A Rússia reivindica a conquista de dois centros em Donetsk, enquanto a União Europeia anuncia 3,3 bilhões de euros para drones e mísseis destinados a Kiev. Aumentam as tensões diplomáticas entre Moscou e o Reino Unido, e a Polônia reforça a vigilância em seu espaço aéreo. Enquanto isso, um relatório da ONU documenta mais de mil casos de violência sexual relacionados ao conflito
Vatican News O avanço russo em Donetsk continua.
De quinta para esta sexta-feira, Verolyubovka (localizada entre Druzhkovka e Chasov Yar, no distrito de Kostiantynivka) e Zolotoy Kolodez (nas proximidades de Dobropolye) foram conquistadas por unidades dos grupos “Sul” e “Centro”, no contexto dos confrontos mais amplos em curso na região.
Assim como muitos outros centros rurais da região, as duas áreas assumem importância estratégica principalmente por motivos geográficos, logísticos e de controle do território.
A notícia foi divulgada pelo Ministério da Defesa russo por meio do Telegram.
A ajuda militar da UE Enquanto isso, continua o compromisso da Comissão Europeia ao lado da Ucrânia para o fortalecimento das defesas.
A UE, de fato, destinará 3,3 bilhões de euros a Kiev para a compra de drones e mísseis.
O pacote de ajuda militar faz parte do empréstimo de apoio à Ucrânia no valor de 90 bilhões de euros.
Com este quarto pagamento, chega-se ao valor total de 15 bilhões de euros desembolsados desde o início de 2026. “A Europa continuará a fornecer o apoio de que a Ucrânia precisa para defender seu povo e seu território”, declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
O confronto com Londres E, por falar em apoio militar, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia convocou a encarregada de negócios britânica em Moscou, Danae Dholakia, para apresentar um protesto formal contra o que definiu como um novo aumento, por parte de Londres, no fornecimento de armas à Ucrânia. “Londres se coloca na posição de cúmplice das atrocidades sangrentas cometidas pelo regime de Kiev, que só podem ser definidas como terrorismo e crimes de guerra”, informaram fontes do Ministério.
A resposta da Grã-Bretanha não se fez esperar: “Estamos lado a lado com a Ucrânia e estamos empenhados em fornecer a Kiev o equipamento militar de que ela precisa”.
Defesa na Ucrânia e nas fronteiras: na manhã desta sexta-feira, a Polônia fez decolar seus aviões de combate enquanto Moscou atacava a capital ucraniana. “Essas medidas são de natureza preventiva e visam garantir a segurança e a proteção do espaço aéreo, sobretudo nas áreas adjacentes às zonas ameaçadas”, afirma o comunicado do Comando Operacional das Forças Armadas polonesas.
O apoio da Coreia do Norte a Moscou [ Read Also ] Por sua vez, chegam novas forças para apoiar o exército russo.
De acordo com o relatório da Equipe Multilateral de Monitoramento de Sanções - iniciativa dos EUA e de 10 países aliados para monitorar as sanções contra Pyongyang -, trata-se de 25 mil norte-coreanos empregados na construção de drones nas fábricas de Alabuga, no Tartaristão, onde as aeronaves não tripuladas são montadas.
A proposta da Sardenha Não faltam tentativas para promover o diálogo entre as partes.
A mais recente é do cônsul honorário da Ucrânia na Sardenha, Anthony Grande, que propôs La Maddalena como possível local para a assinatura do tratado de paz entre os dois países. “Tudo isso só seria possível com o fim das hostilidades.
O que não pode e não deve ser uma rendição, por respeito a todos os ucranianos que, nestes quatro anos, perderam a vida para defender sua pátria de um Estado agressor”, afirmou.
Infelizmente, as declarações do cônsul surgiram em um contexto ainda muito tenso e logo após as declarações do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, segundo as quais “a Rússia considera uma ação hostil a aprovação, pelo Congresso estadunidense, das sanções contra a venda de petróleo russo.
Se forem aplicadas, certamente tornarão mais difíceis os esforços para encontrar uma solução pacífica na Ucrânia”.
O flagelo da violência sexual [ Read Also ] Outros aspectos sombrios do conflito vêm à tona em um relatório do Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos publicado esta sexta-feira em Genebra: entre 24 de fevereiro de 2022, data do início do ataque russo à Ucrânia, e o final do mês de julho deste ano, foram documentados mais de mil casos de violência sexual. “Trata-se de uma prática utilizada contra civis e prisioneiros de guerra na Ucrânia, constituindo uma série chocante de atos de tortura, intimidação e coação”, destaca o relatório.
Segundo Danielle Bell, chefe da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia, “uma das principais conclusões do relatório é que a violência sexual contra prisioneiros de guerra ucranianos e civis detidos pelas autoridades russas é generalizada.
Quase três quartos dos prisioneiros de guerra ucranianos sobreviventes entrevistados e quase metade dos civis detidos sobreviventes sofreram violência sexual mais de uma vez”.