Rússia intensifica ataques contra a Ucrânia: hospitais, escolas e infraestrutura energética entre os alvos

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Rússia intensifica ataques contra a Ucrânia: hospitais, escolas e infraestrutura energética entre os alvos
Fonte: VATICANO

Bombardeios deixam dezenas de mortos e feridos, atingem instalações médicas e provocam apagões em diversas regiões. Em Kharkiv, ataque a um hospital na terça-feira (3) deixou 73 pessoas feridas. Na região de Zaporizhzhia, o número de mortos no bombardeio a uma escola utilizada para distribuição de ajuda humanitária chegou a pelo menos 37.

Vatican News E a Rússia tenta com a destruição, conquistar o que não consegue no campo de batalha.

Bombardeios deixam dezenas de mortos e feridos, atingem instalações médicas e provocam apagões em diversas regiões.

Em Kharkiv, ataque a um hospital na terça-feira (3) deixou 73 pessoas feridas.

Na região de Zaporizhzhia, o número de mortos no bombardeio a uma escola utilizada para distribuição de ajuda humanitária chegou a pelo menos 31.

A população ucraniana enfrenta uma nova escalada dos ataques russos, com bombardeios contra cidades, instalações de saúde, residências e infraestrutura energética.

Nas últimas jornadas, mísseis e centenas de drones atingiram diferentes regiões do país, provocando mortes, feridos, destruição e interrupções no fornecimento de eletricidade e aquecimento, justamente no início do período mais frio do ano.

Entre os episódios mais preocupantes está o ataque contra um hospital em Kharkiv, na madrugada de terça-feira, 3 de novembro.

A ofensiva atingiu uma passagem entre os edifícios de uma unidade médica no distrito de Nemyshlianskyi, no nordeste da cidade.

Segundo as autoridades regionais, 73 pessoas ficaram feridas, a maioria pacientes idosos, além de profissionais de saúde e moradores das proximidades. [ Photo Embed: Uma visão dos danos após um ataque russo a um hospital clínico municipal em Kharkiv, Ucrânia, em 3 de novembro de 2026, em meio à invasão russa em curso.

Pelo menos 73 pessoas ficaram feridas durante um ataque combinado de grande escala ocorrido durante a noite em Kharkiv e na região, segundo relatório do Serviço Estatal de Emergências.

EPA/SERGEY KOZLOV] De acordo com informações divulgadas pela imprensa ucraniana, no momento do ataque havia 236 pacientes e 31 funcionários no prédio atingido.

A evacuação para outros hospitais foi necessária diante dos danos estruturais.

Felizmente, pacientes e funcionários haviam conseguido se refugiar no abrigo da unidade antes das explosões.

Não foram registradas lesões graves, embora várias pessoas tenham sofrido cortes e reações agudas de estresse.

A onda de choque destruiu mais de mil janelas no complexo médico e em edifícios residenciais próximos.

Outras duas instalações de saúde e 17 prédios residenciais também foram danificados.

A infraestrutura de aquecimento e energia da cidade sofreu impactos, deixando parte da população sem eletricidade, água quente e aquecimento.

O ataque contra o hospital de Kharkiv não foi um episódio isolado.

Na região de Kherson, outra instalação hospitalar também foi atingida, deixando 46 pessoas feridas, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional.

A sucessão de ataques contra estruturas de saúde aumenta a preocupação com a segurança de pacientes, profissionais médicos e pessoas que dependem de atendimento contínuo.

Bombardeio contra centro de distribuição de ajuda humanitária   Um dos episódios mais mortais da atual sequência de ataques aconteceu na segunda-feira, 2 de novembro, na localidade de Komyshuvakha, na região de na região de Zaporizhzhia.

Uma antiga escola, utilizada como abrigo e ponto de distribuição de ajuda humanitária, foi atingida por bombas aéreas russas enquanto civis se reuniam para receber assistência.

O balanço divulgado nesta quarta-feira, 4 de novembro, pelas autoridades ucranianas chegou a 31 mortos.

