e bispo de Guarapuava, vice-presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB. Coordenadora Janaína Gonçalves   Uma revista foi entregue no encontro, contendo diversos artigos sobre a temática do 9º Encontro nacional. Um deles, de autoria da coordenadora da PASCOM nacional, tem como título “Evangelização em Movimento: Igreja em Saída e a Caminho”. Janaina Gonçalves, diz, entre outras coisas: “falar de evangelização na contemporaneidade significa falar de movimentação. Não se trata de movimento no aspecto físico, apenas. Nesse caso, estamos falando de uma força pastoral que impulsiona a Igreja Católica a sair de si mesma, que sugere um caminho evangelizador que tem sentido, dialoga, escuta, humaniza, reconhece e usa os espaços digitais para reforçar sua presença e atuar com propósito. É nesse contexto que se insere o tema do 9º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação: uma comunicação em constante movimento, mas que não abandona a sua dimensão pastoral. Quando resgatamos a sua história ao longo das últimas décadas, observamos que a Igreja tem aprofundado, cada vez mais, a sua compreensão sobre a comunicação não somente como instrumento, mas também como uma dimensão que ajuda a construir a própria missão evangelizadora. Isso é constatado quando revisitamos documentos como Communio et progressio e Aetatis novae, pois é perceptível a preocupação em integrar comunicação, cultura e pastoral. Desde o ano 2013, essa reflexão tem ganhado mais visibilidade e impacto a partir do marcante pontificado do Papa Francisco, que desde o início de sua trajetória frente à Igreja Católica no mundo persiste em uma “Igreja em saída”, ou seja, uma Igreja capaz de sair de si mesma e ir ao encontro das pessoas onde estão, inclusive nas periferias existenciais e digitais. Na exortação apostólica Evangelii gaudium, Francisco nos leva a refletir sobre uma Igreja que, sem medo, se movimenta e vai ao encontro daquelas pessoas que estão afastadas, uma Igreja que tem a coragem de convidar e acolher os excluídos, uma Igreja que deseja profundamente uma experiência de fé cristã missionária, fundamentada no Evangelho. Uma Igreja que deixe de ser centrada em si mesma para se tornar de todos e para todos. Uma Igreja que se arrisca a comunicar como ponte, que entende que evangelizar é, antes de tudo, estabelecer relações. E o que a “Igreja em saída” tem a ver com a comunicação? Simplesmente tudo!”. Nesse artigo ainda lembra que a sinodalidade não é um método, mas um jeito de ser Igreja, que a PASCOM é transversal, pois envolve todas as pastorais e que a comunicação pode ser um impulso nas comunidades paroquiais privilegiando as relações no cotidiano, no diálogo, na acolhida, na escuta, no diálogo com as pessoas. As plataformas os aplicativos deveriam ser expressão dessas experiências concretas. PASCOM Regional Sul 3   Para a coordenadora da PASCOM do Regional Sul 3, Melissa Maciel, o 9º Encontro Nacional e a grande participação dos gaúchos evidencia a importância da troca de experiências para construir a comunicação de uma Igreja sinodal. “Participar do 9º Encontro Nacional da Pascom é viver uma experiência de comunhão, formação e renovação da missão de comunicar o Evangelho. Os 39 pasconeiros que aqui representam a Pascom Regional Sul 3 da CNBB têm uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de levar a voz dos agentes da Pascom do RS para o cenário nacional. O conhecimento adquirido, as experiências compartilhadas e os laços construídos certamente retornarão as nossas dioceses como inspiração para fortalecer uma Pascom cada vez mais sinodal e missionária”. Dom Juarez Destro, bispo referencial da Comunicação do Regional Sul3 peregrinou nessa caminhada agradecendo a participação dos pasconeiros do RS, expressou assim: “Aprendizados, partilhas, espiritualidade, convívios…  Desde a expectativa do evento, passando pelas horas de deslocamentos, os ricos dias do encontro, o retorno com uma bagagem maior (algumas mais pesadas, outras mais completas e cheias de novas amizades), as esperanças de semear novidades em nossos ambientes, realidades, comunidades, tudo, todo esse processo foi e está sendo um grande exercício de comunicação e evangelização. Obrigado por fazer parte desta missão!”  