Neste sábado (07/03), a nomeação de Leão XIV. Dom Caccia era observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas desde 2019. Sucede ao cardeal Christophe Pierre, que completou 80 anos.
Vatican News O Papa Leão nomeou o arcebispo Gabriele Giordano Caccia núncio apostólico nos Estados Unidos da América. Até agora, ele era observador permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas em Nova York. Ele sucede ao cardeal francês Christophe Pierre, que completou 80 anos no dia 30 de janeiro passado: o Papa aceitou sua renúncia por ter atingido o limite de idade. Dom Caccia disse-se “honrado e profundamente grato pela decisão do Santo Padre” de nomeá-lo núncio no país e na Igreja onde o próprio Papa “nasceu e cresceu”. Ele acolhe “esta missão com alegria e ansiedade”: uma missão – sublinha – “ao serviço da comunhão e da paz” e que começa no ano que marca o 250º aniversário do nascimento dos Estados Unidos. Ele se diz, portanto, “encorajado pelo calor e pela abertura” que já experimentou por parte da Igreja local, do povo e das instituições deste país, que teve a oportunidade de conhecer durante seus anos de serviço nas Nações Unidas em Nova York. Dom Gabriele Giordano Caccia nasceu em Milão em 24 de fevereiro de 1958. Ordenado sacerdote em 1983 pelo cardeal Carlo Maria Martini, exerceu o ministério na paróquia de São João Bosco, em Milão, até 1986. Enviado à Pontifícia Academia Eclesiástica em Roma, obteve o doutorado em Teologia e a licença em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Entra para o Serviço Diplomático da Santa Sé em 1991: é designado para a Representação Pontifícia na Tanzânia. Em 1993, é chamado a trabalhar na Seção de Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, na Secretaria do Substituto. Em 2002, é nomeado assessor para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado. Em 2009, Bento XVI o nomeia núncio apostólico no Líbano e arcebispo-bispo titular de Sepino. Recebe a ordenação episcopal do próprio Pontífice em 12 de setembro seguinte. Em 2017, o Papa Francisco o nomeia núncio nas Filipinas e, em 2019, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas.