Santa Sé: "A segurança global não se constrói com armas nucleares"

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Santa Sé: "A segurança global não se constrói com armas nucleares"
Fonte: VATICANO

O observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas em Nova York, dom Christophe Z. El Kassis, expressou profundo pesar pela falta de consenso sobre o Tratado de Não Proliferação Nuclear, condenando a dependência de arsenais atômicos como uma perigosa contradição estratégica.

Vatican News A segurança de qualquer Estado e de seu povo não pode se basear na "acumulação de poder militar", nem "um mundo mais seguro pode ser construído por meio da expansão e modernização contínuas dos arsenais nucleares", cujo uso "teria consequências catastróficas para a humanidade".

A posição da Santa Sé foi expressa pelo Observador Permanente junto às Nações Unidas durante a reunião de alto nível da Assembleia Geral que comemorou o Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares na terça-feira, 29 de setembro, em Nova York.

Fortalecer o compromisso com o TNP O arcebispo Christophe Z.

El Kassis expressa o profundo pesar da Santa Sé pelo fato de "a 11ª Conferência de Revisão do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) não ter chegado a um consenso sobre um resultado substancial".

Contudo, "o compromisso com o Tratado não deve ser diminuído; pelo contrário, nossa determinação em preservar sua integridade e promover a plena implementação de seus três pilares que se reforçam mutuamente, deve ser fortalecida, incluindo a obrigação, nos termos do Artigo VI, de conduzir de boa-fé negociações para o desarmamento nuclear.

É igualmente importante continuar apoiando o mandato e o sistema de salvaguarda da Agência Internacional de Energia Atômica." O papel da IA ​​na energia nuclear No contexto internacional atual, El Kassis destaca que testemunhamos a contradição de querer "buscar maior segurança por meio da dependência perpétua de armas nucleares".

Citando a encíclica Magnifica humanitas, de Leão XIV, o arcebispo enfatiza como essa mudança é "evidente na renovada importância das armas nucleares nas doutrinas estratégicas e na retórica que contempla seu possível uso, bem como na erosão gradual da arquitetura de controle de armamentos e desarmamento construída ao longo de décadas".

Um nível adicional de risco é representado pela "integração progressiva da inteligência artificial em sistemas nucleares", tecnologias que "podem aumentar o risco de escalada e erros de avaliação, ao mesmo tempo que exercem maior pressão sobre o julgamento humano".

O compromisso da Santa Sé Para reverter essas tendências, o observador permanente afirma ainda que "é necessário um renovado compromisso com o multilateralismo, o controle de armamentos e o desarmamento.

O diálogo e a cooperação continuam sendo essenciais para reconstruir a confiança, reduzir os riscos nucleares e criar as condições para um progresso significativo rumo à eliminação total das armas nucleares".

Nesse sentido, portanto, a Santa Sé "reafirma seu firme apoio ao Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares e encoraja todos os Estados que ainda não aderiram a ele, a darem um passo essencial para um mundo livre de armas nucleares".

A delegação da Santa Sé renova também o seu apelo pela entrada em vigor do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, 30 anos após a sua adoção pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de setembro de 1996. "Um mundo mais seguro", concluiu dom Christophe Z.

El Kassis, "não pode ser construído sobre uma capacidade de destruição cada vez maior.

A eliminação total das armas nucleares continua sendo a única forma de libertar a humanidade da sua ameaça e lançar as bases para uma paz autêntica e duradoura."

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