Grupos armados intensificam a violência em meio à operação militar salvadorenha. Desde o final de outubro, 2 mil militares de El Salvador estão mobilizados no país caribenho em uma operação que busca resgatar quatro soldados salvadorenhos feitos reféns pelas gangues no mês passado.
Grupos armados intensificam a violência em meio à operação militar salvadorenha.
Desde o final de outubro, 2 mil militares de El Salvador estão mobilizados no país caribenho em uma operação que busca resgatar quatro soldados salvadorenhos feitos reféns pelas gangues no mês passado.
Giada Aquilino – Cidade do Vaticano A crise política, econômica e de segurança, a violência das gangues que controlam parte do território e 1,5 milhão de pessoas deslocadas — de uma população de aproximadamente 11 milhões de habitantes — em consequência da profunda instabilidade.
A esse cenário somam-se as operações da força-tarefa salvadorenha, mobilizada desde o final de outubro, fora do mandato oficial da ONU, mas com o objetivo declarado de resgatar quatro soldados de El Salvador feitos reféns por grupos criminosos no mês passado.
Não há paz para o Haiti.
Ontem, outras 16 pessoas morreram na localidade de Arcahaie, em uma violenta represália de um dos grupos criminosos, desencadeada justamente enquanto os 2 mil militares salvadorenhos realizavam uma ofensiva na região que se estende da capital, Porto Príncipe, em direção ao leste, até a fronteira com a República Dominicana.
Segundo a imprensa local, entre as vítimas estariam também alguns integrantes de brigadas locais de autodefesa.
O envio das forças de El Salvador O governo haitiano, liderado pelo primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé, confirmou nas últimas horas a participação de forças especiais de El Salvador nas operações contra as gangues armadas, agradecendo ao presidente salvadorenho, Nayib Bukele.
O combate à violência armada no Haiti, porém, está sob a responsabilidade de uma força multinacional estabelecida pela ONU, denominada Gang Suppression Force (GSF), cujo mandato foi prorrogado até 31 de março de 2027.
Até o momento, sabe-se que um helicóptero militar de El Salvador abriu fogo contra grupos criminosos para proteger alguns soldados do Chade que integram essa missão internacional.
A informação foi divulgada pelo próprio Bukele em suas redes sociais.
Também se sabe que as forças salvadorenhas, em colaboração com a polícia haitiana, localizaram o veículo dos quatro técnicos de El Salvador, que caíram em uma emboscada no último dia 18 de outubro, nas proximidades de Porto Príncipe, e foram sequestrados por criminosos.
O veículo havia sido incendiado pelas gangues.
Eleições marcadas para julho de 2027 Nesse contexto, o economista, professor universitário e empresário Etzer Emile anunciou sua candidatura à Presidência do Haiti, representando a nova plataforma política Solèy, que reúne 13 partidos e associações.
As eleições no país caribenho foram adiadas várias vezes devido à persistente crise de segurança e a atrasos na organização do processo eleitoral.
De acordo com o novo calendário divulgado na semana passada pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP), a votação, inicialmente prevista para 13 de dezembro, foi transferida para 18 de julho de 2027.
Um eventual segundo turno está marcado para 4 de outubro do mesmo ano.
As últimas eleições no Haiti foram realizadas em 2016, quando Jovenel Moïse foi eleito presidente.
Ele foi assassinado em 7 de julho de 2021, em sua residência, em Porto Príncipe.