Partilhou um trecho da mensagem do saudoso papa Francisco, de 2023, citada por um dos assessores do encontro: ‘A história bíblica da Torre de Babel (cf. Gn 11) tem sido frequentemente utilizada para alertar contra as ambições excessivas da ciência e da tecnologia. Na realidade, as Escrituras advertem-nos contra o orgulho de querer "tocar o céu" (v. 4), ou seja, agarrar e apoderar-se do horizonte de valores que identificam e garantem a nossa dignidade humana. E sempre, quando isto acontece, acabamos numa grave injustiça na própria sociedade. No mito da Torre de Babel, fazer um tijolo é difícil: preparar a lama, a palha, amassar, depois cozer... Quando um tijolo caía, era uma grande perda, queixavam-se tanto: "Perdemos um tijolo". Se caía um operário, ninguém dizia nada. Isto deve fazer-nos pensar: o que é mais importante? O tijolo ou o homem ou mulher que trabalha? Esta é uma distinção que nos deve fazer pensar. E depois da Torre de Babel, a subsequente criação de línguas diferentes torna-se, como qualquer intervenção de Deus, uma nova possibilidade. Isto convida-nos a considerar a diferença e a diversidade como uma riqueza, porque a uniformidade não deixa crescer, a uniformidade imposta. Apenas uma certa uniformidade disciplinar é boa — pode ser - mas a uniformidade imposta é negativa. A falta de diversidade é falta de riqueza, porque a diversidade exige que aprendamos uns com os outros e que redescubramos humildemente o significado autêntico e o alcance da nossa dignidade humana. Não esqueçamos que as diferenças estimulam a criatividade, «criam tensão, e na resolução da tensão está o progresso da humanidade» (Fratelli tutti, 203), quando as tensões são resolvidas num plano superior, que não aniquila os polos em tensão, mas os faz amadurecer”. Terceiro dia com Marcello Zanluchi e 11º Muticom do Regional Sul 3   A Missa também iniciou o dia de conclusão do evento. No Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, dom Valdir José de Castro presidiu a Eucaristia, que foi concelebrada por diversos bispos e padres. A conferência “Além do Like: A gestualidade do encontro na dimensão pastoral”, com Marcello Zanluchi, marcou a conclusão do evento, que teve a apresentação da coordenação nacional e a bênção de envio. Zanluchi é Jornalista, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, e atuou em projetos de comunicação do Vaticano, integrou a Sala de Imprensa da Santa Sé nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJs) do Rio de Janeiro e Lisboa e trabalhou diretamente em iniciativas ligadas aos pontificados de São João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV. Não deixou um minuto sequer da atenção dos 1.500 participantes, envolvendo-os numa dinâmica de tecnologia, participação, comunicação e descontração, deixando por diversas vezes o grande ambiente em completo silêncio de reflexão dos pasconeiros. Foi um coroamento com chave de ouro. A programação do 11º Mutirão de Comunicação (Muticom) do Regional Sul 3 começa a ganhar forma e já tem assessor confirmado. Marcello Zanluchi, conferencista do 9º Encontro Nacional da Pascom, estará no 11º Muticom, no dia 28 de novembro de 2026, na Diocese de Frederico Westphalen. Será, pela qualidade da última conferência do 9º Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação simplesmente imperdível. *Pe. Gerson Schmidt é jornalista e participou do evento ___________________ https://pascombrasil.org.br/pasconeiros-em-movimento-um-encontro-de-todos-os-regionais/ PAULO VI. Exortação Apostólica Evangelii Nunciandi, n.35. PONTIFÍCIO Conselho para as Comunicações Sociais. Instrução pastoral Communio et progressio sobre os meios de comunicação social publicada por mandato do Concílio Ecumênico Vaticano II. A Santa Sé, 23 mai. 1971. Disponível em: https://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_23051971_communio_po.html. PONTIFÍCIO Conselho para as Comunicações Sociais. Instrução pastoral Aetatis novae sobre as comunicações sociais no 20º aniversário da Communio et progressio. A Santa Sé, 22 fev. 1992. Disponível em: https://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/pccs/documents/rc_pc_pccs_doc_22021992_aetatis_po.html. Termo usado pelo Papa Francisco na exortação apostólica Evangelii gaudium.

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