Pesar de Leão XIV pela morte de dom Júlio Langa, pastor da paz e da reconciliação - Vatican News via Acervo Católico

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Pesar de Leão XIV pela morte de dom Júlio Langa, pastor da paz e da reconciliação - Vatican News via Acervo Católico
Fonte: VATICANO

O telegrama foi enviado ao arcebispo emérito de Maputo, dom Francisco Chimoio. Na mensagem de condolências dirigida também aos familiares do cardeal falecido, dom Júlio Duarte Langa, o Papa recordou o serviço de 28 anos à frente da diocese de Xai-Xai, inclusive durante o período da guerra civil: se entregou com "simplicidade, zelo e perseverança ao rebanho" para anunciar o Evangelho "da paz e da reconciliação para um futuro de fraternidade entre os moçambicanos".

Andressa Collet - Vatican News O Papa Leão XIV enviou nesta quarta-feira (05/08) um telegrama de condolências pelo falecimento do cardeal Júlio Duarte Langa, bispo emérito de Xai-Xai, em Moçambique, onde serviu à Igreja por 28 anos. O segundo cardeal da história do país morreu na segunda-feira (03/08), aos 98 anos, onde estava internado devido à uma doença, no Hospital Central de Maputo. O telegrama do Papa A mensagem do Pontífice, em português, foi dirigida a dom Francisco Chimoio, arcebispo emérito de Maputo e administrador apostólico de Xai-Xai. Leão XIV disse se unir espiritualmente ao episcopado de Moçambique, aos familiares, à diocese a quem serviu com dedicação e ao país inteiro "que sente a partida de tão distinto pastor". De fato, o cardeal Júlio Langa, como bispo de Xai-Xai, liderou a Igreja durante o período marcado pela longa guerra civil que assolou Moçambique da época da independência até os acordos de paz assinados em 4 de outubro de 1992, em Roma. Profundo conhecedor dos idiomas locais, supervisionou a tradução dos textos do Concílio Vaticano II para as principais línguas do seu país. E o Papa enalteceu no telegrama: "Fiel a Jesus, mestre e Senhor, d’Ele aprendeu a arte da proximidade no pastoreio das almas, entregando-se com simplicidade, zelo e perseverança ao rebanho que lhe foi confiado, sem se deixar abater pelas dificuldades, antes vislumbrando a partir delas lugares sedentos da boa-nova, em especial quando se impôs o anúncio do Evangelho da paz e da reconciliação para um futuro de fraternidade entre todos os moçambicanos. Neste momento, que é de perda, mas sobretudo de esperança na ressurreição, ao louvar a Deus pela longevidade de dom Júlio e pela graça do seu sacerdócio para Moçambique e a Igreja universal, concedo a quantos participam nas celebrações exequiais confortadora bênção apostólica." A despedida a dom Júlio Langa Segundo a Conferência Episcopal de Moçambique, o programa das exéquias começa nesta quinta-feira, 6 de agosto, com missa de corpo presente às 9h do horário local, na Catedral de Maputo. O corpo será levado depois para Xai-Xai, onde haverá celebração eucarística ao final da tarde. Já na sexta-feira (07/08) estão previstos grupos de oração, culminando com uma missa ao meio-dia na própria Catedral de Xai-Xai. No sábado, 8 de agosto, o corpo será levado em procissão para Xonguene, no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes, para uma celebração eucarística às 9h, seguida de sepultamento no próprio interior do santuário. Com a morte de dom Júlio Duarte Langa (1957-2026), o Colégio Cardinalício passa a ser composto por 240 cardeais, dos quais 116 são eleitores e 124 não eleitores.

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