Declaração do arcebispo Christophe Z. El-Kassis, observador permanente da Santa Sé na Organização das Nações Unidas, na Assembleia Geral em andamento em Nova York: “Preocupação com os efeitos da radiação ionizante decorrente do uso e dos testes de armas nucleares”, especialmente sobre crianças, mulheres, pessoas mais vulneráveis e populações indígenas
[ Audio Embed Ouça e compartilhe] Vatican News [ Read Also ] Para a Santa Sé, “os efeitos nocivos e de longa duração da radiação ionizante decorrente do uso e dos testes de armas nucleares, especialmente sobre mulheres, crianças, nascituros e populações indígenas, são motivo de profunda preocupação”, pois “as consequências da contaminação radioativa podem persistir por gerações”, afetando a saúde humana, o meio ambiente e os meios de subsistência das comunidades atingidas.
Nesse sentido, “é importante prestar assistência adequada às populações” afetadas e “buscar a recuperação ambiental, com atenção especial aos ‘mais vulneráveis’”.
Foi o que destacou o arcebispo Christophe Z.
El-Khassis, observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, durante um debate sobre os efeitos da radiação atômica no âmbito da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU.
Preocupação com a usina de Zaporizhzhia e a região de Chernobyl Ao expressar seu apreço pela contribuição do Comitê Científico da ONU sobre os Efeitos das Radiações Atômicas Ionizantes (UNSCEAR) para o avanço do conhecimento científico nessa área, El-Khassis destacou, no entanto, a preocupação com os riscos que as guerras representam para as usinas nucleares, citando, em particular, “a situação precária” da usina de Zaporizhzhia e os danos sofridos pelo “Novo Escudo de Confinamento Seguro” em Chernobyl, na Ucrânia. “Qualquer incidente que implique a liberação descontrolada de materiais radioativos poderia ter consequências devastadoras”, com efeitos “potencialmente estendidos além das fronteiras nacionais”: é fundamental, portanto, garantir a segurança e a proteção dessas instalações em contextos de conflito armado “a fim de prevenir novos danos humanitários e ambientais”.
Implementar o Tratado sobre a Proibição das Armas Nucleares [ Read Also ] Por fim, o arcebispo reiterou o apelo “à plena implementação do Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW) e à entrada em vigor do Tratado sobre a Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT)”.
Trata-se, de fato, de “passos importantes para prevenir as consequências humanitárias e ambientais das armas nucleares e dos testes nucleares”.