Lusofonias – Páscoa das Tochas Floridas, no Algarve - Vatican News via Acervo Católico

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Lusofonias – Páscoa das Tochas Floridas, no Algarve - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

De Beja, rumamos à serra algarvia, pois lá nos esperava um Tríduo Pascal e uma Páscoa especiais, quer em S. Brás de Alportel, quer em S. Catarina da Fonte do Bispo. Nunca vi tanto povo junto na pacata Vila desta serra algarvia. Vieram de todo o lado, até do estrangeiro. Centenas de pessoas, erguendo majestosos ramos de flores, percorreram, em solene procissão, várias ruas engalanadas, gritando ‘Cristo Ressuscitou como disse! Aleluia, Aleluia, Aleluia!’.

Tony Neves, no sul de Portugal Mértola é uma vila inspiradora e as localidades do município são belas e acolhedoras. Visitei diversas com os Padres Marcos e Domingos, ambos Espiritanos angolanos. Depois de um intenso e celebrativo Domingo de Ramos da Paixão, tive a alegria de ir até Saboia, em Odemira, para partilhar um almoço familiar com as Irmãs Espiritanas que ali vivem e trabalham: a Irmã Luísa, de Angola; a Irmã Conceição, de Portugal; a Irmã Fernanda, de Cabo Verde. No dia seguinte, pude encontrar D. Fernando Paiva, Bispo de Beja. Sair do Alentejo raiano para a serra algarvia permitiu, mais uma vez, encher os olhos das plurais cores da natureza, onde as cegonhas e os seus ninhos embelezam a paisagem. Mas também fui ouvindo histórias de linces, veados e javalis que atropelam ou são vítimas de quem percorre as estradas da região, sobretudo durante a noite. Até à barragem de Odeleite, impõem-se a vegetação nativa e os olivedos. Depois de chegar a Monte Gordo e apanhar um pouco da brisa do mar, fizemos viagem até S. Brás, ladeados por grandes áreas de plantio de sobreiros, videiras, figueiras, citrinos, alfarrobeiras, abacateiros e, mais raramente, as clássicas amendoeiras do Algarve. Encontrei esta vila da serra algarvia já engalanada e a preparar-se para a tradicional e solene Procissão das Tochas Floridas, a realizar na manhã de Páscoa, pelas ruas, logo após a Missa. Quinta Feira Santa foi dia de Missa Crismal, presidida pelo Bispo D. Manuel Quintas na Sé de Faro. Ali se reuniu todo o clero e muitas outras pessoas conhecidas. Após almoço com os padres e encontro com o Bispo, regressamos a S. Brás para a celebração da Instituição da Eucaristia, iniciada com o tão simbólico e desafiante lava-pés. A Sexta-Feira Santa foi marcada pela solene celebração da Paixão e Morte do Senhor, mas houve rebuliço todo o dia, à volta da Matriz de S. Brás, com a preparação das flores e dos arranjos para a Páscoa. À noite, fui a Santa Catarina da Fonte do Bispo participar na tradicional Via-Sacra, feita em Procissão noturna que encheu de tradição, fé e luz as ruas desta antiga povoação que já pertence a Tavira. Mesmo com a agitação normal dos preparativos pascais, o Sábado Santo foi dia de recolhimento, a culminar com a longa Vigília Pascal, noite adentro, com o acender a fogueira do lume novo (fora da Igreja) e com batismos. Já eu tentava dormir quando fui surpreendido com os cânticos e orações da comunidade ucraniana que começou a sua celebração de Páscoa depois da meia noite. Acordou muito ruidosa a manhã de Páscoa, com imensas pessoas a ultimar a Procissão. À porta da Igreja amontoavam-se dezenas de caixas com flores, apanhadas pelo povo, nos jardins, nos campos e nos montes. Até parece que os jardins saltaram todos para a rua! Nunca vi tanto povo junto na pacata Vila desta serra algarvia. Vieram de todo o lado, até do estrangeiro. Centenas de pessoas, erguendo majestosos ramos de flores, percorreram, em solene procissão, várias ruas engalanadas, gritando ‘Cristo Ressuscitou como disse! Aleluia, Aleluia, Aleluia!’. Esta é a festa mais tradicional de S. Brás, resultando da comunhão de forças da Paróquia, Autarquia, Associações e população em geral, atraindo peregrinos e turistas que se juntam aos habitantes da Vila. A tarde foi de festa popular no adro da Igreja Matriz. A viagem do Algarve para Lisboa fez-se depressa e bem. Na capital, tive a alegria de acompanhar a missão de duas instituições importantes: o Centro Padre Alves Correia (CEPAC) que apoia imigrantes e Sol Sem Fronteiras, que coordena e acompanha projetos de desenvolvimento, sobretudo nos países mais frágeis do hemisfério sul. Estou de malas feitas para o México onde, nas montanhas da huasteca potosina, vou partilhar a riqueza da missão que os Espiritanos vivem com os povos tenek e nahuatl que, mesmo sendo povos originários, continuam pobres e abandonados, sem vez nem voz.

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