O cardeal secretário de Estado intervém na reunião de alto nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, no âmbito da 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York: é preciso tornar os avanços médicos acessíveis - ressalta o purpurado - também aos cidadãos dos países mais vulneráveis
[ Audio Embed Ouça e compartilhe] Vatican News “Os avanços científicos e tecnológicos, inclusive na área médica, não são facilmente acessíveis à grande maioria das pessoas, como ficou dramaticamente demonstrado durante a recente pandemia”.
Partindo dessa consideração, expressa pelo Papa Leão XIV na encíclica Magnifica humanitas, o cardeal secretário de Estado vaticano, Pietro Parolin, fez na sexta-feira, 25 de setembro, sua intervenção na reunião de alto nível sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias, no âmbito da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.
A disparidade a ser superada “Não lidar com essa disparidade tornará mais difícil prevenir pandemias e responder a elas de forma eficaz no futuro”, ressaltou Parolin, acrescentando que é preciso “começar por enfrentar as circunstâncias que muitas vezes aumentam o risco de doenças graves e de morte: a pobreza, as condições de vida precárias e a falta de assistência médica”.
A esse respeito, lembrou o cardeal, a Santa Sé «tem reiterado constantemente que a cobertura universal de saúde é um imperativo moral», enraizado no princípio da igualdade de todos em dignidade e direitos e que reflete nossa crescente interdependência e interconexão. [ In Evidence ] Mais atenção à saúde mental e aos laços sociais O cardeal secretário de Estado destaca, por fim, como a Covid-19 “revelou e agravou a fragmentação social, levando, por vezes, ao abandono dos idosos e fazendo com que muitos jovens sofressem com o isolamento e a solidão, em detrimento de seu desenvolvimento pessoal e afetivo”.
É necessário, portanto - declarou Parolin -, dedicar maior atenção à saúde mental, especialmente a dos jovens, acompanhando as pessoas para que descubram que a vida tem valor, que cada um de nós é amado, esperado e chamado a uma missão no mundo.
É necessário, portanto, incentivar o fortalecimento dos laços sociais e da solidariedade em todos os níveis, a partir da família, pois ninguém pode enfrentar sozinho os desafios que se nos apresentam hoje e aqueles que nos aguardam no futuro”.