Permanecei fiel ao que a Igreja ensina – exortou o Papa na Missa em Kilamba, Angola - Vatican News via Acervo Católico

  • Home
  • -
  • Notícias
  • -
  • Permanecei fiel ao que a Igreja ensina – exortou o Papa na Missa em Kilamba, Angola - Vatican News via Acervo Católico
Permanecei fiel ao que a Igreja ensina – exortou o Papa na Missa em Kilamba, Angola - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

A grande esplanada do Kilamba, na Diocese de Viana, a sul de Luanda, encheu-se de milhares de fiéis com o coração transbordante de alegria, para participar na missa presidida por Leão XIV e levar para casa uma mensagem de paz, reconciliação e inclusão que possa ajudar Angola a prosseguir no caminho do desenvolvimento integral. De entre as delegações presentes, a de São Tomé e Príncipe, feliz por participar, mas expectante que um dia o Papa visite também aquelas ilhas do Equador.

Dulce Araújo - Luanda O grande júbilo da fé dos angolanos brotava não só dos corações, mas vibrava também nos corpos dançantes das pessoas (jovens, mulheres, religiosas), ao acolher o Santo Padre no grande espaço do Kilamba, onde teve lugar, na manhã deste domingo, a primeira missa de Leão XIV em terras angolanas. Eram à volta de 100 mil participantes, muitos tendo passado ali a noite, para ter um bom lugar. Vieram de várias partes de Angola, de São Tomé e Príncipe, do vizinho Congo, para acolher, em festa, o Papa, que lhes agradeceu logo no início da Missa por esse amável acolhimento. A emoção transparecia nos rostos e nas mãos estendidas para saudar o Papa ao passar de Papamóvel pelos diversos corredores entre o público.  Da trepidação jubilar do início, passou-se à concentração para a celebração litúrgica, intercalada pelos magníficos cânticos de um coro de 500 vozes, de várias partes de Luanda e Viana, e que cantou em várias línguas angolanas, latim, português, explicou à Vatican News, Rita Neto, antes da missa: O salmo foi lindamente cantado por uma religiosa, enquanto que a segunda leitura foi lida em língua kimbundo, por Rosália Nawakemba, do importante Movimento de Promoção da Mulher na Igreja Catolica, PROMAICA. Na sua homilia, o Papa comentou a página evangélica sobre os discípulos de Emaús, dizendo que o desânimo que eles viviam e comentavam ao longo do caminho pela morte do Mestre, traz à memória a dor que marcou Angola: uma longa guerra civil com o seu rasto de inimizades e divisões, de recursos desperdiçados e de pobreza. Perante isso corre-se o risco de perder a esperança e ficar paralisados pelo desânimo. Mas Cristo ressuscitou e reconhecendo-O se pode recomeçar e reconstruir o futuro. É esta a via – disse o Papa aos angolanos: por um lado a certeza de que o Senhor nos acompanha e tem compaixão de nós; por outro, o compromisso que Ele nos pede: oração, escuta da sua Palavra, celebração da Eucaristia. É aqui que encontramos Deus – sublinhou o Papa que convidou a estar atentos às formas de religiosidade tradicional, que certamente pertencem às raízes da vossa cultura, mas que, ao mesmo tempo, correm o risco de confundir e misturar elementos mágicos e supersticiosos que não ajudam no caminho espiritual. Permanecei fiéis ao que a Igreja ensina, e que se revela no pão partido na Eucaristia. Um convite a partir o pão com os necessitados, aliviando assim as feridas e a reacender a esperança – disse Leão recordado a história vivida por este país e cujas consequências difíceis os angolanos continuam ainda a suportar: diversas formas de pobreza e outros problemas sociais. Tudo isto requer a presença de uma Igreja que saiba ouvir o clamor dos seus filhos, que saiba reavivar a esperança perdida. Uma Igreja, cujos componentes todos, tenham no coração o desejo de se empenhar no amor e no perdão mútuos, de construir espaços de fraternidade e paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa; de partir de Cristo para transformar a realidade e construir um país onde as antigas divisões sejam superadas para sempre, onde o ódio e a violência desapareçam, onde a chaga da corrupção seja curada por uma nova cultura de justiça e partilha. Só assim será possível um futuro de esperança, sobretudo para os muitos jovens que a perderam. Hoje, concluiu o Papa, é necessário olhar para o futuro com esperança e construir a esperança do futuro. Não tenhais medo de o fazer! Jesus Ressuscitado caminha convosco e por vós se parte como pão, encoraja-vos a ser testemunhas da sua ressurreição e protagonistas de uma nova humanidade e de uma nova sociedade. Neste caminho, caríssimos, podeis contar com a proximidade e com a oração do Papa! Também eu sei que posso contar convosco - concluiu Leão XIV, invocando a intercessão de Nossa Senhora da Muxima para todos. Padres, fiéis e tantos grupos dos 26 movimentos inscritos no Secretariado Nacional do Apostolado dos Leigos, todos representados na grande celebração no Kilamba: Legião de Maria, PROMAICA, Escuteiros e tantos outros. E já antes de ir ao Kilamba, falamos com duas escuteiras, Josemy Ribeiro e Fernanda Vieira, ambas alegres e expectantes quanto a esta visita do Papa que podem assistir aqui em Angola… E já em Kilamba, aguardando a chegada do Papa, estava também muitas religiosas, entre as  quais a Irmã Nélia Nelly Filipe da Congregação das Dominicanas de Santa Catarina de Sena, missionária moçambicana em Angola. Foi a Kilamba testemunhar a visita de Leão XIV, “nosso pai na fé”. Sublinha a alegria, a emoção de partilhar a Palavra de Deus no espírito de comunhão.  Outro organismo representado era a ACGD, Associação Cristã dos Gestores e Dirigentes. A Secretária Geral, Serafina Pinto confiou os seus sentimentos à Vatican News Carolina B. Jango, veio de Lubango juntamente com cerca de 200 outros peregrinos. É do Movimento da Legião de Maria e da PROMAICA (Promoção da Mulher Angolana na Igreja Católica). Alegre, diz levar a Lubango, testemunho, emoção da Palavra de Deus. Primeira vez como peregrina, vive uma experiêcia profunda… Já Odete Gabriel, é Bessangana. Juntamente com outras 18 mulheres, vestidas todas iguais, representam as “Bessanganas”, ou seja, as peixeiras, e levam ao altar a oferta do peixe, neste caso, corvinas e garopas. Ela espera que desta visita saiam aconselamentos ao governo para que dê maior atenção à categoria das peixeiras.  Maria João e Eurico Carlos vieram, respetivamente Benguela e Lobito. Querem que esta visita dê lugar a paz no mundo e inclusão… Também a Diocese de São Tomé e Príncipe que integra a Conferência Episcopal de Angola, esteve representada por uma delegação de 32 pessoas, incluindo o Bispo, um padre, duas religiosas e vários jovens, explica  Amilton Pina, secretário da delegação. Uma das jovens exprimem o desejo que um dia o Papa possa ira a São Tomé e Principe…   Kilamba…. Algumas palavas… Conclusºao                  

Ajude a manter o site no ar

Uma pequena doação garante que esse conteúdo continue disponível

Donate

Siga-nos

Acervo Católico

© 2024 - 2026 Acervo Católico. Todos os direitos reservados.