O Papa será uma voz de unidade e diálogo na Argentina, diz agostiniano

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O Papa será uma voz de unidade e diálogo na Argentina, diz agostiniano
Fonte: VATICANO

Ao lado de Robert Francis Prevost durante 12 anos à frente dos agostinianos, padre Alejandro Moral, que foi vigário-geral e, posteriormente, prior-geral da Ordem de Santo Agostinho, está atualmente em Buenos Aires, após concluir seus dois mandatos. Ele aguarda com grande expectativa a chegada do confrade que foi eleito Sucessor de Pedro em 8 de maio de 2025. “Ele nos ajudará a crescer, a seguir em frente juntos, buscando o melhor para este grande país”.

Benedetta Capelli – Cidade do Vaticano Foi uma das primeiras vozes a expressar alegria e emoção assim que o Papa Leão XIV apareceu na sacada da Basílica de São Pedro.

Após a eleição, era impossível não pensar em padre Alejandro Moral, espanhol, amigo de longa data de Robert Francis Prevost, seu estreito colaborador e também agostiniano.

Os dois caminharam juntos durante doze anos, quando Prevost era prior-geral e Moral seu vigário.

Depois, coube a este último conduzir a Ordem de Santo Agostinho, de 2013 a 2025.

Até hoje, os dois mantêm uma estreita amizade.

Padre Alejandro conta que, durante a internação do Papa, uniu-se a muitas pessoas em oração por sua saúde, mas também afirma tê-lo visto bem nos eventos realizados após a cirurgia.

Há algum tempo, padre Moral está em Buenos Aires e aguarda, assim como todo o povo argentino, a chegada do Papa Leão XIV, prevista para 8 de novembro.

Aos 71 anos, ele conta aos meios de comunicação do Vaticano que decidiu dedicar “os últimos anos a meditar e contemplar mais, a visitar os doentes” e a colaborar em uma paróquia do bairro de Palermo, na capital argentina.

Uma escolha que reflete muito bem aquilo que o Papa Leão afirmou na Missa celebrada na Capela Sistina com os cardeais, no dia seguinte à eleição: “desaparecer para que Cristo permaneça”.

Trata-se de um dos pilares do magistério do Pontífice: “tornar-se pequeno para que Ele seja conhecido e glorificado, entregar-se inteiramente para que a ninguém falte a oportunidade de conhecê-lo e amá-lo”. [ In Evidence ] A presença agostiniana na Argentina   Na Argentina, a presença agostiniana é constituída por quatro comunidades e dezoito religiosos, provenientes de sete países diferentes, distribuídos entre Buenos Aires, Mendoza, Salta e Santa Maria, na província de Catamarca.

Eles se dedicam principalmente às escolas e paróquias.

Durante seus anos como prior-geral dos agostinianos, Prevost também visitou as comunidades na Argentina.

Em 2004, encontrou-se com o então arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio.

Três anos depois, participou da reunião da Organização dos Agostinianos da América Latina e do Caribe (OALA), acompanhada de uma peregrinação a Luján.

Um clima de alegria   “As pessoas estão muito felizes com a chegada do Papa”, explica padre Moral. “Estão se preparando com a oração, e respira-se um clima de alegria.

Isso também acontece na comunidade agostiniana.

Nem todos tiveram a oportunidade de conhecê-lo durante suas visitas anteriores, e estamos felizes por termos um Papa que pertence à Ordem de Santo Agostinho.

Esperamos poder encontrá-lo”.

Padre Alejandro nasceu em La Vid, na Espanha, mas, vivendo agora na Argentina, tem um olhar atento sobre o país e conhece as histórias de muitos paroquianos, marcadas pelas feridas de um passado de conflitos e divisões. “Estou aqui há quase um ano”, conta. “Não vivi os anos da crise econômica na Argentina, mas percebo que existem polarizações.

O Papa Leão conhece essa realidade.

Ele é uma voz de unidade e sempre convida ao diálogo”.

Buscar o bem comum   Moral ressalta que o Pontífice conhece muito bem a realidade argentina. “Ele nos ajudará com seus discursos e seu pensamento, colocando sempre Cristo no centro, para buscar o bem comum, o bem de todos, porque há muitas pessoas que sofrem”.

E é justamente ao bem de todos que padre Alejandro também se dedica em seu serviço como vigário paroquial. “Muitas pessoas vêm conversar, existe uma necessidade de ser escutado.

Algumas enfrentam dificuldades, inclusive em um bairro como Palermo, uma região onde há bem-estar.

Acredito que, hoje, é necessário ajudar as pessoas que precisam.

É importante estar ao lado delas e compartilhar os sofrimentos e as alegrias presentes na Igreja e no mundo.

Cristo nos ensinou a servir os outros, a querer bem aos outros, inclusive aos nossos inimigos”.

Um humanismo maior   O que a visita do Papa deixará como legado?

Padre Moral não se arrisca a fazer previsões, mas reconhece que, sempre que o Pontífice visita um país, deixa “um programa para seguir em frente, para caminhar com Cristo”.

Isso deve acontecer em espírito de fraternidade, sobretudo em um mundo atravessado por tantas dificuldades, no qual cada pessoa é chamada a construir “uma sociedade melhor, um humanismo maior e um bem comum ainda maior”. “Ele nos ajudará a crescer, a seguir em frente juntos e a buscar o melhor para este grande país que é a Argentina”.

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