O primeiro-ministro israelense, Netanyahu, afirmou estar disposto a iniciar conversações com o Líbano, que podem ocorrer já na próxima semana em Washington, mas as operações terrestres contra o Hezbollah continuam. Trump denuncia a má gestão iraniana da passagem do petróleo pelo Estreito de Ormuz, o que pode comprometer a rodada de negociações agendada para este sábado no Paquistão
Vatican News A pressão da Casa Branca parece estar por trás da abertura do primeiro-ministro israelense, Netanyahu, para iniciar negociações com o Líbano, que, segundo rumores, podem começar na próxima semana no Departamento de Estado em Washington, com a participação dos embaixadores israelense e libanês nos Estados Unidos. Uma redução nos bombardeios israelenses ao Líbano seria um pré-requisito para as negociações entre os EUA e o Irã, que começam este sábado em Islamabad, enquanto a continuação do conflito pode fortalecer a posição de negociação de Teerã ou até mesmo forçá-la a abandonar as conversações. Gestão do estreito de Ormuz A abertura da rodada de negociações deste sábado no Paquistão também está em risco devido à alegada gestão do Estreito de Ormuz por Teerã, denunciada pelo presidente dos EUA, Trump: "Este não era o acordo", bradou ele em relação à decisão do Irã de permitir a passagem de no máximo 15 navios por dia. A reabertura irrestrita do Estreito era a principal condição colocada pelos Estados Unidos para a abertura das negociações. A frente libanesa Enquanto isso, Israel continua suas operações no Líbano contra o Hezbollah, tendo declarado não ter intenção de interrompê-las, embora, segundo rumores, os ataques nos próximos dias possam ser limitados. Apesar disso, e apesar da condenação de grande parte da comunidade internacional, da Europa a Moscou, de Ancara ao Paquistão, os ataques israelenses persistem no sul do Líbano, particularmente nas cidades de Sidon e Nabatieh, Sarafand e Haneen. Por outro lado, desde o amanhecer desta sexta-feira, alertas de ataque aéreo foram ativados em todo Israel, incluindo a área comercial de Telaviv e a cidade costeira de Ashdod, devido a foguetes disparados pelo Hezbollah que também atingiram a Galileia. A situação em Beirute As Nações Unidas acabavam de declarar seu apoio a "quaisquer negociações diretas entre Israel e Líbano", quando o exército israelense emitiu uma nova ordem de evacuação para os subúrbios do sul de Beirute, onde, segundo relatos, está localizado um escritório da ONU. Além disso, a situação nessa área é particularmente crítica, pois muitas pessoas deslocadas de outros bairros da cidade estão sendo abrigadas ali, especialmente na região de Jhnah. Mais importante ainda, também aí dois hospitais estão operando em condições extremamente difíceis após o intenso bombardeio da última quarta-feira, que deixou mais de mil feridos. A Organização Mundial da Saúde expressou grave preocupação com a situação e denunciou o sofrimento de pelo menos 450 pacientes que não têm acesso a cuidados médicos alternativos.