O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso enviou uma mensagem para a festa do Deepavali na qual convida hinduístas e cristãos a encontrarem "uma nova inspiração no 40º aniversário do encontro de Assis". Que o "espírito de Assis" nos ajude a viver a "fraternidade em nosso dia a dia, nos comprometendo ativamente no diálogo inter-religioso, lado a lado com pessoas de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade para trabalhar pela paz no mundo".
Mariangela Jaguraba - Vatican News O Dicastério para o Diálogo Inter-religioso divulgou, nesta sexta-feira (30/10), a mensagem para a festa hinduísta do Deepavali, festa das luzes, celebrada este ano em 8 de novembro, intitulada "Hinduístas e cristãos: construir juntos caminhos de paz no 'espírito de Assis'". [ Audio Embed Ouça e compartilhe] "Que Deus, fonte de todo o bem, abençoe vocês, suas famílias, seus entes queridos e suas comunidades com alegria, paz e prosperidade em abundância"!
Com estas palavras inicia o texto do dicastério vaticano assinado pelo prefeito do organismo, cardeal George Jacob Koovakad, e pelo secretário monsenhor Indunil Janakaratne Kodithuwakku Kankanamalage.
A mensagem recorda que "há quarenta anos, em 27 de outubro de 1986, representantes das religiões do mundo reuniram-se em Assis, a convite de São João Paulo II, para rezar pela paz".
Hinduístas e cristãos, trilhar juntos caminhos de paz "Assis, local de nascimento e sepultamento de São Francisco, aclamado como um 'homem de paz', tornou-se palco de um encontro histórico, no qual pessoas de diferentes tradições religiosas se uniram em oração, convencidas de que as religiões e a solidariedade inter-religiosa podem contribuir para enfrentar as crises globais e promover a paz", ressalta a mensagem, lembrando que "São João Paulo II chamou este fenômeno de o 'espírito de Assis', que inspirou várias iniciativas de paz em todo o mundo ao longo dos anos". [ Diante dos muitos desafios que a humanidade enfrenta hoje, particularmente aqueles decorrentes de guerras, conflitos e do uso da religião para fins políticos, a comemoração do encontro de Assis de 1986 nos dá a oportunidade de refletir com vocês sobre como hinduístas e cristãos podem juntos trilhar caminhos de paz, inspirando-se no 'espírito de Assis'. ] "Uma maneira é nos reunir em oração com um compromisso espiritual compartilhado pela paz, cada um segundo sua própria tradição religiosa, respeitando a do outro." De acordo com a mensagem do dicastério vaticano, "a oração autêntica transcende as diferenças e desarma corações, mentes e vidas, transformando-nos em homens e mulheres compassivos e pacíficos".
Reconhecer a face de Deus nos outros "Outra forma é cultivar o espírito de fraternidade universal encarnado por São Francisco, que tratava a todos como "omnes fratres", todos irmãos", destaca a mensagem. [ A fraternidade nos torna capazes de reconhecer a face de Deus nos outros e ser solidários com eles, especialmente com os pobres e vulneráveis.
Quanto mais a fraternidade florescer entre nós, mais a paz criará raízes no mundo. ] O texto recorda que "o diálogo inter-religioso está no cerne do 'espírito de Assis', pelo seu profundo potencial para promover a causa da paz mundial.
Hoje, esse diálogo é uma necessidade vital".
O Papa Leão XIV nos lembra que ele desempenha "um papel decisivo, pois no centro dos grandes caminhos espirituais encontra-se uma mensagem de paz".
Viver o espírito de fraternidade na vida cotidiana A mensagem do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso lembra que "o 'espírito de Assis' é, em sua essência, um compromisso com a paz.
O encontro de Assis uniu pessoas de diferentes tradições religiosas e mostrou ao mundo que as religiões autênticas, por sua própria natureza, promovem a paz e rejeitam todas as formas de violência".
O texto se conclui, convidando hinduístas e cristãos a encontrarem "uma nova inspiração no 40º aniversário do encontro de Assis.
Que possamos garantir que o espírito de Assis permeie cada vez mais nossa vida, rezando pela paz, vivendo o espírito de fraternidade em nosso dia a dia e nos comprometendo ativamente no diálogo inter-religioso, lado a lado com pessoas de outras religiões e com todos os homens e mulheres de boa vontade para trabalhar pela paz no mundo".