O Papa, na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (04/11), convidou a fazer do trabalho e do empenho na sociedade um instrumento para preservar a dignidade humana e construir a paz. Em especial, na saudação aos lusófonos, falou da responsabilidade que diz respeito à comunidade política: "peçamos ao Senhor que aqueles que desempenham cargos políticos trabalhem sempre pelo bem comum, buscando salvaguardar o dom da paz".
[ Audio Embed Ouça a reportagem com a voz do Papa e compartilhe] Andressa Collet - Vatican News [ A minha cordial saudação de boas-vindas aos peregrinos de língua portuguesa!
Peçamos ao Senhor que aqueles que desempenham cargos políticos trabalhem sempre pelo bem comum, buscando salvaguardar o dom da paz. ] A exortação do Papa Leão XIV veio durante a Audiência Geral desta quarta-feira (04/11) quando deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II.
Na reflexão sobre a vida econômica, social e política à luz da Constituição pastoral Gaudium et spes, o Pontífice destacou a dignidade do trabalho, a necessidade de combater as desigualdades e a responsabilidade da política na construção da paz. Leia a íntegra das saudações do Papa Leão XIV [ Read Also ] Nesta perspectiva, os padres conciliares apresentam a visão católica do desenvolvimento econômico, colocando o trabalho no centro. "A nossa fé em Cristo nos convida a fazer do nosso trabalho e do nosso empenho na sociedade um instrumento para servir ao bem comum, preservar a dignidade humana e construir a paz", disse o Papa na saudação aos peregrinos de língua árabe. A construção da paz com justiça, respeito às leis e diálogo O Papa ainda reafirmou a autonomia e a independência da Igreja e da comunidade política em seus respectivos âmbitos e ressaltou como o propósito de uma economia e política voltadas ao bem comum podem ajudar a construir a paz.
Assim, na saudação aos peregrinos de língua polonesa na Audiência Geral, o Papa fez menção à encíclica de Pio XII de 1956, sobre a importância da paz mundial e dedicada aos trágicos eventos da época, quando regimes comunistas da Polônia e da Hungria prenderam e depois soltaram dois cardeais. "Há 70 anos foram libertados os heróicos Primazes da Polônia e da Hungria, os cardeais Stefan Wyszyński e József Mindszenty.
Recordando o que o Papa Pio XII escreveu naquela ocasião na Encíclica 'Laetamur admodum', exorto que considerem que a paz se constrói sobre a justiça, sobre o respeito à lei, sobre o diálogo, e não sobre a violência." [ Photo Embed: Os poloneses presentes na Audiência Geral desta quarta-feira (04/11)]