Dom Mário Spaki, bispo de Paranavaí, comenta o Evangelho de Marcos 6,1-6.
Na sinagoga em sua cidade natal, Jesus sente a rejeição do povo que o conhecia: ele não é carpinteiro filho de Maria e de José? Jesus admirou-se com a falta de fé deles e ali não pôde fazer milagre algum. Como viver esse Evangelho no dia de hoje? Em Nazaré, Jesus foi chamado de carpinteiro: isso sugere que essa era a profissão dele. A carpintaria na época envolvia o trabalho com madeira, a construção de casas, utensílios domésticos e produção de móveis. Deus entrou na história não pelo extraordinário, mas pelo simples. Como os conterrâneos de Jesus, também nós corremos o risco de procurar Deus apenas no espetacular e não o reconhecer no simples, no trabalho diário, nas pessoas comuns.