A Nigéria tem visto um aumento alarmante de sequestros de clérigos, com vários sacerdotes, religiosos e religiosas sendo raptados, alguns mortos e outros libertados após traumas físicos e psicológicos.
Vatican News Após 2 meses nas mãos de seus sequestradores, foi libertado o padre Bobbo Paschal, pároco da Igreja de Santo Estêvão, na Área de Governo Local (LGA) de Kushe Gudgu Kagarko, no Estado de Kaduna, centro-norte da Nigéria). Ele foi sequestrado de sua residência paroquial nas primeiras horas de 17 de novembro. No ataque, os bandidos mataram o irmão do sacerdote. Sua libertação foi confirmada em um comunicado da Arquidiocese de Kaduna, assinado pelo chanceler padre Christian Okewu Emmanuel, segundo o qual o sacerdote foi libertado são e salvo em 17 de janeiro. As circunstâncias e modalidades da libertação do padre Paschal não foram divulgadas. O arcebispo de Kaduna, dom Matthew Man-Oso Ndagoso, agradeceu às agências de segurança, aos paroquianos e aos cidadãos que agiram e rezaram pela libertação do padre Paschal. Poucas horas após seu sequestro, foram divulgadas nas redes sociais notícias falsas sobre sua morte, posteriormente negadas oficialmente pela Arquidiocese de Kaduna. A Nigéria tem visto um aumento alarmante de sequestros de clérigos, com vários sacerdotes, religiosos e religiosas sendo raptados, alguns mortos e outros libertados após traumas físicos e psicológicos. Muitos sequestros visam extorquir grandes somas de dinheiro, transformando o clero em alvos lucrativos para criminosos. A insegurança é extrema, levando ao fechamento de escolas e igrejas, e empobrecendo as comunidades cristãs. Também são registrados ataques com motivação religiosa, intensificando a perseguição aos cristãos, que são maioria em algumas regiões. Grupos terroristas como Boko Haram e o Estado Islâmico da África Ocidental (ISWAP), além de bandidos comuns, estão envolvidos nesses ataques. O governo nigeriano declarou emergência de segurança, e líderes internacionais defendem uma intervenção militar, enquanto organizações como a ACN (Ajuda à Igreja que Sofre) e a Portas Abertas monitoram a situação e pedem apoio. Apesar da dimensão da tragédia, a perseguição religiosa na Nigéria recebe pouca atenção da grande mídia global.