Nossa Senhora Aparecida: arquitetura da esperança!

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Nossa Senhora Aparecida: arquitetura da esperança!
Fonte: VATICANO

Neste 12 de outubro, dia da Padroeira do Brasil, o Pe. Maicon Malacarne assina artigo e reflete sobre o silêncio, escolhido por Nossa Senhora: "em Aparecida, a Mãe compartilhou o silêncio dos silenciados e a voz esquecida dos invisibilizados. O silêncio de Maria é a promessa de uma Mãe que não esqueceu seus filhos. O silêncio, muitas vezes, é a nossa melhor companhia. O silêncio transforma tudo".

Pe.

Maicon A.

Malacarne* Há mães e mães!

Mães que falam e mães que não dizem nada.

Em Fátima, Nossa Senhora falou!

Em Lourdes, Nossa Senhora falou!

Em La Salette, Nossa Senhora falou!

Em Guadalupe, Nossa Senhora falou!

Em Aparecida, porém, Nossa Senhora escolheu o silêncio.

E a presença é, talvez, a palavra mais potente.

Em Aparecida, a Mãe compartilhou o silêncio dos silenciados e a voz esquecida dos invisibilizados.

O silêncio de Maria é a promessa de uma Mãe que não esqueceu seus filhos.

O silêncio, muitas vezes, é a nossa melhor companhia.

O silêncio transforma tudo.

O silêncio de Aparecida é uma presença que parece dizer: “Eu estou aqui!

Eu estou aqui!” E mais: “Sou e estou despedaçada com vocês, machucada com vocês, mergulhada na lama como vocês...

Eu estou aqui!” No fundo, é isto que muda tudo: a presença da Mãe arquiteta um mundo de esperança.

O Evangelho do dia de Nossa Senhora Aparecida nos conduz à festa de Caná da Galileia, naquele misterioso “terceiro dia” (Jo 2,1-11).

Nós nascemos para passar da morte para a ressurreição, para este “terceiro dia” que não tem fim.

E a ressurreição é também a graça das talhas cheias de vinho, símbolo maior da alegria, da festa e do amor.

Essa é a festa que a presença de Maria torna possível: nossos vazios, nossos silêncios, nossa pequenez são assumidos e conduzidos na direção de Jesus.  “Fazei tudo o que ele vos disser.” São as primeiras e as últimas palavras de Maria no Evangelho de João.

Essa é a maior tarefa das nossas palavras: aproximar nossa humanidade do coração amoroso do Senhor.

Silêncio e presença são como um diamante a ser lapidado durante toda a vida.

São também o mapa da nossa Caná da Galileia, aquele lugar onde, mesmo quando o vinho parece ter acabado, o milagre que transforma tudo continua sendo possível.

Onde a Mãe está presente, a esperança ainda pode nascer.

Esta é a promessa silenciosa de Aparecida: a Mãe está aqui. * professor de Teologia Moral e pároco da Paróquia São Cristóvão - diocese de Erexim/RS

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