Pelo menos oito crianças e cinco mulheres estão entre as vítimas do desabamento na Cidade de Gaza. A Arábia Saudita anuncia ter interceptado um drone que se dirigia para a cidade sagrada do Islã, enquanto retoma parcialmente o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz.
Stefano Leszczynski – Vatican News Pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 25 ficaram feridas no desabamento de um prédio que abrigava diversas famílias palestinas deslocadas na Cidade de Gaza.
Segundo testemunhas, mais de cem pessoas podem ainda estar soterradas sob os escombros, portanto o número de vítimas ainda é provisório.
A tensão permanece alta no conflito entre os Estados Unidos e o Irã: enquanto petroleiros retomaram parcialmente o trânsito pelo Estreito de Ormuz, a Arábia Saudita anunciou o abate de um drone que se dirigia para Meca.
Crianças entre as vítimas em Gaza O prédio que desabou abrigava aproximadamente seis famílias obrigadas a fugir de suas casas, mas os relatos iniciais sugerem que mais de 100 pessoas podem estar sob os escombros.
De acordo com Zaher al-Wahidi, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, as 19 vítimas confirmadas incluem pelo menos oito crianças e cinco mulheres.
O número de mortos, no entanto, pode aumentar: equipes da defesa civil ainda estão procurando por pessoas sob os escombros.
Imagens do local do desastre mostram equipes de resgate e equipamentos pesados removendo os destroços na tentativa de alcançar possíveis sobreviventes.
O prédio tinha sido parcialmente destruído por um ataque israelense no início da guerra, mas ainda não está claro o que causou o desabamento.
Esses desabamentos se tornaram uma ameaça séria na Faixa de Gaza, onde grande parte do patrimônio imobiliário foi danificado ou destruído durante quase três anos de conflito.
Muitas famílias deslocadas, após longos períodos passados em acampamentos improvisados, voltaram a viver em prédios atingidos por bombardeios e frequentemente com a estrutura debilitada.
Drone interceptado perto da Meca Enquanto isso, a Arábia Saudita informou ter interceptado e destruído um drone na noite de terça-feira, antes que ele pudesse entrar no espaço aéreo da Meca.
O porta-voz militar saudita, general Turki al-Malki, classificou a segurança da cidade sagrada como uma "linha vermelha", garantindo que as forças do reino não hesitarão em intervir contra comportamentos que descrevem como hostis e terroristas.
Os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, negaram ter como alvo a cidade.
A acusação, no entanto, provocou condenação em diversos países muçulmanos, incluindo Paquistão e Turquia, e da Organização de Cooperação Islâmica, que reúne 57 países.
Parcialmente retomado o tráfego pelo Estreito de Ormuz Sinais de uma recuperação limitada finalmente começam a surgir no Estreito de Ormuz, uma passagem estratégica para o abastecimento energético global.
Alguns petroleiros retomaram a utilização de uma rota ao sul, perto da costa de Omã, com o auxílio das forças estadunidenses.
As estimativas indicam um trânsito médio entre 5 e 7 milhões de barris de petróleo por dia, ainda muito aquém dos aproximadamente 15 milhões registrados antes do início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, em 28 de fevereiro.