As operações de busca e resgate continuam, enquanto 59 pessoas são consideradas desaparecidas, embora algumas possam estar entre as vítimas já retiradas dos escombros. [ Photo Embed: Equipes de socorro prestam assistência a feridos após um ataque russo letal — parte da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia — em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, Ucrânia, em 2 de novembro de 2026.

Imagem capturada a partir de um vídeo fornecido.

Polícia Nacional da Ucrânia/Material distribuído via REUTERS].

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, as forças russas realizaram ataques em diferentes momentos, atingindo inicialmente o prédio e, posteriormente, o abrigo onde sobreviventes procuravam proteção.

Entre os mortos estão dois integrantes das equipes de resgate e quatro policiais.

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia manifestou profunda preocupação com o bombardeio.

Sua representante, Danielle Bell, afirmou que o local e o horário da distribuição de alimentos eram amplamente conhecidos, questionando se as forças russas tinham conhecimento da presença de civis ou deixaram de tomar as precauções mais básicas antes do ataque.

A ONU advertiu que a ofensiva parece ter violado princípios fundamentais do Direito Internacional Humanitário, que protege a população civil e proíbe ataques indiscriminados e desproporcionais.

Uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura energética   Paralelamente aos ataques contra áreas residenciais e instalações médicas, a Rússia realizou, na madrugada de 3 de novembro, uma das maiores ofensivas contra o sistema energético ucraniano desde o início da invasão em grande escala.

Segundo os números divulgados por Zelensky, foram lançados 289 drones de ataque; 17 mísseis balísticos e 59 mísseis de cruzeiro.

Os ataques atingiram usinas de geração de energia, subestações elétricas e instalações de aquecimento em diferentes regiões, incluindo Odesa, Kharkiv, Dnipropetrovsk, Vinnytsia, Zhytomyr, Rivne e Chernihiv.

A empresa privada de energia DTEK informou que três de suas cinco usinas termelétricas ficaram fora de operação em consequência dos bombardeios.

As consequências foram sentidas em diversas localidades, com interrupções emergenciais no fornecimento de eletricidade, dificuldades no abastecimento de água e alterações no transporte público.

Na região de Zhytomyr, mais de 180 mil consumidores ficaram sem eletricidade após os ataques.

Em Kharkiv, parte da população também ficou sem aquecimento e água quente.

A situação preocupa especialmente porque a Ucrânia está entrando no período de inverno, quando o fornecimento regular de energia e aquecimento é indispensável para hospitais, escolas, residências e serviços essenciais. [ Photo Embed: A capital ucraniana ao anoitecer, durante um apagão, após infraestrutura civil crítica ter sido atingida por ataques de mísseis e drones russos, em meio à ofensiva da Rússia contra a Ucrânia — Kiev, Ucrânia.

REUTERS/Vladyslav Sodel] Mortes em diferentes regiões e ataques contra a população civil   A ofensiva russa também provocou vítimas em outras localidades.

Na região de Kyiv, um drone atingiu diretamente uma residência na localidade de Khotiv, provocando um incêndio que destruiu a casa e matou uma adolescente de 14 anos.

Um dos pais da menina ficou ferido.

Na região de Donetsk, quatro bombas aéreas atingiram a localidade de Yasnohirka, provocando a morte de uma mulher de 48 anos e deixando outras cinco pessoas feridas.

Pelo menos 16 residências particulares foram danificadas.

Na cidade de Dnipro, um ataque com mísseis matou duas pessoas e feriu outras 20, segundo as autoridades regionais.

Esses episódios integram uma sequência de ataques que também atingiu estabelecimentos comerciais, postos de combustível, residências e estruturas de transporte.

Outro episódio recente que marcou a população foi o ataque à estação ferroviária de Dnipro, em 29 de outubro, que deixou 15 mortos, segundo o balanço divulgado pela imprensa internacional.

Os números demonstram a dimensão da crise humanitária.

