Pe. Avelino Chico: “fundamental envolver o Clero local na pastoral dos migrantes”

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Pe. Avelino Chico: “fundamental envolver o Clero local na pastoral dos migrantes”
Fonte: VATICANO

O Jesuíta angolano, Chefe de Escritório do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Pe. Avelino Chico SJ., destaca a necessidade de uma maior participação dos sacerdotes locais no acompanhamento pastoral de migrantes e refugiados na África Austral.

Por Sheila Pires, em Joanesburgo É fundamental envolver o “clero local.” O apelo foi feito pelo Pe.

Avelino Chico SJ, do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, ao avaliar a pastoral dos migrantes e refugiados na África do Sul.

Durante a sua visita ao país, o Jesuíta angolano encontrou-se com agentes pastorais, migrantes e refugiados em Durban e Joanesburgo.

Entre os aspectos que mais o marcaram, destacou a presença significativa de leigos sul-africanos envolvidos nesta pastoral, mas também o número reduzido de sacerdotes locais. “É um grande trabalho, é um desafio, de verdade, de implicar nessa pastoral o clero local, o clero autóctono”, afirmou o Pe.

Avelino.

Para ele, esta participação é necessária para responder de forma mais eficaz aos desafios enfrentados pelas comunidades migrantes e refugiadas. [ Photo Embed: Pe.

Avelino Chico visita Mother Asunta, na África do Sul] Uma Igreja próxima O Pe.

Avelino Chico participou como convidado especial no Encontro Anual dos Coordenadores Diocesanos da Pastoral dos Migrantes, Refugiados e Tráfico de Pessoas da Conferência dos Bispos Católicos da África Austral (SACBC), realizado de 15 a 18 de setembro, no Centro de Conferências Padre Pio, em Pretória.

O encontro reuniu 54 participantes provenientes dos três países que integram a SACBC — África do Sul, Botsuana e o Reino de eSwatini — para partilhar experiências, desafios e iniciativas pastorais.

Sob o tema “Crescer no acolhimento dos migrantes e refugiados através do caminho sinodal de participação, missão e comunhão”, o encontro procurou reforçar uma Igreja mais inclusiva e participativa, em sintonia com a mensagem do 112.º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado 2026, ‘Mesmo uma só destas crianças’. [ Photo Embed: Sobre o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados] Na avaliação do Pe.

Avelino, a Igreja na África Austral está a fazer “imensa coisa” no acompanhamento dos migrantes e refugiados. “Estando aqui, constatei, de facto, apesar do contexto ser difícil, que a Igreja se faz presente, está próxima dos migrantes, está próxima dos refugiados, e os próprios refugiados reconhecem este facto”, afirmou.

O Chefe de Escritório do Dicastério destacou ainda a colaboração entre diferentes organizações eclesiais e a partilha de experiências entre as dioceses como sinais importantes de uma pastoral que procura trabalhar em conjunto. [ Photo Embed: Pe.

Avelino Chico, na Clínica São Carlos ...] Migrantes como protagonistas Outro aspecto sublinhado pelo Pe.

Avelino foi a participação dos próprios migrantes e refugiados na vida pastoral.

Durante uma celebração em Joanesburgo, observou a sua participação na Eucaristia, nas actividades culturais e no convívio.

Destacou, sobretudo, o facto de os migrantes e refugiados terem participado na preparação da celebração. “Não podemos fazer um trabalho que consista simplesmente no assistencialismo.

Não consiste simplesmente em dar”, afirmou.

Segundo o jesuíta angolano, os migrantes e refugiados devem participar na preparação, desenvolvimento e avaliação das actividades que lhes dizem respeito.

Apoio às Igrejas locais O Pe.

Avelino afirmou que o Dicastério está disponível para acompanhar a Igreja local na resposta às necessidades dos migrantes e refugiados.

Entre as possibilidades de colaboração, apontou o apoio à divulgação do trabalho realizado pela Igreja, a ligação da Conferência Episcopal a possíveis agências financiadoras e a promoção do diálogo entre bispos da África Austral e bispos dos países de origem dos migrantes e refugiados.

Entre esses países mencionou o Zimbabué, Malawi, Botsuana e a República Democrática do Congo.

Para o Pe.

Avelino, este acompanhamento deve nascer de uma Igreja que escuta, caminha em conjunto e permanece próxima das pessoas. [ Audio Embed Oiça qui a reportagem e partilhe]

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