Editado pela Chirico-Cantagalli, o livro de padre Ezechiele Pasotti, ex-consultor eclesiástico do Caminho Neocatecumenal, percorre os aspectos centrais desta realidade eclesial, que teve início em meados dos anos 1960, nos barracos de Madri, e depois se difundiu pelo mundo. Atualmente, está presente em 138 países, com mais de 20 mil comunidades.
Debora Donnini – Cidade do Vaticano O que chama a atenção são os olhos de padre Ezechiele Pasotti, que se enchem de lágrimas e gratidão quando relata sua experiência: ainda jovem estudante de teologia, antes de ser ordenado sacerdote, conheceu o Caminho Neocatecumenal em um momento “crítico” de sua vida.
Essa experiência é compartilhada pelo padre Pasotti, que foi consultor eclesiástico dessa realidade eclesial, em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano, por ocasião do lançamento do livro O Caminho Neocatecumenal: 60 anos de iniciação cristã dos adultos, publicado pela Cantagalli/Chirico. [ In Evidence ] A relação com os Pontífices O objetivo do livro é “mostrar como o Caminho Neocatecumenal nasceu e cresceu ao longo destes 60 anos, passando pelas mãos de cinco Pontífices, dos quais dois já foram proclamados santos, que o conheceram e acompanharam”, explica o sacerdote.
O livro recorda também a aprovação definitiva, por parte da Santa Sé, do Estatuto, em 2008, e, em 2010, do Diretório Catequético.
Sua longa experiência como missionário nos países escandinavos, na Bolívia e em Uganda, além de seu trabalho durante muitos anos como prefeito de estudos do seminário Redemptoris Mater de Roma, permitiu ao autor apresentar as etapas centrais da história dessa realidade eclesial a partir de um conhecimento direto e amplo.
O volume, contudo, não pretende oferecer uma abordagem exaustiva, mas uma apresentação sintética dessa realidade eclesial. [ Video Embed: "O Caminho Neocatecumenal: 60 Anos de Iniciação Cristã"] Iniciação cristã para adultos Um aspecto central é mostrar também como o Caminho nasceu e cresceu como fruto do Concílio Vaticano II.
A vida das comunidades se articula, de fato, sobre o “tripé” — Palavra, Liturgia e Comunidade — que, explica o sacerdote, constitui “a resposta concreta” a três Constituições do Concílio: Dei Verbum, Sacrosanctum Concilium e Lumen gentium.
O Caminho, explica finalmente padre Pasotti, é uma aplicação da iniciação cristã que a Igreja “antiga” utilizava na preparação para o Batismo.
Fala-se, portanto, de neocatecumenato precisamente porque, na prática, ele se dirige a uma realidade de pessoas já batizadas que desejam aprofundar a fé.
Batismo e missionariedade Ligada ao Batismo está também a realidade fundamental da evangelização: “redescobrir a beleza do Batismo é redescobrir a missão”. “O Caminho — destaca padre Ezechiele — coloca-se a serviço das dioceses como uma das modalidades diocesanas de iniciação cristã e de educação permanente na fé.” São muitos os frutos do Caminho Neocatecumenal ao longo destes 60 anos.
E certamente chama a atenção a experiência pessoal de Pasotti, que fala de um encontro muito profundo com o Senhor, do perdão, do sentido do deserto e da beleza da comunhão vivida em uma comunidade