Pelo menos 95 pessoas morreram, 93 ficaram feridas e centenas estão desaparecidas no deslizamento de terra que fez o rio Bhote Koshi transbordar na fronteira entre o Nepal e o Tibete chinês por volta das 9h da manhã de quarta-feira, 26 de agosto. Entre os desaparecidos estão 341 turistas estrangeiros. Este é o desastre mais devastador no Nepal desde o terremoto de 2015, que matou quase 9.000 pessoas.
Vatican News Uma violenta enchente repentina atingiu na manhã desta quarta-feira, 26 de agosto, a região montanhosa do distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, próximo à fronteira com o Tibete.
A força das águas devastou localidades, destruiu estradas e pontes e provocou graves danos à infraestrutura.
Segundo dados preliminares do Conselho de Turismo do Nepal, 384 turistas e viajantes estão desaparecidos, entre eles 291 estrangeiros e 93 nepaleses.
O desastre ocorreu por volta das 8h30, horário local, e atingiu especialmente áreas próximas ao rio Bhote Koshi, incluindo as localidades de Timure e Syapru Besi.
As circunstâncias exatas que desencadearam a inundação ainda estão sendo investigadas, mas as primeiras informações apontam para um grande deslizamento ou avalanche na região do Himalaia, que teria provocado uma repentina onda de água e detritos.
Os desaparecidos Segundo a mídia local, citando o Conselho de Turismo do Nepal como fonte, 403 pessoas estão desaparecidas, incluindo 62 nepaleses.
Destas, acredita-se que 341 sejam estrangeiras.
São elas: 133 indianos, 47 americanos, 34 australianos, 33 britânicos, 24 canadenses, 19 malaios, sete ucranianos, seis singapurianos, seis sul-africanos.
A lista também inclui cinco japoneses, cinco neozelandeses, quatro alemães, três franceses, dois irlandeses, dois holandeses, dois russos e dois espanhóis, além de cidadãos da Belarus, Finlândia, Hungria, Israel, Lituânia, Portugal e Filipinas.
Fontes sul-coreanas afirmam que pelo menos oito sul-coreanos que trabalham em uma usina hidrelétrica estão desaparecidos, e outros dez estão desaparecidos ou incontactáveis.
Muitos dos viajantes estavam na região em trânsito ou participavam de peregrinações e excursões em direção ao monte Kailash, no Tibete, uma área de grande importância religiosa para hindus, budistas, jainistas e seguidores da tradição Bon.
Condições difíceis de resgate As equipes de resgate enfrentam grandes dificuldades para alcançar algumas das áreas afetadas.
O nível elevado das águas, as estradas destruídas e as interrupções nas comunicações complicam a busca pelos desaparecidos, enquanto autoridades nepalesas mobilizam forças de segurança, militares e equipes de emergência.
Do outro lado da fronteira, na região tibetana de Gyirong, também foram registrados danos significativos, com interrupções em estradas, energia e comunicações.
O número de vítimas e desaparecidos permanece provisório e pode mudar à medida que as equipes de socorro conseguem chegar às zonas isoladas e verificar a situação dos turistas registrados como desaparecidos.
As autoridades mantêm o alerta para o risco de novas inundações e deslizamentos ao longo dos rios da região, enquanto a dimensão da tragédia transforma a fronteira himalaia entre Nepal e Tibete em cenário de uma ampla operação de busca e resgate.