Uma grande multidão se reuniu no domingo na vila para participar do funeral e do enterro das vítimas do ataque terrorista de sexta-feira à igreja greco-ortodoxa na província de Al-Karak. Estavam presentes o patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, e o patriarca latino, o cardeal Pierbattista Pizzaballa. No sábado, o núncio na Jordânia visitou os feridos nos hospitais da região: o que aconteceu ajudou a compreender o valor de estarmos juntos
[ Audio Embed Ouça e compartilhe] Giada Aquilino - Vatican News Uma grande multidão se reuniu no domingo no terreno em frente à igreja greco-ortodoxa de São Jorge, na vila de Hammoud, no sul da Jordânia, para participar do funeral e do enterro das vítimas do ataque terrorista da última sexta-feira, quando três homens armados invadiram o local durante uma cerimônia fúnebre, abrindo fogo indiscriminadamente contra os fiéis.
O balanço final, fornecido pelas autoridades locais, aponta 9 mortos e 25 feridos.
Estavam presentes na cerimônia fúnebre o patriarca greco-ortodoxo de Jerusalém, Teófilo III, e o patriarca latino, o cardeal Pierbattista Pizzaballa.
As prisões Enquanto, na segunda-feira, as forças de segurança jordanianas prenderam os três supostos autores do ataque armado — que ficaram feridos durante a operação —, dentro da igreja e em frente ao templo, as paredes e portas ainda exibem, de forma dramática, marcas de balas e sangue; nos hospitais da província de Al-Karak, os feridos receberam atendimento. [ In Evidence ] A solidariedade da comunidade católica No sábado, o núncio apostólico na Jordânia e em Chipre, o arcebispo Giovanni Pietro Dal Toso, visitou os três hospitais de Karak para transmitir as condolências e a solidariedade do Papa e da comunidade católica a todos os afetados pela tragédia. “Um deles — relatou dom Dal Toso à mídia vaticana — é o chamado hospital italiano, administrado pelas irmãs combonianas, para onde foram levados três feridos; outros foram internados no hospital militar e outros ainda no hospital civil.
Junto com o vigário patriarcal de Amã, dom Iyad Twal, visitei as três unidades.
Depois, estive nos salões que aqui são usados para as condolências, onde encontrei várias pessoas, assim como na própria igreja de São Jorge”.
Trata-se, explicou ele, “de comunidades cristãs e é bom que haja a presença de um representante do Papa, para demonstrar que queremos estar ao lado das pessoas”.
O que ele constatou, relatou, foi obviamente “muita dor, mas também muita surpresa, pois ninguém esperava algo assim na Jordânia”.
É a primeira vez, em toda a história do país, que ocorre um ataque específico contra uma comunidade cristã.
E o que mais me impressionou — disse ele — é que, certamente, muitos muçulmanos com quem conversei não apenas condenaram o fato, mas afirmaram abertamente que tudo o que aconteceu está fora da religião islâmica, que não corresponde à tradição de convivência que existe aqui na Jordânia entre cristãos e muçulmanos”.
O valor de estarmos juntos No Angelus dominical, Leão XIV assegurou suas orações “pelas pessoas que foram mortas e feridas” no ataque terrorista contra os fiéis da igreja ortodoxa de São Jorge, expressando solidariedade “àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões”. “A voz do Papa é extremamente importante”.
E, na segunda-feira, “o jornal mais importante do país publicou as palavras do Pontífice na primeira página”, testemunhou o núncio apostólico. “As redes sociais, segundo me dizem, também divulgaram a notícia, além das agências de notícias.
E ela foi recebida positivamente, não apenas pela comunidade cristã, mas em toda a Jordânia em geral”.
A impressão, concluiu o arcebispo Dal Toso, “é que esse choque tenha reavivado a motivação para manter viva essa tradição de proximidade e tenha ajudado a compreender o valor de estarmos juntos”.