A partir desta sexta-feira até 6 de setembro se realiza o 11º Congresso Internacional de "Scholas Chairs", em Bali. Abre os trabalhos um discurso do monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage. O evento se encerra com a apresentação da "Declaração de Bali", um compromisso compartilhado a fim de promover uma Inteligência Artificial ética, centrada no ser humano e orientada para o bem comum.
Francesco Ricupero – Vatican News "A Inteligência Artificial não é simplesmente mais um desenvolvimento tecnológico; ela representa uma transformação de época, uma revolução cognitiva e social que já está mudando a forma como trabalhamos, nos comunicamos, aprendemos, tomamos decisões e nos compreendemos." Esta declaração foi feita nesta sexta-feira, 4 de setembro, por monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage, secretário do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, na abertura do 11º Congresso Internacional de "Scholas Chairs", no âmbito da Cúpula Mundial do Encontro, com sobre o tema "Inteligência Artificial e significado humano", que se realiza em Bali, na Indonésia, até domingo, 6 de setembro.
Em memória da viagem do Papa Francisco Jovens, universidades, governos, empresas, líderes religiosos e organizações sociais de todo o mundo reuniram-se na ilha indonésia para refletir sobre um dos grandes desafios do nosso tempo: como garantir que a inteligência artificial esteja a serviço da dignidade humana, da fraternidade e da paz.
Sob o lema "Inteligência Artificial e significado humano", o encontro oferece dias de diálogo, troca de ideias e desenvolvimento coletivo por meio de conferências, oficinas e grupos de trabalho para desenvolver projetos concretos com impacto global.
Esta edição também comemora o segundo aniversário da viagem apostólica do Papa Francisco à Indonésia, em setembro de 2024, e a assinatura, com o Grão Imame Nasaruddin Umar, da Declaração Istiqlal, que reafirma o compromisso com o diálogo inter-religioso, com o cuidado da nossa Casa comum e com a construção da paz.
A serviço da paz, do diálogo e do cuidado da nossa Casa comum A este respeito, monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage referiu-se a dois termos que o Papa Francisco destacou durante o encontro inter-religioso na Mesquita Istiqlal em Jacarta, em 5 de setembro de 2024: "Encontro" e "luz". "Estas duas palavras podem também oferecer-nos um quadro significativo para refletir sobre a Inteligência Artificial e o significado humano", explicou o prelado, que, no seu discurso, explorou também o tema à luz da Encíclica Magnifica humanitas de Leão XIV. "O Papa nos lembra que a tecnologia tem o poder de curar, conectar, educar e proteger a nossa Casa comum, mas", sublinhou o secretário do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, "também pode dividir, excluir e gerar novas formas de injustiça." A tecnologia, portanto, prosseguiu o relator, "não é automaticamente a solução para os problemas da humanidade, nem é intrinsecamente má.
O que importa é a visão humana que a guia e os objetivos que ela persegue.
A preocupação do Papa Leão é fundamentalmente antropológica: que impacto terão as novas tecnologias sobre a dignidade humana e o bem comum?", questionou.
O Congresso se conclui com a apresentação da Declaração de Bali, um compromisso partilhado para continuar promovendo a Inteligência Artificial ética, centrada no ser humano e orientada para o bem comum.