Manuel Simão França de Freitas, conhecido publicamente como Manny de Freitas, foi um dos 12 novos membros investidos na Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém — Tenência da África do Sul, numa cerimónia realizada no sábado, 3 de outubro, na Capela de St David’s Marist Inanda, em Sandton, na Arquidiocese de Joanesburgo.
Por Sheila Pires, em Joanesburgo A investidura foi precedida, na sexta-feira, 2 de outubro, pela Vigília e pelo Rito de Bênção, presididos pelo Cardeal Stephen Brislin, Arcebispo de Joanesburgo, Presidente da Conferência dos Bispos Católicos da África Austral (SACBC) e Grão-Prior da Delegação Magistral da África do Sul da Ordem.
Esteve também presente o Núncio Apostólico na África do Austral, Dom Henryk M.
Jagodziński, acompanhado pelo Monsenhor Giacomo Antonicelli, Secretário da Nunciatura Apostólica. [ Photo Embed: Investidura de Manny de Freitas novo Cavaleiro do Santo Sepulcro] “Uma grande honra” Em conversa com à Vatican News, Manny descreveu a sua admissão como “uma grande honra”, confessando que não esperava receber esta distinção.
Numa carta aberta publicada após a investidura, afirmou sentir “humildade e gratidão” por ter sido escolhido para uma distinção que, segundo ele, é raramente conferida.
Manny foi um dos primeiros 12 Cavaleiros e Damas a receber a investidura na província de Gauteng.
Recordando as palavras do Papa Francisco aos membros da Ordem, durante a Consulta de 2018, Manny destacou o apelo a viver o “amor evangélico ao próximo” e a testemunhar o cuidado de Deus por cada pessoa.
Da tradição à missão Manny recordou que a Ordem, uma das mais antigas ordens de cavalaria do mundo cristão, atravessou séculos de transformação, passando dos cavaleiros medievais aos peregrinos e benfeitores, até se tornar uma instituição católica com presença internacional.
Hoje, explicou, a missão centra-se no apoio aos cristãos da Terra Santa, através de iniciativas como escolas, orfanatos e outras estruturas comunitárias. “O nosso trabalho começa agora”, afirmou.
Para Manny, os membros da Ordem são chamados a apoiar comunidades cristãs que vivem num contexto marcado pela guerra e pela insegurança. “Precisamos de ajudá-los, precisamos de estar ao lado deles, ajudar de qualquer maneira possível”, disse. [ Photo Embed: Membros da Ordem dos Cavaleiros do Santo Sepulcro] Fé, oração e paz Segundo Manny, a missão contemporânea dos Cavaleiros e Damas não é uma luta com armas, mas um compromisso assumido através da oração, da fé, do serviço e da solidariedade.
A sua ligação à Terra Santa está também associada à devoção a Nossa Senhora de Fátima.
Manny organiza anualmente peregrinações em honra de Nossa Senhora de Fátima, cuja mensagem considera um apelo à oração e à paz num mundo marcado por conflitos. “Precisamos desta paz”, afirmou, defendendo que a Igreja e a Ordem têm um papel importante a desempenhar na promoção da paz.
Entre os novos membros investidos encontram-se quatro Cavaleiros e oito Damas.
Entre elas está Sophia Theresa Williams-de Bruyn, histórica activista sul-africana contra o apartheid e uma das líderes da Marcha das Mulheres de 1956.
Para Manny de Freitas, a nova missão constitui um desafio que está pronto para assumir: “Como Cavaleiro, aguardo com expectativa esse desafio.” [ Audio Embed Oiça qui a reportagem e partilhe]