Etiópia. Cresce o receio de novas escaladas de violência no Tigray - Vatican News via Acervo Católico

  • Home
  • -
  • Notícias
  • -
  • Etiópia. Cresce o receio de novas escaladas de violência no Tigray - Vatican News via Acervo Católico
Etiópia. Cresce o receio de novas escaladas de violência no Tigray - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF) anunciou o restabelecimento do parlamento regional, cuja eleição foi um dos fatores que desencadeou a guerra na região norte da Etiópia. Segundo a agência Fides, a Frente afirma que o seu Comité central "decidiu restabelecer a Assembleia do Governo de Tigray, eleita por aproximadamente 2,8 milhões de pessoas, que tinha sido suspensa em nome da paz".

Por Cristóvão Salazar – Vatican News, com agência Fides "A decisão foi tomada porque o Governo federal está a violar o Acordo de Pretória, sem nos consultar", disse um alto funcionário da Frente, falando sob anonimato. Segundo relatos dos meios de comunicação locais, neste contexto existem receios de um retomar do sangrento conflito entre o governo etíope e as forças regionais, que já causou pelo menos 600 mil vítimas entre 2020 e 2022. Desde então, a Etiópia tem sido governada pelo Acordo de Paz de Pretória (COHA, sigla em inglês), que prevê a cessação permanente das hostilidades entre o governo e a Frente de Libertação do Povo do Tigray (TPLF), mediado pela União Africana e assinado na capital administrativa da África do Sul em 2 de novembro de 2022. Este acordo previa uma administração interina para o Tigray, estabelecida através do diálogo entre as duas partes, para substituir os órgãos eleitos da região até à realização de novas eleições. Embora tenha permanecido ainda influente a nível regional, a Frente, que governou a Etiópia durante três décadas, deixou de ser um partido legalmente registado após a ascensão ao poder do Primeiro Ministro Abiy Ahmed. As eleições de 2020, não reconhecidas pelas autoridades federais, foram um dos fatores que desencadearam a sangrenta guerra que mergulhou a região numa crise humanitária sem precedentes, com mais de 1.300 mortos devido à falta de alimentos e medicamentos. As organizações humanitárias afirmam que até 80% da população necessita de assistência de emergência e que a escassez de financiamento está a sobrecarregar gravemente o sistema de saúde.   

Ajude a manter o site no ar

Uma pequena doação de R$ 1,00 garante que esse conteúdo continue disponível

PayPal
Deseja acompanhar a Liturgia diária?

Receba o conteúdo sempre atualizado e disponível offline.

Siga-nos

Acervo Católico

© 2024 - 2026 Acervo Católico. Todos os direitos reservados.