Um balanço publicado pelo Kyiv Independent em 3 de novembro contabilizou pelo menos 38 mortos e 167 feridos em diferentes ataques russos no período analisado.

Esse levantamento antecede a atualização do número de vítimas do bombardeio de Komyshuvakha para 37 mortos, portanto não deve ser somado aos balanços individuais. [ Photo Embed: Moradores aguardam refeições quentes dentro de uma tenda em um ponto de ajuda humanitária mantido pelo governo — local onde as pessoas podem se aquecer, carregar seus dispositivos, obter bebidas quentes e receber apoio psicológico — durante um apagão causado por ataques russos com mísseis e drones contra infraestruturas civis críticas, no contexto da ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em Kiev, Ucrânia.

REUTERS/Anatolii Stepanov/Foto de arquivo] Cresce a preocupação com o Direito Internacional Humanitário   A sucessão de ataques contra hospitais, centros de distribuição de alimentos, escolas e residências reacende o debate sobre o respeito às normas internacionais de proteção dos civis em conflitos armados.

O Direito Internacional Humanitário estabelece que hospitais, instalações médicas e estruturas civis devem ser protegidos.

Também exige que as partes em conflito adotem todas as precauções possíveis para evitar ou minimizar danos à população.

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia ressaltou que bombas aéreas de grande potência, especialmente quando utilizadas em áreas habitadas, provocam destruição extensa e colocam em risco pessoas que não participam das hostilidades.

A organização informou que, antes mesmo do ataque de Komyshuvakha, bombas aéreas planadoras haviam provocado pelo menos 478 mortes de civis e 2.667 feridos na Ucrânia durante 2026, segundo os dados então verificados.

Ataques em meio à perspectiva de novas negociações de paz   A intensificação dos bombardeios acontece em um momento particularmente delicado para os esforços diplomáticos destinados a encerrar a guerra.

Estão previstas para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, novas conversações entre representantes da Ucrânia e da Rússia, com mediação dos Estados Unidos, segundo informações divulgadas pelo enviado norte-americano Steve Witkoff.

Os ataques contra o centro de ajuda humanitária em Komyshuvakha e as instalações médicas de Kharkiv e Kherson aumentaram as dúvidas sobre as possibilidades de avanços diplomáticos.

O presidente Zelensky condenou os bombardeios e voltou a solicitar aos parceiros internacionais o reforço dos sistemas de defesa aérea, argumentando que a proteção do espaço aéreo é indispensável para salvar vidas.

Enquanto isso, equipes de emergência continuam trabalhando em áreas atingidas, famílias procuram notícias de parentes desaparecidos e hospitais tentam reorganizar os atendimentos diante dos danos sofridos. [ Photo Embed: In this handout photograph taken and released by the Ukrainian Emergency Service on November 4, 2026, a Ukrainian rescuer works at the site of an air attack on a shopping centre in Odesa, amid the Russian invasion of Ukraine. (Photo by Handout / UKRAINIAN EMERGENCY SERVICE / AFP)] Uma população exposta à violência e ao inverno   Além das mortes e dos ferimentos, os ataques deixam consequências que podem se prolongar por meses ou anos.

A destruição de hospitais compromete o atendimento médico; os danos às usinas e subestações ameaçam o fornecimento de eletricidade e aquecimento; e a destruição de residências aumenta o número de pessoas que precisam de abrigo e assistência humanitária.

Para idosos, crianças, pessoas com deficiência e pacientes que dependem de equipamentos médicos, a falta de energia e aquecimento representa um risco ainda maior.

A população ucraniana continua enfrentando uma guerra que já provocou milhões de deslocamentos, perdas familiares e destruição de comunidades inteiras.

Neste cenário, o apelo pela proteção dos civis e pelo respeito ao Direito Internacional Humanitário torna-se cada vez mais urgente.

A guerra não pode apagar a dignidade humana.

Hospitais, escolas, abrigos e centros de distribuição de alimentos devem ser espaços de proteção e cuidado, nunca lugares onde a população civil encontre a morte.

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