Em uma declaração proferida em 28 de outubro na sede da ONU, o observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, dom El Kassis, ressalta que as tecnologias espaciais representam um “instrumento precioso” para enfrentar desafios históricos como “mudanças climáticas, insegurança alimentar, escassez de água e catástrofes naturais”. “Que o espaço extra-atmosférico seja um espaço de paz e estabilidade”
[ Audio Embed Ouça e compartilhe] Vatican News A “exploração” e a “utilização” do espaço extra-atmosférico oferecem “oportunidades extraordinárias para o progresso científico e o desenvolvimento humano integral”, sob a condição “essencial” de que essas inovações sejam “para o benefício de todos os povos” e não criem “novas desigualdades e formas de exclusão”.
Foi o que reiterou o arcebispo Christophe Z.
El Kassis, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, em uma declaração proferida na quarta-feira, 28 de outubro, na ONU, em Nova York, durante a quarta comissão da 81ª Assembleia Geral, dedicada ao tema “Cooperação internacional no uso pacífico do espaço extra-atmosférico”. [ Photo Embed: O arcebispo Christophe Z.
El Kassis, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas] A pesquisa espacial e as mudanças climáticas O diplomata do Vaticano lembrou que esse princípio está consagrado no “Tratado sobre o Espaço Extra-atmosférico” de 1967 e destacou que a pesquisa nessa área pode ajudar a enfrentar problemas de grande importância. “As tecnologias espaciais — explicou dom El Kassis — representam uma ferramenta valiosa para enfrentar os desafios urgentes que nosso planeta está enfrentando, entre os quais as mudanças climáticas, a insegurança alimentar, a escassez de água e as catástrofes naturais”.
Para isso, acrescentou, é necessário “reforçar a cooperação internacional, sobretudo no compartilhamento de ‘conhecimentos científicos’”, “para que os países em desenvolvimento possam se beneficiar plenamente desses avanços”.
Cooperar para proteger o ambiente espacial Uma “resposta internacional coordenada” também é solicitada pela questão da “proteção do espaço”, ameaçado pela “superlotação das órbitas”, pelo “acúmulo de detritos espaciais” e pelo “aumento das atividades comerciais”. “É indispensável — ressaltou ainda o observador permanente da Santa Sé — uma gestão responsável do espaço extra-atmosférico, com o objetivo de garantir que o progresso científico e tecnológico não comprometa seu uso pacífico e sustentável pelas gerações futuras”.
Por isso, concluiu o arcebispo, a Santa Sé incentiva “os esforços conjuntos para preservar o espaço extra-atmosférico como um espaço de paz, estabilidade e cooperação, em benefício das gerações presentes e futuras”. [ In Evidence ]