"A dimensão do amor como o ponto fundamental da relação com Deus" foi analisada por Leão XIV neste domingo (25/10), antes da oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro. Através dos dois primeiros mandamentos, o Papa afirmou: "não podemos amar a Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs". Duas regras de vida que surgem da mesma fonte e nos tornam "capazes de olhar para nós próprios e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo".
[ Audio Embed Ouça a reportagem com a voz do Papa e compartilhe] Andressa Collet - Vatican News O Papa Leão XIV, através do Evangelho (Mt 22, 34-40) deste domingo (25/10), reflete sobre "a dimensão do amor como o ponto fundamental da relação com Deus" e através da resposta de Cristo ao questionamento de um doutor da lei sobre o maior mandamento: «Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 5).
Antes da oração mariana do Angelus, o Pontífice explica, afirmando que "não basta saber que Deus existe, que é único ou que é o Todo-Poderoso; o Senhor espera de nós uma relação pessoal".
E, no "encontro com Ele, o mandamento do amor não é uma obrigação nem uma imposição": "O nosso amor só pode ser autêntico quando é uma resposta ao seu amor, que sempre nos precede.
Daí a necessidade de uma totalidade que envolva integralmente a pessoa: coração, alma e mente." Leia aqui a íntegra das palavras do Papa Leão XIV O amor a Deus reflete em nós e nos outros Ao primeiro mandamento, continua o Papa, o mestre acrescenta o segundo mandamento: «Amarás ao teu próximo como a ti mesmo» (Mt 22, 39).
Mais uma regra de vida que surge da mesma fonte, "a partir da relação íntima com Deus".
Assim, explica Leão XIV, "tornamo-nos capazes de olhar para nós próprios e para o próximo com o mesmo olhar de Cristo", sem egoísmo e "até o amor a si mesmo se transforma em caridade", porque "a nossa existência volta-se para o outro".
O Papa, então, citando Santa Teresa do Menino Jesus que compreendeu e verbalizou que "só o amor impele os membros da Igreja à ação", falou da importância do anúncio do Evangelho a partir do amor de Deus: [ Sem o amor, a nossa fé ficaria desprovida do seu conteúdo, as nossas boas obras iriam se reduzir a moralismo e a nossa esperança seria vã.
Caríssimos, não podemos amar a Deus de verdade sem que esse amor transborde em amor pelos nossos irmãos e irmãs.
E não podemos amar verdadeiramente o nosso próximo senão como filhos do mesmo Pai, que em seu Filho Jesus nos amou primeiro. ]