O Santo Padre recebeu no Vaticano os dirigentes e funcionários da Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano por ocasião do tradicional encontro de início de ano. Leão XIV recordou que nos últimos meses, mais de trinta e três milhões de peregrinos visitaram Roma e, em particular, os locais jubilares, principalmente a Basílica Vaticana e as áreas adjacentes.
Silvonei José – Vatican News “Ordem e segurança são dons que custam sacrifício àqueles que os garantem, mas que contribuem notavelmente para o bem de todos”: foi o que disse o Papa Leão XIV recebendo na manhã desta segunda-feira (19/01) na Sala Clementina, no Vaticano os dirigentes e funcionários da Inspetoria de Segurança Pública junto ao Vaticano por ocasião do tradicional encontro de início de ano. “Aproveito a oportunidade – disse o Papa -, para expressar a todos a minha viva gratidão pelo precioso trabalho que realizam, com o objetivo de garantir a minha segurança, a dos meus colaboradores e dos muitos peregrinos e turistas que visitam a Basílica de São Pedro e o Vaticano. Em seguida o Papa agradeceu-lhes particularmente pelo que fizeram durante o Jubileu que acaba de terminar, bem como por ocasião da morte do seu saudoso predecessor, o Papa Francisco, do seu funeral e do Conclave. “Nesses dias intensos, que certamente puseram à prova também as suas forças, vocês souberam acompanhar o ritmo dos acontecimentos que se sucederam com grande rapidez, ora programados, ora imprevisíveis, garantindo que tudo se desenrolasse com ordem e demonstrando, como sempre, espírito de sacrifício, profissionalismo, flexibilidade e discrição”. Leão XIV então recordou que nos últimos meses, mais de trinta e três milhões de peregrinos visitaram Roma e, em particular, os locais jubilares, principalmente a Basílica Vaticana e as áreas adjacentes. “Vocês tiveram que lidar com filas intermináveis de pessoas e multidões numerosas, acompanhar deslocamentos e manter a segurança, com bom e mau tempo e com horários e ritmos muitas vezes inconvenientes e exigentes”. O Papa agradeceu então aos seus entes queridos que, indiretamente, se viram envolvidos nestas dinâmicas, adaptando-se às exigências dos seus compromissos e turnos extraordinários de trabalho e, imagino, renunciando frequentemente à sua presença. “Ordem e segurança são dons – disse o Papa - que custam sacrifício àqueles que os garantem, mas que contribuem notavelmente para o bem de todos: neste caso, não apenas para o desenrolar prático das atividades no respeito às normas, mas também para que elas se desenvolvam em um clima sereno e recolhido”. O Papa sublinhou que um ambiente seguro é, de fato, de grande ajuda para a oração, e muitos visitantes – alguns chegados a Roma após longas viagens e assumindo sacrifícios físicos e econômicos – puderam experimentá-lo nos últimos meses, também graças a vocês. Na Oração a São Miguel Arcanjo, Padroeiro da Polícia de Estado, - disse o Papa - pede-se sua ajuda celestial para garantir aos cidadãos “concórdia, honestidade e paz, a fim de que – no respeito a todas as leis – seja alimentado o espírito de fraternidade humana”; e, para tal fim, pede-se: “Retidão às nossas mentes, vigor às nossas vontades, honestidade aos nossos afetos, para a serenidade dos nossos lares e para a dignidade da nossa terra”. São palavras lindas - continuou Leão XIV - que expressam um programa e um estilo de serviço e, ao mesmo tempo, indicam um caminho de crescimento pessoal e comunitário contínuo. “Meus caros, para concluir, gostaria de fazer minhas as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu à sua Inspetoria há alguns anos: “Que a sua presença – dizia ele –, queridos amigos, seja uma garantia cada vez mais válida daquela boa ordem e daquela tranquilidade que são fundamentais para construir uma vida social pacífica e serena e que, além de nos serem ensinadas pela mensagem evangélica, são sinal de autêntica civilização”. O Papa os confiou à proteção maternal de Maria Santíssima e de São Miguel Arcanjo, assegurando a sua oração por todos e pelas suas famílias.